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Questões Sobre Antiguidade Ocidental - História - concurso

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Questão 51

Os gregos possuíam um vasto repertório de histórias míticas. O mito permitia aos gregos da época arcaica apreender e conhecer seu passado histórico. Mas o mito não estendia seu controle sobre tudo. Os gregos estavam, cada vez mais, em presença de explicações e de justificações divergentes, até mesmo inconciliáveis, mas coexistentes: umas eram míti cas, outras não. A partir do século VI a.C., alguns exprimiram sua dúvida e seu ceticismo; eles não foram, entretant o, numerosos, pois a maior parte das pessoas não “estudava” os mitos, contentando-se, simplesmente, em repeti-los.

O excerto, que faz uma síntese significativa da cultura do final do período arcaico da história grega, alude ao surgimento;

  • A)de direitos políticos concedidos à maioria do povo pela democracia grega, com a exclusão dos militares.
  • B)do ateísmo e da incredulidade na Grécia Antiga, que abarcaram o conjunto do mundo grego
  • C)de críticas às interpretações tradicionais, que se mantiveram restritas a um pequeno número de indivíduos.
  • D)da noção de beleza ideal nas artes gregas, elaborada pelas filosofias platônicas e aristotélicas.
  • E)da união política das cidades gregas, que foi sustentada por fundamentos filosóficos e crenças religiosas comuns
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A alternativa correta é C)

Os gregos possuíam um vasto repertório de histórias míticas. O mito permitia aos gregos da época arcaica apreender e conhecer seu passado histórico. Mas o mito não estendia seu controle sobre tudo. Os gregos estavam, cada vez mais, em presença de explicações e de justificações divergentes, até mesmo inconciliáveis, mas coexistentes: umas eram míticas, outras não. A partir do século VI a.C., alguns exprimiram sua dúvida e seu ceticismo; eles não foram, entretanto, numerosos, pois a maior parte das pessoas não “estudava” os mitos, contentando-se, simplesmente, em repeti-los.

O excerto, que faz uma síntese significativa da cultura do final do período arcaico da história grega, alude ao surgimento de críticas às interpretações tradicionais, que se mantiveram restritas a um pequeno número de indivíduos. Essas críticas surgiram em um momento em que a sociedade grega estava em processo de transformação, com o aumento da complexidade social e a emergência de novas formas de pensamento. A filosofia, por exemplo, começava a questionar as explicações mitológicas e a buscar novas formas de compreensão do mundo. Além disso, a polis, ou cidade-estado, estava se tornando cada vez mais importante, e os gregos começavam a se perguntar sobre a natureza da justiça, da igualdade e da liberdade.

É nesse contexto que surge a figura do filósofo, que começa a questionar as explicações tradicionais e a buscar novas respostas. O filósofo não se contenta em repetir os mitos, mas busca entender o que está por trás deles. Ele quer saber como as coisas funcionam, como o mundo foi criado e como os seres humanos devem se comportar. A filosofia, portanto, surge como uma forma de questionamento e de busca de conhecimento, que se contrapõe às explicações mitológicas.

No entanto, é importante notar que a crítica às interpretações tradicionais não era uma tendência geral na sociedade grega. A maioria das pessoas continuava a aceitar os mitos como verdades absolutas, e a filosofia ainda era uma atividade marginal. Além disso, a crítica aos mitos não significava necessariamente a rejeição total deles. Muitos filósofos, como Platão e Aristóteles, continuavam a usar os mitos como forma de ilustrar conceitos filosóficos e de transmitir mensagens morais.

Em conclusão, o excerto destaca a importância da crítica às interpretações tradicionais na cultura grega do final do período arcaico. Essa crítica surge como uma forma de questionamento e de busca de conhecimento, que se contrapõe às explicações mitológicas. No entanto, é importante notar que essa crítica não era uma tendência geral na sociedade grega, e que a filosofia ainda era uma atividade marginal.

  • C) de críticas às interpretações tradicionais, que se mantiveram restritas a um pequeno número de indivíduos.

Questão 52

Apesar de não ter sido tão complexo quanto os governos modernos, o Império [Romano] também precisava pagar custos muito altos.Além de seus funcionários, da manutenção das estradas e da realização de obras, precisava manter um grande exército distribuído por toda a sua extensão. A cobrança de impostos é que permitia ao governo continuar funcionando e pagando seus gastos.

