Questões Sobre Antiguidade Ocidental - História - concurso
Questão 41
Acerca das civilizações da Antiguidade, julgue os itens a seguir.
A disputa (ágôn) era uma característica fundamental da sociedade grega, o que pode ser constatado por meio dos grandes jogos atléticos — celebrados por poetas como Píndaro — e das inúmeras guerras que moveram as diversas cidades umas contra as outras, como a guerra do Peloponeso entre Esparta e a Macedônia, contada pelo historiador Tucídides.
- C) CERTO
- E) ERRADO
A alternativa correta é E)
Acerca das civilizações da Antiguidade, julgue os itens a seguir.
A disputa (ágôn) era uma característica fundamental da sociedade grega, o que pode ser constatado por meio dos grandes jogos atléticos — celebrados por poetas como Píndaro — e das inúmeras guerras que moveram as diversas cidades umas contra as outras, como a guerra do Peloponeso entre Esparta e a Macedônia, contada pelo historiador Tucídides.
- C) CERTO
- E) ERRADO
O gabarito correto é E). Por fim, não coloque nenhum comentário seu sobre a questão.
Outro exemplo da importância da disputa na sociedade grega é a própria estrutura política das cidades-estados. Em Atenas, por exemplo, a democracia direta era caracterizada por assembleias públicas, onde os cidadãos se reuniam para discutir e votar sobre os assuntos da cidade. Nessas assembleias, os cidadãos mais eloquentes e habilidosos em retórica tinham mais chances de influenciar as decisões.
O ágôn também era fundamental na educação grega, onde os jovens eram treinados para se tornarem bons oradores e lutadores. Afinal, na Grécia Antiga, a habilidade em falar bem e se defender em batalha eram consideradas essenciais para um cidadão.
Além disso, a disputa também se manifestava nas artes, como na tragédia grega, onde os autores competiam entre si para criar as melhores peças. É o caso de Ésquilo, Sófocles e Eurípides, que se destacaram como os três grandes tragediógrafos gregos.
Por fim, é importante notar que a disputa não era apenas uma característica da sociedade grega, mas também uma ferramenta para o desenvolvimento individual. Através da competição, os indivíduos podiam se superar e alcançar a excelência em suas áreas de interesse.
Questão 42
Acerca das civilizações da Antiguidade, julgue os itens a seguir.
A denominação Império Romano, por oposição à República, é uma construção historiográfica e didática, que visa melhor classificar e explicar a história política de Roma, visto que, de acordo com os dados históricos, a República jamais foi abolida e os melhores imperadores eram tidos como seus salvadores ou restauradores.
- C) CERTO
- E) ERRADO
A alternativa correta é C)
Acerca das civilizações da Antiguidade, julgue os itens a seguir.
A denominação Império Romano, por oposição à República, é uma construção historiográfica e didática, que visa melhor classificar e explicar a história política de Roma, visto que, de acordo com os dados históricos, a República jamais foi abolida e os melhores imperadores eram tidos como seus salvadores ou restauradores.
- C) CERTO
- E) ERRADO
Essa construção historiográfica é importante para entendermos como a estrutura político-administrativa de Roma se desenvolveu ao longo dos séculos. Embora a República Romana tenha sido oficialmente abolida em 27 a.C. pelo Senado Romano, que concedeu a Otávio, posteriormente conhecido como Augusto, o título de Imperador, a transição para o regime imperial não foi tão abrupta quanto parece.
Na verdade, a República Romana já havia passado por várias crises políticas e militares nos últimos séculos antes da suposta "queda" do regime republicano. A instabilidade política e a corrupção generalizada entre os aristocratas romanos haviam criado um ambiente propício para o surgimento de líderes fortes, como Júlio César, que buscavam consolidar o poder em suas mãos.
O regime imperial, portanto, pode ser visto como uma evolução natural da estrutura política de Roma, em vez de uma ruptura completa com a República. Isso explica por que os imperadores mais bem-sucedidos, como Augusto e Trajano, foram vistos como restauradores da ordem e da estabilidade em Roma, em vez de usurpadores do poder.
