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Cerca de 25 milhões de pessoas são atualmente infectadas com o vírus HIV. Apesar de os coquetéis com antivirais serem capazes de tornar o vírus indetectável no sangue, não o eliminam completamente de células infectadas. Recentemente, uma técnica chamada CRISPR/Cas9 demonstrou ser capaz de remover de forma seletiva o material genético viral do genoma de animais de laboratório.

 

Assim, é possível concluir que o sucesso do tratamento em humanos:

Resposta:

A alternativa correta é letra C) eliminaria a necessidade de ingerir coquetéis antivirais.

Gabarito da banca: Letra "C"

Entendimento: Letra "C"


Acompanhe minha análise:

 

a)  impediria a reinfecção pelo vírus HIV.

ERRADA. A técnica não impede, mas edita genes.

 

b)  diminuiria a inserção de RNA viral no genoma humano.

ERRADA. Como expliquei, é uma técnica de edição de genes.

 

c)  eliminaria a necessidade de ingerir coquetéis antivirais.

CORRETA. Anote aí:

[...] um gene pode ser estudado por meio de sua expressão nas células onde ele normalmente não é expresso, ou expressando-o em níveis maiores do que o normal. Outro jeito de estudar um gene é por meio de sua inativação, de modo que ele não seja transcrito e traduzido em uma proteína funcional, ou pela modificação de sua sequência de DNA, de modo que um produto gênico alterado seja formado. A tecnologia CRISPR oferece uma nova abordagem poderosa para “edição de genes” (adicionar, interromper ou alterar a sequência de genes específicos) e regulação gênica [...]. Assim como muitas outras ferramentas da biotecnologia, o método simula um mecanismo encontrado na natureza, o qual algumas bactérias e muitas arqueias usam para se defender contra infecções virais. Os genomas dessas espécies possuem muitas pequenas (24-48 pb) sequências palindrômicas de DNA [...], com espaçadores de DNA específicos de 24 pares de bases entre elas, que são conhecidas pelo acrônimo CRISPR (do inglês clustered regularly interspaced short palindromic repeat sequences [repetições palindrômicas curtas agrupadas e regularmente interespaçadas]). Enquanto a sequência CRISPR é a mesma para cada unidade repetida, os espaçadores são diferentes. Cada espaçador é um fragmento de DNA de um vírus que infectou previamente a célula, mas acabou não destruindo seu hospedeiro. As sequências espaçadoras, então, fornecem mug shots genéticos, que informam à célula que os carregam quais vírus procurar. Quando um vírus carregando uma sequência similar ao DNA espaçador injeta o seu DNA dentro da célula, a unidade – CRISPR e espaçador – é transcrita para um RNA, ao qual se liga um segundo RNA curto. Este complexo de RNAs, então, realiza as duas seguintes funções:

 

1. uma vez que a sequência espaçadora é complementar a uma parte do genoma viral, ela se liga por pareamento de bases;

 

2. o complexo liga-se a uma proteína chamada de CAS9, a qual é uma nuclease que corta o DNA viral invasor, destruindo sua habilidade de produzir novos vírus e, assim, protegendo a célula hospedeira. Portanto, qualquer célula que já foi infectada por um vírus tem a “memória” daquela infecção codificada no seu genoma e todas as células produzidas a partir dela. (p. 388-388, grifo meu).

Referência: SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da biologia. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. v. 1. Constituintes químicos da vida, células e genética.

 

d)  aumentaria a resistência imune ao vírus HIV.

ERRADA. A técnica não tem esse efeito.

 

e)  diminuiria a replicação viral no citoplasma celular.

ERRADA. Impede a replicação viral.

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