Os gastos militares intensificaram-se a partir dos séculos III e IV d.C., devido

  • A)ao esforço romano de expandir suas fronteiras para o centro da África
  • B)às perseguições contra os cristãos, que, bem sucedidas, permitiram o pleno retorno ao politeísmo.
  • C)à necessidade de defesa diante de ataques simultâneos de bárbaros em várias partes da fronteira.
  • D)aos anseios expansionistas, que levaram os romanos a buscar o controle armado e comercial do mar Mediterrâneo.
  • E)à guerra contra Cartago pelo controle de terras no norte da África e na Península Ibérica.
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A alternativa correta é C)

Apesar de não ter sido tão complexo quanto os governos modernos, o Império Romano também precisava pagar custos muito altos. Além de seus funcionários, da manutenção das estradas e da realização de obras, precisava manter um grande exército distribuído por toda a sua extensão. A cobrança de impostos é que permitia ao governo continuar funcionando e pagando seus gastos.

Os gastos militares intensificaram-se a partir dos séculos III e IV d.C., devido à necessidade de defesa diante de ataques simultâneos de bárbaros em várias partes da fronteira. Isso porque as fronteiras do Império Romano eram enormes e vulneráveis a ataques de povos vizinhos, como os germânicos, os hunos e os persas.

No entanto, para manter sua segurança e estabilidade, o Império Romano precisava de um exército forte e bem treinado. Para isso, era necessário investir em armamentos, treinamento e infraestrutura para abrigar as tropas. Além disso, o exército também precisava de uma estrutura de comando eficiente, com generais experientes e líderes capacitados para tomar decisões importantes.

Além dos gastos militares, o Império Romano também precisava investir em infraestrutura, como estradas, pontes e edifícios públicos. Isso era necessário para manter a ordem e a estabilidade no território, além de facilitar a comunicação e o comércio entre as províncias.

A manutenção das estradas, por exemplo, era fundamental para o comércio e a circulação de mercadorias. Além disso, as estradas também serviam como rotas militares, permitindo que as tropas se deslocassem rapidamente para enfrentar ameaças em diferentes partes do Império.

Já a realização de obras públicas, como aquedutos, teatros e anfiteatros, era importante para a qualidade de vida dos cidadãos romanos. Essas obras não apenas forneciam serviços essenciais, como água e entretenimento, mas também serviam como símbolos de poder e riqueza do Império Romano.

Para financiar todos esses gastos, o Império Romano precisava de uma fonte de receita estável e confiável. A cobrança de impostos era a principal forma de arrecadação de recursos, e era feita de diversas maneiras, como impostos sobre a terra, impostos sobre o comércio e impostos sobre a propriedade.

No entanto, a cobrança de impostos não era uma tarefa fácil. O Império Romano precisava de uma estrutura administrativa eficiente para coletar e distribuir os recursos de forma justa e eficaz. Além disso, também precisava lidar com a resistência dos contribuintes, que muitas vezes se sentiam sobrecarregados com os impostos.

Apesar dos desafios, o Império Romano conseguiu manter sua estabilidade e prosperidade por séculos, graças à sua habilidade em administrar seus recursos e investir em infraestrutura e defesa. A cobrança de impostos foi fundamental para o sucesso do Império Romano, permitindo que ele mantivesse sua grandeza e influência no Mediterrâneo.

Questão 53

Apesar de não ter sido tão complexo quanto os governos modernos, o Império [Romano] também precisava pagar custos muito altos.Além de seus funcionários, da manutenção das estradas e da realização de obras, precisava manter um grande exército distribuído por toda a sua extensão. A cobrança de impostos é que permitia ao governo continuar funcionando e pagando seus gastos.