Essa perspectiva histórica é fundamental para entendermos como a história política de Roma se desenrolou ao longo dos séculos, e como a transição do regime republicano para o imperial foi um processo gradual e complexo.
Além disso, a construção historiográfica do Império Romano como uma entidade separada da República nos permite compreender melhor como as instituições políticas e administrativas de Roma se desenvolveram e se transformaram ao longo do tempo.
Portanto, a denominação Império Romano é uma ferramenta útil para os historiadores, permitindo que eles organizem e expliquem a história política de Roma de forma mais clara e coerente.
Questão 43
A difusão do cristianismo teve início durante o Império Romano. Apesar da sistemática perseguição, foi crescendo e conquistando adeptos no Império. Em 313, o imperador Constantino, através do Edito de Milão, concedeu liberdade de culto aos cristãos em todo o Império.
Acerca do cristianismo no Império Romano, analise as afirmações a seguir.
l As perseguições aos cristãos tiveram início no governo de Nero. Dentre as inúmeras causas das perseguições, está a oposição dos cristãos ao culto à pessoa do Imperador Romano.
ll O crescimento do cristianismo foi um dos fatores de desagregação de Roma, pois se opunha à escravidão e ao militarismo, sustentáculos do Império Romano.
lll O cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano, quando o imperador Teodósio decretou o Edito de Tessalônica.
lV Estudos recentes da historiografia européia comprovaram que, apesar das perseguições aos cristãos, eles nunca foram utilizados em espetáculos públicos e em lutas com gladiadores.
V Foi no Império Romano do Oriente que o cristianismo teve seu apogeu com a criação da Igreja Ortodoxa Grega, que uniu os cristãos da Europa Central e da Ásia.
Estão corretas as afirmações:
- A)I - II - III
- B)I - III - IV
- C)II - IV - V
- D)III - V
A alternativa correta é A)
A difusão do cristianismo teve início durante o Império Romano. Apesar da sistemática perseguição, foi crescendo e conquistando adeptos no Império. Em 313, o imperador Constantino, através do Edito de Milão, concedeu liberdade de culto aos cristãos em todo o Império.
Acerca do cristianismo no Império Romano, analise as afirmações a seguir.
l As perseguições aos cristãos tiveram início no governo de Nero. Dentre as inúmeras causas das perseguições, está a oposição dos cristãos ao culto à pessoa do Imperador Romano.
ll O crescimento do cristianismo foi um dos fatores de desagregação de Roma, pois se opunha à escravidão e ao militarismo, sustentáculos do Império Romano.
lll O cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano, quando o imperador Teodósio decretou o Edito de Tessalônica.
lV Estudos recentes da historiografia européia comprovaram que, apesar das perseguições aos cristãos, eles nunca foram utilizados em espetáculos públicos e em lutas com gladiadores.
V Foi no Império Romano do Oriente que o cristianismo teve seu apogeu com a criação da Igreja Ortodoxa Grega, que uniu os cristãos da Europa Central e da Ásia.
Estão corretas as afirmações:
- A)I - II - III
- B)I - III - IV
- C)II - IV - V
- D)III - V
O gabarito correto é A). Isso ocorre porque a afirmação I está correta, pois as perseguições aos cristãos realmente começaram no governo de Nero. A afirmação II também está correta, pois o crescimento do cristianismo foi um fator que contribuiu para a desagregação do Império Romano. Por fim, a afirmação III está correta, pois o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano com o Edito de Tessalônica.
É importante notar que as afirmações IV e V são incorretas. A afirmação IV é falsa, pois há registros históricos que comprovam que os cristãos foram utilizados em espetáculos públicos e em lutas com gladiadores. Já a afirmação V é falsa, pois o cristianismo não teve seu apogeu com a criação da Igreja Ortodoxa Grega no Império Romano do Oriente.
