(Uece 2015) Adotando o positivismo lógico como método de conhecimento da realidade, esse novo paradigma da geografia buscava leis ou regularidades representadas sob a forma de ordenamentos espaciais. Empregava-se o uso de técnicas estatísticas e modelos matemáticos como método de apreensão do real, assumindo uma pretensa neutralidade científica para o ordenamento espacial.
A corrente do pensamento geográfico que se relaciona com o enunciado acima é denominada
- A) Possibilismo.
- B) Geografia Crítica.
- C) Nova Geografia.
- D) Determinismo Ambiental.
Resposta:
A alternativa correta é letra C)
A questão se baseia em algumas correntes de pensamento da geografia. Destacam-se como correntes de pensamento geográfico: o Determinismo ambiental, Possibilismo, Método Regional, a Nova Geografia e a Geografia Crítica. Existe outras correntes, mas estas são as principais.
(INCORRETA) O Determinismo Ambiental foi o primeiro paradigma a caracterizar a geografia que emerge no final do século XIX. Teve como principal personagem o alemão Ratzel. Seus defensores afirmam que as condições naturais determinam o comportamento do homem, interferindo na sua capacidade de progredir. Essa interpretação de “determinação acabou servindo como ferramenta para ocultar uma ideologia das classes dominantes. Ratzel cria conceitos como : espaço vital, região natural, fator geográfico e condição geográfica. Ao fim do século XIX, em reação ao DETERMINISMO geográfico surge na França, o Possibilismo.
(INCORRETA) O possibilismo, procura abolir qualquer forma de determinação, adotando a ideia de que a ação humana é marcada pela contingência. a natureza era considerada como fornecedora de possibilidades para que o homem a modificasse. Teve como precursor Paul Vidal de La Blache.
(INCORRETA) O terceiro paradigma da geografia é o MÉTODO REGIONAL que vem contrário ao Possibilismo e ao Determinismo. Nele, a diferenciação de áreas é vista através da integração de fenômenos heterogêneos em uma dada porção da superfície da Terra. Focalizando assim o estudo de áreas e atribuindo à diferenciação como objeto de geografia. A partir dos anos 40 essa corrente ganha importância com raízes em Alfred Hettner e Hartshorne. Após a 2.a Guerra Mundial, verifica-se uma nova fase de expansão capitalista, e conseqüentemente a geografia perde a capacidade de explicar a complexa realidade redesenhada.
(CORRETA) Surge então um novo paradigma, a NOVA GEOGRAFIA ou GEOGRAFIA TEÓRICO - QUANTITATIVA, tem como objetivo justificar a expansão capitalista, assim como dar esperanças aos “deserdados da terra”. Para tais tarefas utiliza com método o positivismo lógico (Neopositivismo), utilizando-se para isso de técnicas estatísticas. Durante a década de 1970 e 1980, o conhecimento geográfico passa por novas transformações.
BÔNUS
Surge um novo paradigma em oposição aos anteriores e também com intenção de participar de um processo de transformação da sociedade, esta denominada GEOGRAFIA CRÍTICA. A Geografia Crítica repensa a questão da organização espacial, herdada basicamente da Nova geografia. Trata-se, no caso, de ir além da descrição de padrões espaciais, procurando-se ver as relações dialéticas entre formas espaciais e os processos históricos que modelam os grupos sociais. Um dos principais geógrafos desta corrente de pensamento é o geógrafo brasileiro Milton Santos.
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