Sobre o recolhimento de impostos e os gastos públicos no Império Romano, é correto afirmar que:

  • A)os patrícios e os proprietários de terras não pagavam tributos, uma vez que estes eram de responsabilidade exclusiva de arrendatários e escravos.
  • B)o desenvolvimento da engenharia civil foi essencial para integrar o Império e facilitar o deslocamento dos exércitos.
  • C)as obras financiadas com recursos públicos foram apenas as de função religiosa, como altares ou templos.
  • D)a desvalorização da moeda foi uma das formas utilizadas pelos governantes para aliviar o peso dos impostos sobre a população despossuída.
  • E)os tributos eram cobrados por coletores enviados direta- mente de Roma, não havendo qualquer intermediação ou intervenção de autoridades locais.
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A alternativa correta é B)

Apesar de não ter sido tão complexo quanto os governos modernos, o Império Romano também precisava pagar custos muito altos. Além de seus funcionários, da manutenção das estradas e da realização de obras, precisava manter um grande exército distribuído por toda a sua extensão. A cobrança de impostos é que permitia ao governo continuar funcionando e pagando seus gastos.


Sobre o recolhimento de impostos e os gastos públicos no Império Romano, é correto afirmar que:

  • A)os patrícios e os proprietários de terras não pagavam tributos, uma vez que estes eram de responsabilidade exclusiva de arrendatários e escravos.
  • B)o desenvolvimento da engenharia civil foi essencial para integrar o Império e facilitar o deslocamento dos exércitos.
  • C)as obras financiadas com recursos públicos foram apenas as de função religiosa, como altares ou templos.
  • D)a desvalorização da moeda foi uma das formas utilizadas pelos governantes para aliviar o peso dos impostos sobre a população despossuída.
  • E)os tributos eram cobrados por coletores enviados direta- mente de Roma, não havendo qualquer intermediação ou intervenção de autoridades locais.

O Império Romano era um estado vasto e complexo, que necessitava de uma estrutura administrativa eficiente para manter sua estabilidade e expansão. A manutenção de um grande exército era fundamental para a defesa do Império e a expansão de seus territórios. Além disso, a construção de estradas, pontes e outros projetos de infraestrutura era essencial para o desenvolvimento econômico e social do Império.

A engenharia civil desempenhou um papel crucial nesse sentido, permitindo a construção de obras públicas que facilitavam a circulação de pessoas e mercadorias, além de fortalecer a defesa do Império. A construção de estradas, por exemplo, permitia o deslocamento rápido e eficiente de tropas e mercadorias, o que era fundamental para a manutenção da ordem e da estabilidade do Império.

Além disso, a construção de obras públicas também servia como um símbolo de poder e riqueza do Império Romano. A construção de grandes monumentos, como o Coliseu, por exemplo, demonstrava a riqueza e a capacidade do Império de construir obras grandiosas e impressionantes.

No entanto, a construção de obras públicas também gerava custos muito altos, que precisavam ser cobertos pela cobrança de impostos. Os impostos eram uma fonte importante de receita para o governo romano, e eram utilizados para financiar os gastos públicos, incluindo a manutenção do exército e a construção de obras públicas.

Portanto, a opção B) é a correta, pois o desenvolvimento da engenharia civil foi essencial para integrar o Império Romano e facilitar o deslocamento dos exércitos. A construção de obras públicas foi fundamental para o desenvolvimento econômico e social do Império, e a engenharia civil desempenhou um papel crucial nesse sentido.

Questão 54

      Durante a realeza, e nos primeiros anos republicanos, as leis eram transmitidas oralmente de uma geração para outra. A ausência de uma legislação escrita permitia aos patrícios manipular a justiça conforme seus interesses. Em 451 a.C., porém, os plebeus conseguiram eleger uma comissão de dez pessoas — os decênviros — para escrever as leis. Dois deles viajaram a Atenas, na Grécia, para estudar a legislação de Sólon.

COULANGES. F. A cidade antiga São Paulo: Martins Fontes, 2000.

A superação da tradição jurídica oral no mundo antigo, descrita no texto, esteve relacionada à

  • A)adoção do sufrágio universal masculino,
  • B)extensão da cidadania aos homens livres.
  • C)afirmação de instituições democráticas.
  • D)implantação de direitos sociais.
  • E)tripartição dos poderes políticos.
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A alternativa correta é B)

...superiação da tradição jurídica oral no mundo antigo, descrita no texto, esteve relacionada à formalização das leis e à garantia de direitos aos cidadãos. Antes disso, as leis eram transmitidas oralmente e podiam ser facilmente manipuladas pelos patrícios para beneficiar seus próprios interesses.