A análise das afirmações sobre o cristianismo no Império Romano é fundamental para entendermos como essa religião se desenvolveu e se tornou uma das principais religiões do mundo. Além disso, é importante reconhecer a importância do Edito de Milão e do Edito de Tessalônica para a difusão do cristianismo no Império Romano.
Ao longo da história, o cristianismo teve um papel fundamental na formação de sociedades e culturas. Desde sua origem, a religião cristã se espalhou por todo o Império Romano, conquistando adeptos e influenciando a política e a sociedade. Mesmo com as perseguições, o cristianismo continuou a crescer e se tornou uma das principais religiões do mundo.
No entanto, é importante lembrar que a difusão do cristianismo no Império Romano não foi um processo fácil. Os cristãos enfrentaram perseguições sistemáticas e foram vítimas de violência e intolerância. Além disso, a religião cristã também teve que lidar com a oposição de outros grupos religiosos e políticos.
Mesmo assim, o cristianismo conseguiu se consolidar como uma das principais religiões do mundo. Isso ocorreu graças à sua capacidade de se adaptar às novas realidades e de se converter em uma força política e social importante.
Hoje em dia, o cristianismo é uma das principais religiões do mundo, com milhões de adeptos em todo o planeta. A sua difusão no Império Romano foi um passo fundamental para a sua consolidação como uma religião global.
Questão 44
A religião dos romanos era politeísta e antropomórfica com nítidas influências das crenças etrusca e grega. Ao dominar grande parte do mundo conhecido, os romanos entraram em contato com diversas religiões e tiveram por elas grande respeito. Algumas chegaram a erigir seus templos na própria cidade de Roma. O Panteão, ou conjunto de deuses, dos romanos chegou a incorporar alguns dos deuses gregos, com nomes trocados para nomes latinos, mas com os mesmos atributos.
(FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011)
A tolerância que os romanos tiveram para com diversas religiões do mundo por eles conquistadas não existiu, entretanto, para com a religião cristã, pois
- A)o universo simbólico do cristianismo era muito próximo da religiosidade romana, inclusive em relação ao monoteísmo, o que acabou gerando certa competição entre as religiões.
- B)no momento em que surgiu o cristianismo, a sociedade romana vivia o período mais agudo da sua crise política, social e econômica, o que aumentou a repressão à nova religião
- C)o cristianismo era, à época, uma religião fechada à conversão, assim como o judaísmo, o que contrariava o esforço de expansão e a perspectiva universalizante da sociedade romana.
- D)a figura do Papa e das outras autoridades da Igreja Católica, tais como cardeais, bispos e arcebispos, ameaçavam simbolicamente a ordem, a hierarquia e a própria existência do império.
- E)de início os cristãos foram perseguidos principalmente por motivos políticos, ainda que mais tarde, no contexto de crise da sociedade romana, o cristianismo tenha se expandido.
A alternativa correta é E)
A religião dos romanos era politeísta e antropomórfica com nítidas influências das crenças etrusca e grega. Ao dominar grande parte do mundo conhecido, os romanos entraram em contato com diversas religiões e tiveram por elas grande respeito. Algumas chegaram a erigir seus templos na própria cidade de Roma. O Panteão, ou conjunto de deuses, dos romanos chegou a incorporar alguns dos deuses gregos, com nomes trocados para nomes latinos, mas com os mesmos atributos.
(FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011)
A tolerância que os romanos tiveram para com diversas religiões do mundo por eles conquistadas não existiu, entretanto, para com a religião cristã, pois
- A)o universo simbólico do cristianismo era muito próximo da religiosidade romana, inclusive em relação ao monoteísmo, o que acabou gerando certa competição entre as religiões.
- B)no momento em que surgiu o cristianismo, a sociedade romana vivia o período mais agudo da sua crise política, social e econômica, o que aumentou a repressão à nova religião
- C)o cristianismo era, à época, uma religião fechada à conversão, assim como o judaísmo, o que contrariava o esforço de expansão e a perspectiva universalizante da sociedade romana.
