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No plano de uma aula de geografia para o ensino médio, o professor previu análise do seguinte texto pelos alunos. Distribuídas em barracas de um campo de refugiados improvisado na cidade síria de al-Malikia, a cerca de uma hora de carro da fronteira com o Iraque, famílias árabes acusam os peshmergas (forças de combate do Curdistão iraquiano) de as impedirem de voltar para casa. Elas foram obrigadas a fugir quando o Estado Islâmico avançou sobre o norte do país, de maioria curda, onde viviam. “Fomos pegos de surpresa por uma ofensiva do daash (sigla árabe para o EI). Os peshmergas nos disseram para fugir, porque era muito perigoso ficar. Atravessamos para a Síria”, lembra Abd Khadar, de trinta anos de idade, que fugiu com a mulher, Itab Ali, e com os filhos Diaa, agora com um ano de idade, e Doha, de dois anos de idade. “Meses depois, eles conseguiram liberar nossa cidade, mas nos impedem de atravessar a fronteira com o Iraque. Só queremos voltar para casa”. Adriana Carranca. Refugiados árabes querem voltar a áreas curdas. Internet:<www.oglobo.globo.com> (com adaptações). Considerando essa situação hipotética e o texto apresentado, assinale a opção correta, acerca da abordagem teórica e metodológica a ser adotada pelo professor para ministrar a aula.

No plano de uma aula de geografia para o ensino médio,
o professor previu análise do seguinte texto pelos alunos.

Distribuídas em barracas de um campo de refugiados
improvisado na cidade síria de al-Malikia, a cerca de uma hora de
carro da fronteira com o Iraque, famílias árabes acusam os
peshmergas (forças de combate do Curdistão iraquiano) de as
impedirem de voltar para casa. Elas foram obrigadas a fugir quando
o Estado Islâmico avançou sobre o norte do país, de maioria curda,
onde viviam. “Fomos pegos de surpresa por uma ofensiva do daash
(sigla árabe para o EI). Os peshmergas nos disseram para fugir,
porque era muito perigoso ficar. Atravessamos para a Síria”, lembra
Abd Khadar, de trinta anos de idade, que fugiu com a mulher,
Itab Ali, e com os filhos Diaa, agora com um ano de idade, e Doha,
de dois anos de idade. “Meses depois, eles conseguiram liberar
nossa cidade, mas nos impedem de atravessar a fronteira com o
Iraque. Só queremos voltar para casa”.

Adriana Carranca. Refugiados árabes querem voltar a áreas
curdas
. Internet:<www.oglobo.globo.com> (com adaptações).

Considerando essa situação hipotética e o texto apresentado,
assinale a opção correta, acerca da abordagem teórica e
metodológica a ser adotada pelo professor para ministrar a aula.

Resposta:

A alternativa correta é A)

A abordagem mais adequada para a aula de geografia, considerando o texto apresentado, é a opção A. O professor deve focar nas definições sobre os povos citados, como os árabes e os curdos, além dos peshmergas, explorando os conceitos geográficos de migração e lugar. O texto evidencia o deslocamento forçado de famílias árabes devido ao avanço do Estado Islâmico e a dificuldade de retorno imposta pelos peshmergas, o que permite discutir migrações involuntárias e o vínculo afetivo e identitário com o território de origem.

A análise do "lugar" como espaço de pertencimento é essencial, pois o relato de Abd Khadar demonstra o desejo de retornar a seu lar, mesmo após a liberação da cidade. Isso reforça a importância de compreender como as dinâmicas geopolíticas afetam as populações locais, sem reduzir a discussão a aspectos como fundamentalismo (opção B) ou cartografia (opção D). A opção C desvia o foco ao mencionar a Primavera Árabe, que não é citada no texto, enquanto a opção E incorre ao associar os peshmergas ao Estado Islâmico, informação contraditória com o contexto apresentado.

Portanto, a abordagem teórica mais pertinente é a que articula identidade, território e migração, permitindo aos alunos refletir sobre as consequências humanas dos conflitos no Oriente Médio.

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