Com a criação das leis escritas, os plebeus conquistaram um importante passo na luta pela igualdade e justiça social. Isso permitiu que as leis fossem mais transparentes e acessíveis à população em geral, e não mais apenas aos que detinham o poder.

A viagem dos decênviros a Atenas, para estudar a legislação de Sólon, demonstra a influência que a Grécia teve sobre o desenvolvimento do direito romano. A legislação de Sólon era considerada uma das mais avançadas da época, e seus princípios de justiça e igualdade foram incorporados às leis romanas.

Ao garantir direitos aos cidadãos e limitar o poder dos patrícios, as leis escritas contribuíram para a consolidação da democracia romana. Embora ainda houvesse muitas desigualdades sociais, a formalização das leis foi um passo importante na direção da justiça e da igualdade.

Portanto, a resposta correta é B) extensão da cidadania aos homens livres. A criação das leis escritas permitiu que os homens livres tivessem acesso a direitos e garantias que antes eram negados a eles.

É importante lembrar que a luta pela igualdade e justiça social é um processo contínuo e que requer a participação ativa de todos os membros da sociedade. A formalização das leis é apenas um passo nessa direção, e é preciso continuar trabalhando para garantir que os direitos de todos sejam respeitados.

Questão 55

No século V a.C., após as Guerras Greco-Pérsicas e com a formação da chamada Confederação de Delos, o mundo grego conheceu um período de hegemonia de Atenas, durante o qual destacaram-se o governo e a política de Péricles. NÃO é uma característica dessa política

  • A)o combate contra o partido aristocrático em Atenas e nas cidades por ela controladas.
  • B)a consolidação de instituições como a Assembleia Popular, o Conselho dos Quinhentos e a Heleia.
  • C)o estabelecimento de remuneração aos cidadãos mais pobres, por participação nas sessões da Assembleia Popular.
  • D)a concessão dos direitos de cidadania aos metecos e às mulheres livres.
  • E)o apoio às manifestações artísticas e culturais em Atenas.
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A alternativa correta é D)

Além disso, durante o governo de Péricles, Atenas viveu um período de grande desenvolvimento cultural, marcado pelo florescimento das artes, da filosofia e da arquitetura. Foi uma época em que os principais nomes da cultura grega, como Sófocles, Eurípides e Aristófanes, criaram obras-primas que ainda hoje são admiradas.

O próprio Péricles foi um grande apreciador das artes e da cultura, tendo sido responsável pela construção do Partenon, um dos mais famosos monumentos da Antiguidade Clássica. Além disso, ele também foi o responsável pela realização de festivais e competições culturais, como as festas em honra à deusa Atena, que atraíam pessoas de toda a Grécia.

Outra característica importante da política de Péricles foi a expansão do poderio naval ateniense. Ele investiu pesadamente na construção de navios de guerra e na formação de marinheiros, tornando Atenas a principal potência naval do Mediterrâneo. Isso permitiu que Atenas controlasse o comércio marítimo e protegesse suas rotas comerciais.

Além disso, a política de Péricles também foi marcada pela expansão territorial. Ele conquistou várias cidades-Estados gregas, ampliando o território ateniense e tornando Atenas a principal potência política da Grécia.

No entanto, é importante notar que a política de Péricles também teve seus críticos. Alguns argumentavam que ele era autoritário e que concentrava muito poder em suas mãos. Outros criticavam seu estilo de governo, alegando que ele era muito voltado para a guerra e a expansão territorial.

Mesmo assim, a política de Péricles é considerada um dos momentos mais gloriosos da história de Atenas. Ela permitiu que a cidade se tornasse a principal potência cultural, política e militar da Grécia, e que seu legado continuasse a inspirar gerações futuras.

Por fim, é importante lembrar que a política de Péricles foi marcada por uma série de características que a distinguiram de outras políticas da época. Ela foi uma política voltada para a expansão territorial, a expansão cultural e a consolidação do poderio naval. E, ao mesmo tempo, ela foi uma política que permitiu que Atenas se tornasse a principal potência política da Grécia, exercendo uma grande influência sobre as cidades-Estados gregas.