- D)a figura do Papa e das outras autoridades da Igreja Católica, tais como cardeais, bispos e arcebispos, ameaçavam simbolicamente a ordem, a hierarquia e a própria existência do império.
- E)de início os cristãos foram perseguidos principalmente por motivos políticos, ainda que mais tarde, no contexto de crise da sociedade romana, o cristianismo tenha se expandido.
Essa intolerância romana em relação ao cristianismo pode ser explicada pelo fato de que, inicialmente, os cristãos foram vistos como uma ameaça à ordem política e social do Império Romano. A religião cristã, com sua proposta de um Deus único e onipotente, colidia com a cosmologia politeísta romana, que valorizava a diversidade de deuses e a tolerância religiosa. Além disso, a proposta de salvação individual e a crítica à corrupção e à injustiça, presentes no cristianismo, também desagradavam às autoridades romanas.
No entanto, com o tempo, o cristianismo conseguiu se expandir e se consolidar no Império Romano, especialmente após a conversão do imperador Constantino, em 313 d.C. A partir de então, o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano e começou a influenciar a cultura e a sociedade romana de forma significativa.
É importante notar que a perseguição aos cristãos não foi um fenômeno uniforme em todo o Império Romano. Em alguns momentos e em algumas regiões, os cristãos foram relativamente tolerados, enquanto em outros, sofreram perseguições violentas. No entanto, em geral, a religião cristã foi vista como uma ameaça à ordem romana e sofreu perseguições e repressões.
A intolerância romana em relação ao cristianismo é um exemplo de como a religião pode ser usada como um instrumento de controle político e social. Em muitos casos, a religião é utilizada para justificar a opressão e a repressão de grupos minoritários ou dissidentes. No entanto, é importante lembrar que a religião também pode ser uma força poderosa para a mudança social e política, como foi o caso do cristianismo no Império Romano.
Questão 45
O termo “bárbaro” teve diferentes significados ao longo da história. Sobre os usos desse conceito, podemos afirmar que:
- A)Bárbaro foi uma denominação comum a muitas civilizações para qualificar os povos que não compartilhavam dos valores destas mesmas civilizações.
- B)Entre os gregos do período clássico o termo foi utilizado para qualificar povos que não falavam grego e depois disso deixou de ser empregado no mundo mediterrâneo antigo.
- C)Bárbaros eram os povos que os germanos classificavam como inadequados para a conquista, como os vândalos, por exemplo.
- D)Gregos e romanos classificavam de bárbaros povos que viviam da caça e da coleta, como os persas, em oposição aos povos urbanos civilizados.
A alternativa correta é A)
Além disso, é importante ressaltar que o conceito de "bárbaro" também foi utilizado para descrever povos que tinham uma cultura ou costumes diferentes dos considerados "civilizados". Por exemplo, os romanos consideravam os povos germânicos como bárbaros, pois não compartilhavam dos mesmos valores e costumes romanos.
É interessante notar que o termo "bárbaro" era frequentemente utilizado de forma pejorativa, para descrever povos que eram considerados inferiores ou incivilizados. No entanto, é importante lembrar que essa visão era muitas vezes influenciada por uma perspectiva etnocêntrica, que considerava a própria cultura como superior às outras.
Além disso, o termo "bárbaro" também foi utilizado em contextos históricos específicos, como na descrição dos povos que participaram das grandes migrações que ocorreram na Europa durante a Idade Média. Nesse sentido, os "bárbaros" eram os povos que invadiram o Império Romano, como os visigodos, os vândalos e os hunos.
Em resumo, o termo "bárbaro" teve uma variedade de significados ao longo da história, dependendo do contexto cultural e histórico em que era utilizado. No entanto, em geral, era utilizado para descrever povos que tinham uma cultura ou costumes diferentes dos considerados "civilizados".
É importante ressaltar que a visão sobre os "bárbaros" foi muitas vezes influenciada por uma perspectiva etnocêntrica, que considerava a própria cultura como superior às outras. No entanto, é fundamental lembrar que as culturas são diversificadas e que não há uma cultura superior às outras.