E, como vimos anteriormente, NÃO é uma característica dessa política. A opção correta é D) a concessão dos direitos de cidadania aos metecos e às mulheres livres.

Em resumo, a política de Péricles foi um período de grande desenvolvimento cultural, expansão territorial, expansão naval e consolidação do poderio político. Ela permitiu que Atenas se tornasse a principal potência política, cultural e militar da Grécia, e que seu legado continuasse a inspirar gerações futuras.

Questão 56

O sistema feudal, que se constitui na Europa Oci- dental entre os séculos V e X, é fruto da progressiva integração entre estruturas sociais _________ e _________, sendo o modelo clássico desse sistema estabelecido no reino dos _________, sobretudo a partir da fragmentação do império _________.

  • A)gregas – germânicas – visigodos – carolíngeo
  • B)romanas – normandas – visigodos – bizantino
  • C)romanas – germânicas – francos – carolíngeo
  • D)gregas – normandas – francos – bizantino
  • E)romanas – germânicas – visigodos – carolíngeo
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A alternativa correta é C)

O sistema feudal, que se constitui na Europa Ocidental entre os séculos V e X, é fruto da progressiva integração entre estruturas sociais romanas e germânicas, sendo o modelo clássico desse sistema estabelecido no reino dos francos, sobretudo a partir da fragmentação do império carolíngeo.

Essa integração ocorreu devido à necessidade de proteção e defesa mútua entre os senhores feudais e os vassalos, em um contexto de constantes guerras e invasões. Os senhores feudais, que controlavam grandes territórios, precisavam da lealdade e do apoio militar dos vassalos para manter seu poder e proteger suas terras.

Em troca, os vassalos recebiam proteção e segurança, além de uma parte das terras e recursos controlados pelo senhor feudal. Esse sistema de troca de lealdade e proteção por terras e recursos se tornou a base do feudalismo, que se espalhou por toda a Europa Ocidental durante a Idade Média.

No reino dos francos, o sistema feudal se consolidou e se tornou o modelo clássico do feudalismo. A partir da fragmentação do império carolíngeo, o poder se descentralizou e os senhores feudais se tornaram mais poderosos, criando seus próprios reinos e principados.

O sistema feudal foi um sistema complexo e hierárquico, com o rei ou imperador no topo da pirâmide, seguido pelos senhores feudais, os vassalos e, finalmente, os servos e camponeses. Cada grupo tinha seus direitos e obrigações, e o sistema funcionava com base na lealdade e na obediência.

  • A) gregas – germânicas – visigodos – carolíngeo
  • B) romanas – normandas – visigodos – bizantino
  • C) romanas – germânicas – francos – carolíngeo
  • D) gregas – normandas – francos – bizantino
  • E) romanas – germânicas – visigodos – carolíngeo

Questão 57

INSTRUÇÃO: Para responder à questão 21, con sidere as afirmativas abaixo, sobre o processo de expansão territorial de Roma.

I. Durante o período imperial, Roma deu início à formação de seus domínios no Mediterrâneo controlando primeiramente os povos da Penín sula Itálica.

II. Na fase da conquista da Itália, até o século

III a C., o principal fator condicionante da expansão foi a necessidade de novas terras cultiváveis numa sociedade marcada por conflitos entre a aristocracia e os pequenos proprietários.

III. Pelo menos um terço do território ocupado nas regiões italianas era apropriado pelo Estado romano, constituindo o ager publicus, que era distribuído aos cidadãos para a instalação de colônias, divisão de lotes individuais ou ocupação pela aristocracia.

IV. A partir das conquistas fora da Península Itálica com as Guerras Púnicas, o interesse prioritário do Estado romano deixou de ser o recrutamento de escravos, para concentrar-se em alianças militares e cobrança de tributos.

Estão corretas apenas as afirmativas.

  • A)I e II.
  • B)I e IV.
  • C)II e III
  • D)II e IV.
  • E)I, III e IV.
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A alternativa correta é C)

Resposta:

A resposta correta é C) II e III.

Vamos analisar cada uma das afirmativas:

I. Durante o período imperial, Roma deu início à formação de seus domínios no Mediterrâneo controlando primeiramente os povos da Península Itálica.

Essa afirmativa está errada. Roma não deu início à formação de seus domínios no Mediterrâneo durante o período imperial. A expansão territorial de Roma começou muito antes, durante a República Romana. Além disso, a formação dos domínios romanos começou com a conquista da Itália, não com a Península Itálica.

II. Na fase da conquista da Itália, até o século III a C., o principal fator condicionante da expansão foi a necessidade de novas terras cultiváveis numa sociedade marcada por conflitos entre a aristocracia e os pequenos proprietários.

Essa afirmativa está correta. Durante a conquista da Itália, a necessidade de novas terras cultiváveis foi um fator importante para a expansão romana. A sociedade romana estava marcada por conflitos entre a aristocracia e os pequenos proprietários, o que levou à busca por novas terras para a expansão.

III. Pelo menos um terço do território ocupado nas regiões italianas era apropriado pelo Estado romano, constituindo o ager publicus, que era distribuído aos cidadãos para a instalação de colônias, divisão de lotes individuais ou ocupação pela aristocracia.

Essa afirmativa está correta. O Estado romano apropriou-se de uma grande parte do território ocupado nas regiões italianas, criando o ager publicus, que era distribuído aos cidadãos para a instalação de colônias, divisão de lotes individuais ou ocupação pela aristocracia.

IV. A partir das conquistas fora da Península Itálica com as Guerras Púnicas, o interesse prioritário do Estado romano deixou de ser o recrutamento de escravos, para concentrar-se em alianças militares e cobrança de tributos.

Essa afirmativa está errada. Embora as Guerras Púnicas tenham sido importantes para a expansão romana, o interesse prioritário do Estado romano não deixou de ser o recrutamento de escravos. O recrutamento de escravos continuou a ser uma prática comum em Roma durante todo o seu período de expansão.

Portanto, apenas as afirmativas II e III estão corretas, o que faz com que a resposta correta seja C) II e III.

Questão 58

Fomos em busca dos homens fugidos de nosso povoado e descobrimos que cinco deles e suas famílias estavam nas terras de Eulogio, mas os homens deste senhor impediram- nos com violência de nos aproximar da entrada do domínio.

(Egito romano, em 332 d.C.)

os colonos não têm liberdade para abandonar o campo ao qual estão atados por sua condição e seu nascimento. Se dele se afastam em busca de outra casa, devem ser devolvidos, acorrentados e castigados.

(Valentiniano, em 371 d.C.)

Os textos mostram a

  • A)capacidade do Império romano de controlar a situação no campo, ao levar a cabo a política de transformar os escravos em colonos presos à terra.
  • B)luta de classes, entre camponeses e grandes proprietários, pela posse das terras que o Estado romano, depois da crise do século III, é incapaz de controlar.
  • C)transformação, dirigida pelo governo do Baixo Império, das grandes unidades de produção escravistas em unida- des menores e com trabalho servil.
  • D)permanência de uma política agrária, mesmo depois da crise do século III, no sentido de assegurar um número mínimo de camponeses soldados.
  • E)impotência do governo romano do Baixo Império em controlar a política agrária, por ele mesmo adotada, de fixar os pobres livres no campo
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A alternativa correta é E)

Fomos em busca dos homens fugidos de nosso povoado e descobrimos que cinco deles e suas famílias estavam nas terras de Eulogio, mas os homens deste senhor impediram-nos com violência de nos aproximar da entrada do domínio.

(Egito romano, em 332 d.C.)


... os colonos não têm liberdade para abandonar o campo ao qual estão atados por sua condição e seu nascimento. Se dele se afastam em busca de outra casa, devem ser devolvidos, acorrentados e castigados.

(Valentiniano, em 371 d.C.)