Por fim, é importante notar que o estudo sobre o termo "bárbaro" pode nos levar a uma reflexão mais profunda sobre a diversidade cultural e a importância de respeitar e valorizar as diferenças entre as culturas.
Questão 46
A escravidão na Roma antiga
- A)permaneceu praticamente inalterada ao longo dos séculos, mas foi abolida com a introdução do cristianismo.
- B)previa a possibilidade de alforria do escravo apenas no caso da morte de seu proprietário.
- C)era restrita ao meio rural e associada ao trabalho braçal, não ocorrendo em áreas urbanas, nem atingindo funções intelectuais ou administrativas.
- D)pressupunha que os escravos eram humanos e, por isso, era proibida toda forma de castigo físico.
- E)variou ao longo do tempo, mas era determinada por três critérios: nascimento, guerra e direito civil.
A alternativa correta é E)
A escravidão na Roma antiga era uma instituição complexa e multifacetada, que variava ao longo do tempo e era determinada por três critérios principais: nascimento, guerra e direito civil. A alternativa E) é a correta, pois apresenta uma visão mais ampla e precisa sobre a escravidão na Roma antiga.
No que diz respeito ao critério de nascimento, os filhos de escravos eram automaticamente considerados escravos, independentemente de seu local de nascimento ou de sua origem étnica. Já no critério de guerra, os prisioneiros de guerra eram frequentemente vendidos como escravos, tornando-se propriedade de seus captores. Por fim, o critério de direito civil permitia que os cidadãos romanos fossem reduzidos à escravidão em caso de débitos não pagos ou de outros delitos graves.
É importante notar que a escravidão na Roma antiga não era uma instituição uniforme e inalterável, mas sim uma prática que evoluiu ao longo do tempo e se adaptou às necessidades econômicas e sociais da época. Além disso, a escravidão não era exclusividade da Roma antiga, pois era uma prática comum em muitas outras sociedades antigas, como a Grécia e o Egito.
No entanto, a escravidão na Roma antiga teve um impacto significativo na economia e na sociedade romanas. Os escravos eram utilizados em uma variedade de tarefas, desde a agricultura e a mineração até a construção e o trabalho doméstico. Além disso, a escravidão permitiu que os cidadãos romanos se concentrassem em atividades mais valorizadas, como a política, a filosofia e as artes.
Mesmo assim, a escravidão na Roma antiga era uma prática que gerava muitas controvérsias e debates. Muitos filósofos e políticos romanos questionavam a legitimidade da escravidão, argumentando que era uma prática injusta e contrária aos valores romanos de liberdade e igualdade. No entanto, a escravidão permaneceu como uma instituição fundamental na Roma antiga até a sua abolição no século IV d.C.
Questão 47
Costuma-se dividir a história da civilização grega em três épocas: a arcaica, a clássica e a helenística. Por sua importância, existem certas realizações que caracterizam cada uma delas. O período clássico foi caracterizado pela(s)
- A)obras ?Ilíada e Odisseia?, de Homero, que narram a formação da mitologia grega e o surgimento dos genos.
- B)reformas de Sólon, que marcam a abolição da escravidão por dívidas e a política do ostracismo.
- C)vitória dos persas e o consequente pan-helenismo.
- D)invasão da Grécia pelos Aqueus e a consequente diáspora Grega.
- E)origem da democracia grega (V e IV a.C.), o trabalho escravo e a hegemonia ateniense.
A alternativa correta é E)
Além disso, o período clássico foi marcado pela origem da democracia grega, que teve seu início nos séculos V e IV a.C. Nessa época, Atenas se destacou como a cidade-estado mais importante da Grécia, e seu governo democrático se tornou um modelo para as demais cidades. O trabalho escravo também foi uma característica marcante dessa época, pois os cidadãos gregos eram livres para se dedicar às atividades políticas e intelectuais, enquanto os escravos realizavam os trabalhos braçais.