Os textos mostram a


  • A)capacidade do Império romano de controlar a situação no campo, ao levar a cabo a política de transformar os escravos em colonos presos à terra.
  • B)luta de classes, entre camponeses e grandes proprietários, pela posse das terras que o Estado romano, depois da crise do século III, é incapaz de controlar.
  • C)transformação, dirigida pelo governo do Baixo Império, das grandes unidades de produção escravistas em unida- des menores e com trabalho servil.
  • D)permanência de uma política agrária, mesmo depois da crise do século III, no sentido de assegurar um número mínimo de camponeses soldados.
  • E)impotência do governo romano do Baixo Império em controlar a política agrária, por ele mesmo adotada, de fixar os pobres livres no campo

Os textos apresentados revelam uma visão sombria da situação dos colonos no Império Romano. A primeira passagem, datada de 332 d.C., descreve a proibição de acesso às terras de Eulogio, onde cinco homens fugitivos e suas famílias se encontravam. Já a segunda passagem, de 371 d.C., destaca a falta de liberdade dos colonos para abandonar o campo, sendo que, se o fizessem, seriam punidos e acorrentados.

Essas passagens sugerem que o governo romano do Baixo Império não conseguiu controlar a política agrária que ele mesmo havia adotado. A fixação dos pobres livres no campo parece ter sido uma política ineficaz, que não conseguiu garantir a estabilidade e a segurança dos colonos. Além disso, a falta de liberdade e a punição severa para aqueles que tentassem abandonar o campo sugerem um regime opressivo e autoritário.

Portanto, a resposta certa é a opção E) impotência do governo romano do Baixo Império em controlar a política agrária, por ele mesmo adotada, de fixar os pobres livres no campo. Essa opção destaca a incapacidade do governo romano em implementar uma política eficaz para controlar a situação dos colonos, o que levou a uma série de problemas e conflitos.

A análise desses textos é fundamental para entender a complexidade da sociedade romana e as políticas adotadas pelo governo em diferentes épocas. Além disso, eles nos permitem compreender as razões pelas quais o Império Romano enfrentou crises e declínio ao longo do tempo.

O estudo da história romana é rico em detalhes e complexidades, e a análise de textos como esses é fundamental para entender a evolução da sociedade e do governo romano. Através desses textos, podemos compreender como as políticas adotadas pelo governo romano afetaram a vida dos colonos e como isso contribuiu para a formação de uma sociedade complexa e hierárquica.

Além disso, a análise desses textos pode ser útil para entender como as políticas agrárias adotadas pelo governo romano influenciaram a economia e a sociedade romana. A fixação dos pobres livres no campo, por exemplo, pode ter contribuído para a formação de uma classe de proprietários ricos e uma classe de trabalhadores pobres, o que pode ter gerado conflitos e tensões sociais.

Portanto, a análise desses textos é fundamental para entender a complexidade da sociedade romana e as políticas adotadas pelo governo em diferentes épocas. Além disso, ela nos permite compreender como as políticas agrárias adotadas pelo governo romano influenciaram a economia e a sociedade romana, e como isso contribuiu para a formação de uma sociedade complexa e hierárquica.

Em resumo, os textos apresentados revelam a impotência do governo romano do Baixo Império em controlar a política agrária, que foi uma das razões pelas quais o Império Romano enfrentou crises e declínio ao longo do tempo. A análise desses textos é fundamental para entender a complexidade da sociedade romana e as políticas adotadas pelo governo em diferentes épocas.

Questão 59

INSTRUÇÃO: Para responder à questão 21, associe os grandes períodos da história antiga da Grécia (Coluna A) com as respectivas características sociais, políticas e culturais (Coluna B), numerando os parênteses.

Coluna A

1. Período Homérico (aproximadamente 1100 a 800 a.C.)

2. Período Arcaico (800 a 500 a.C.)

3. Período Clássico (500 a 336 a.C.)

4. Período Helenístico (336 a 146 a.C.)

Coluna B

( ) Estruturação das instituições básicas da polis.

( ) Dissolução do génos e formação das cidades- estado.

( ) Apogeu da produção filosófica, científica e artística.

( ) Síntese entre características culturais gregas e orientais.

( ) Consolidação do sistema democrático em Atenas.

A numeração correta na Coluna B, de cima para baixo, é

  • A)4 – 1 – 2 – 2 – 3
  • B)1 – 2 – 3 – 4 – 3
  • C)3 – 2 – 4 – 2 – 2
  • D)2 – 1 – 3 – 4 – 3
  • E)1 – 2 – 3 – 3 – 4
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A alternativa correta é D)

RESPOSTA:

A resposta correta é D) 2 – 1 – 3 – 4 – 3.

Vamos analisar cada período e sua respectiva característica:

1. Período Homérico (aproximadamente 1100 a 800 a.C.): dissolveu o génos e formou as cidades-estado, portanto, a característica é (2) Dissolução do génos e formação das cidades-estado.

2. Período Arcaico (800 a 500 a.C.): estruturou as instituições básicas da polis, portanto, a característica é (1) Estruturação das instituições básicas da polis.

3. Período Clássico (500 a 336 a.C.): foi o apogeu da produção filosófica, científica e artística, portanto, a característica é (3) Apogeu da produção filosófica, científica e artística.

4. Período Helenístico (336 a 146 a.C.): foi uma síntese entre características culturais gregas e orientais, portanto, a característica é (4) Síntese entre características culturais gregas e orientais.

Além disso, durante o Período Clássico, ocorreu a consolidação do sistema democrático em Atenas, portanto, a característica é (5) Consolidação do sistema democrático em Atenas.

Portanto, a ordem correta é 2 – 1 – 3 – 4 – 3.

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Questão 60

“O mundo grego foi, basicamente, um mundo da palavra falada e não da escrita.”

A constatação acima, relativa à Grécia antiga, pode ser justificada.

  • A)pelo desconhecimento da escrita, que impedia quaisquer registros oficiais nas cidades-estado gregas.
  • B)pela importância do teatro, dos arautos e dos aedos, que contribuíam para a preservação da memória coletiva.
  • C)pelo caráter representativo da democracia ateniense, que tornava desnecessária a participação direta dos cidadãos.
  • D)pela valorização das atividades físicas e militares, que prescindiamda alfabetização dos jovens.
  • E)pelo grande número de escravos presentes nas cidades-estado, que eramtotalmente analfabetos
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A alternativa correta é B)

“O mundo grego foi, basicamente, um mundo da palavra falada e não da escrita.”

A constatação acima, relativa à Grécia antiga, pode ser justificada.

  • A)pelo desconhecimento da escrita, que impedia quaisquer registros oficiais nas cidades-estado gregas.
  • B)pela importância do teatro, dos arautos e dos aedos, que contribuíam para a preservação da memória coletiva.
  • C)pelo caráter representativo da democracia ateniense, que tornava desnecessária a participação direta dos cidadãos.
  • D)pela valorização das atividades físicas e militares, que prescindiam da alfabetização dos jovens.
  • E)pelo grande número de escravos presentes nas cidades-estado, que eram totalmenteanalfabetos

É fácil entender por que a opção B) é a mais adequada. Na Grécia Antiga, a palavra falada era fundamental para a transmissão de conhecimentos, histórias e cultura. Os aedos, por exemplo, eram poetas que viajavam de cidade em cidade, recitando poemas épicos e histórias que eram transmitidas oralmente de geração em geração. Já os arautos eram responsáveis por anunciar as decisões dos governantes e proclamar as leis em voz alta, para que todos os cidadãos tivessem conhecimento delas.

Além disso, o teatro também desempenhava um papel importante na preservação da memória coletiva. As peças teatrais eram apresentadas em público, e os atores interpretavam personagens que contavam histórias e mitos da Grécia Antiga. Essas apresentações contribuíam para que a cultura e a história gregas fossem transmitidas de geração em geração, sem a necessidade de registros escritos.

Já as outras opções não são tão adequadas. A opção A) é incorreta, pois a escrita já era conhecida na Grécia Antiga, e os gregos tinham um alfabeto próprio. A opção C) também não é correta, pois a democracia ateniense não tornava desnecessária a participação direta dos cidadãos; pelo contrário, a participação popular era fundamental nesse sistema de governo. A opção D) é igualmente incorreta, pois a valorização das atividades físicas e militares não impedia a alfabetização dos jovens. E a opção E) também não é a mais adequada, pois a presença de escravos analfabetos não é o motivo principal pelo qual o mundo grego foi um mundo da palavra falada.

Em resumo, a Grécia Antiga foi mesmo um mundo da palavra falada, e a importância do teatro, dos arautos e dos aedos é um dos principais motivos para isso. A cultura e a história gregas foram transmitidas oralmente de geração em geração, e a palavra falada era fundamental para a preservação da memória coletiva.

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