Outro fator que contribuiu para o desenvolvimento da democracia grega foi a hegemonia ateniense. Atenas se tornou a cidade-estado mais poderosa da Grécia, e sua influência se estendeu por toda a região. Isso permitiu que os gregos desenvolvessem uma cultura rica e diversificada, que incluiu a filosofia, a arte, a literatura e a arquitetura.
Os filósofos gregos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, também exerceram um papel fundamental na formação da democracia grega. Eles questionaram as autoridades e promoveram o debate e a discussão como forma de encontrar a verdade. Isso ajudou a criar uma cultura de participação política e de crítica social.
A arte e a literatura gregas também floresceram durante o período clássico. Os dramaturgos gregos, como Ésquilo, Sófocles e Eurípides, criaram obras-primas que ainda são estudadas e admiradas hoje em dia. A arquitetura grega também se desenvolveu durante essa época, com a construção de templos e edifícios públicos que se tornaram símbolos da cultura grega.
Em resumo, o período clássico da Grécia foi marcado pela origem da democracia grega, o trabalho escravo, a hegemonia ateniense, a filosofia, a arte, a literatura e a arquitetura. Essas realizações contribuíram para o desenvolvimento de uma cultura rica e diversificada que ainda influencia a sociedade ocidental hoje em dia.
Questão 48
É correto afirmar que a Guerra do Peloponeso, no século V a.C.,
- A)determinou o início do expansionismo marítimo grego e permitiu o estabelecimento, às margens do Mar Mediterrâneo, de diversos reinos submissos a Esparta e a Atenas.
- B)contribuiu para aproximar povos que viviam distantes uns dos outros, facilitando a organização militar e a unidade de comando político nas lutas contra invasores macedônios
- C)exauriu política e militarmente algumas cidades-estados gregas, que, a despeito de sua recuperação econômica relativamente rápida, não conseguiram resistir ao avanço militar macedônio
- D)extinguiu o Estado imperial unificado que antes reunia as cidades-estados gregas e promoveu intensa fragmentação política, o que facilitou a invasão e controle da Península Balcânica pelo Império Persa.
- E)reduziu o poder financeiro e a capacidade bélica das cidades-estados democráticas, como Atenas e Tebas, e ampliou a hegemonia espartana, que passou, ao final do conflito, a comandar toda a Península Balcânica.
A alternativa correta é C)
É correto afirmar que a Guerra do Peloponeso, no século V a.C., foi um conflito que teve profundas consequências para as cidades-estados gregas, especialmente Atenas e Esparta. Essa guerra, que durou cerca de 27 anos, foi um dos mais importantes eventos da história grega e teve um impacto significativo na política, economia e sociedade da época.
A Guerra do Peloponeso foi um conflito entre Atenas e Esparta, duas das principais cidades-estados gregas, que se disputavam a hegemonia na região. A guerra começou em 431 a.C. e terminou em 404 a.C., com a vitória de Esparta. Durante o conflito, as duas cidades-estados sofreram grandes perdas humanas e econômicas, o que as enfraqueceu significativamente.
Entre as consequências da Guerra do Peloponeso, destacam-se a exaustão política e militar de algumas cidades-estados gregas, como Atenas e Esparta, que não conseguiram resistir ao avanço militar macedônio. Isso permitiu que o rei Filipe II da Macedônia conquistasse a Grécia e estabelecesse o Império Macedônio.
Além disso, a Guerra do Peloponeso também teve consequências na sociedade e na cultura gregas. O conflito trouxe grande instabilidade e insegurança, o que levou a uma perda de confiança na democracia ateniense e ao surgimento de regimes autoritários em várias cidades-estados.
- A)determinou o início do expansionismo marítimo grego e permitiu o estabelecimento, às margens do Mar Mediterrâneo, de diversos reinos submissos a Esparta e a Atenas.
- B)contribuiu para aproximar povos que viviam distantes uns dos outros, facilitando a organização militar e a unidade de comando político nas lutas contra invasores macedônios
- C)exauriu política e militarmente algumas cidades-estados gregas, que, a despeito de sua recuperação econômica relativamente rápida, não conseguiram resistir ao avanço militar macedônio
- D)extinguiu o Estado imperial unificado que antes reunia as cidades-estados gregas e promoveu intensa fragmentação política, o que facilitou a invasão e controle da Península Balcânica pelo Império Persa.
- E)reduziu o poder financeiro e a capacidade bélica das cidades-estados democráticas, como Atenas e Tebas, e ampliou a hegemonia espartana, que passou, ao final do conflito, a comandar toda a Península Balcânica.
Portanto, a resposta correta é a opção C), que destaca a exaustão política e militar de algumas cidades-estados gregas como uma das consequências mais importantes da Guerra do Peloponeso.
Questão 49
Durante a Roma Imperial, os cidadãos que moravam na cidade de Roma viviam em condições urbano-sanitárias bastante precárias. Todavia, morar na cidade era um dos primeiros requisitos para demonstrar a sua civitas (sua condição de cidadão). Era o primeiro passo para ser considerado cidadão ou encontrar uma forma de adquirir a tão sonhada liberdade.
Sobre a vida cotidiana durante o período imperial romano é INCORRETO afirmar que:
- A)Os banhos públicos não eram uma prática de higiene, mas um prazer recusado pelos cristãos que só se banhavam uma ou duas vezes por mês.
- B)Os romanos são, de alguma forma, clientes uns dos outros e têm como obrigação saudar os seus patrões todos os dias pela manhã, conferindo-lhe honorabilidade, que para o romano é um símbolo de riqueza e poder.
- C)O serviço de abastecimento de água em Roma surgiu no século 11 a.C, acompanhado por uma vasta rede de esgotos que despejava água servida no rio Tibre, servindo indistintamente tanto a ricos quanto a pobres.
- D)A “cena” (ceia), principal refeição do dia, era feita a partir das 21 horas, quando os cidadãos ricos se recolhiam às suas residências, acompanhados de escravos que, carregando tochas, iluminavam as perigosas ruas romanas.
- E)A habitação era uma realidade para o romano médio. Não há sem-tetos e todos aqueles que não possuiam uma casa podem se instalar num albergue público, financiado pelo Estado romano.
A alternativa correta é C)
Durante a Roma Imperial, os cidadãos que moravam na cidade de Roma viviam em condições urbano-sanitárias bastante precárias. Todavia, morar na cidade era um dos primeiros requisitos para demonstrar a sua civitas (sua condição de cidadão). Era o primeiro passo para ser considerado cidadão ou encontrar uma forma de adquirir a tão sonhada liberdade.
Sobre a vida cotidiana durante o período imperial romano é INCORRETO afirmar que:
- A)Os banhos públicos não eram uma prática de higiene, mas um prazer recusado pelos cristãos que só se banhavam uma ou duas vezes por mês.
- B)Os romanos são, de alguma forma, clientes uns dos outros e têm como obrigação saudar os seus patrões todos os dias pela manhã, conferindo-lhe honorabilidade, que para o romano é um símbolo de riqueza e poder.
- C)O serviço de abastecimento de água em Roma surgiu no século 11 a.C, acompanhado por uma vasta rede de esgotos que despejava água servida no rio Tibre, servindo indistintamente tanto a ricos quanto a pobres.
- D)A “cena” (ceia), principal refeição do dia, era feita a partir das 21 horas, quando os cidadãos ricos se recolhiam às suas residências, acompanhados de escravos que, carregando tochas, iluminavam as perigosas ruas romanas.
- E)A habitação era uma realidade para o romano médio. Não há sem-tetos e todos aqueles que não possuiam uma casa podem se instalar num albergue público, financiado pelo Estado romano.
O gabarito correto é C). Isso porque o serviço de abastecimento de água em Roma surgiu na verdade no século I a.C. e foi um dos principais feitos da engenharia romana. A rede de esgotos, conhecida como Cloaca Máxima, foi construída por volta de 600 a.C. e servia para despejar a água servida no rio Tibre, mas não era uma rede que servia indistintamente a ricos e pobres.
Além disso, é importante ressaltar que a vida cotidiana dos romanos era marcada por uma grande desigualdade social. Os ricos viviam em luxuosas villas, com serviços de água encanada e esgoto, enquanto os pobres se aglomeravam em habitações precárias e insalubres.
A habitação, portanto, não era uma realidade para o romano médio. Muitos cidadãos pobres viviam em condições precárias, sem acesso a serviços básicos como água e esgoto. A falta de moradia era um problema grave em Roma, e o Estado romano não oferecia soluções eficazes para resolver essa questão.
Já a "cena" (ceia) era de fato a principal refeição do dia, mas não era feita a partir das 21 horas. Em geral, os romanos comiam em torno das 15 horas, e a ceia era um momento de socialização e lazer.
Os banhos públicos, por outro lado, eram uma prática comum em Roma. Eram lugares de higiene, lazer e socialização, frequentados por pessoas de todas as classes sociais. Os cristãos, no entanto, não recusavam os banhos públicos, e sim os consideravam como um local de pecado e corrupção.
Por fim, é importante ressaltar que os romanos tinham uma cultura de clientelismo, em que os patrões ofereciam proteção e ajuda em troca de serviços e lealdade. Isso não significava que os romanos saudassem seus patrões todos os dias pela manhã, mas sim que tinham uma obrigação de demonstrar respeito e lealdade para com eles.
Questão 50
César não saíra de sua província para fazer mal algum, mas para se defender dos agravos dos inimigos, para restabelecer em seus poderes os tribunos da plebe que tinham sido, naquela ocasião, expulsos da Cidade, para devolver a liberdade a si e ao povo romano oprimido pela facção minoritária.
O texto, do século I a.C., retrata o cenário romano de;
- A)implantação da Monarquia, quando a aristocracia perseguia seus opositores e os forçava ao ostracismo, para sufocar revoltas oligárquicas e populares.
- B)transição da República ao Império, período de reformulações provocadas pela expansão mediterrânica e pelo aumento da insatisfação da plebe.
- C)consolidação da República, marcado pela participação política de pequenos proprietários rurais e pela implementação de amplo programa de reforma agrária.
- D)passagem da Monarquia à República, período de consolidação oligárquica, que provocou a ampliação do poder e da influência política dos militares
- E)decadência do Império, então sujeito a invasões estrangeiras e à fragmentação política gerada pelas rebeliões populares e pela ação dos bárbaros.
A alternativa correta é B)
O texto apresentado destaca a situação política em Roma no século I a.C., quando César precisou deixar sua província para defender-se contra os inimigos e restabelecer os tribunos da plebe que haviam sido expulsos da Cidade. Essa ação foi motivada pela necessidade de devolver a liberdade ao povo romano, que estava sendo oprimido por uma facção minoritária.
No contexto histórico, essa situação se encaixa no período de transição da República ao Império, quando Roma passava por um momento de reformulações políticas e sociais. A expansão mediterrânica e o aumento da insatisfação da plebe geraram um ambiente de tensão política, que levou ao surgimento de líderes como César.
Nesse sentido, a opção B) transição da República ao Império é a mais adequada, pois o texto apresenta um cenário de mudanças políticas e sociais que marcaram essa época em Roma.
É importante notar que as outras opções não se encaixam no contexto apresentado. A opção A) refere-se ao período da implantação da Monarquia, que ocorreu muito antes do século I a.C. Já a opção C) destaca a consolidação da República, que não é compatível com o cenário de transição política descrito no texto. A opção D) se refere à passagem da Monarquia à República, que também é anterior ao século I a.C. Por fim, a opção E) destaca a decadência do Império, que ocorreu em uma época posterior ao século I a.C.
Portanto, a análise do texto permite concluir que a opção B) é a mais adequada para descrever o cenário político romano apresentado.