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Questões Sobre Antiguidade Ocidental - História - concurso

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Questão 81

O fim do Império Romano do Ocidente culminou com a conquista da cidade de Roma pelos germânicos, no final do século V d.C. Das terras conquistadas, vários reinos foram criados. Sobre esses reinos é correto afirmar-se que

  • A)apesar de terem sido múltiplos, contaram com centralização política e administrativa conduzida por Meroveu.
  • B)um pacto de auxílio político e militar reuniu os reinos dos visigodos e dos vândalos, criando assim o chamado reino dos ostrogodos.
  • C)foram independentes entre si, tendo como destaque os anglo-saxões, visigodos, suevos, vândalos, ostrogodos e francos.
  • D)a dependência do reino dos francos em relação ao reino dos anglo-saxões culminou na criação de várias cidades.
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A alternativa correta é C)

O fim do Império Romano do Ocidente culminou com a conquista da cidade de Roma pelos germânicos, no final do século V d.C. Das terras conquistadas, vários reinos foram criados. Sobre esses reinos é correto afirmar-se que

  • A)apesar de terem sido múltiplos, contaram com centralização política e administrativa conduzida por Meroveu.
  • B)um pacto de auxílio político e militar reuniu os reinos dos visigodos e dos vândalos, criando assim o chamado reino dos ostrogodos.
  • C)foram independentes entre si, tendo como destaque os anglo-saxões, visigodos, suevos, vândalos, ostrogodos e francos.
  • D)a dependência do reino dos francos em relação ao reino dos anglo-saxões culminou na criação de várias cidades.

A alternativa C) é a resposta correta. Isso porque, após a queda do Império Romano do Ocidente, os reinos germânicos que surgiram eram independentes entre si, tendo cada um sua própria estrutura política e administrativa. Esses reinos incluíam os anglo-saxões, que se estabeleceram na Grã-Bretanha; os visigodos, que conquistaram a região da Gália (atual França) e da Península Ibérica; os suevos, que se estabeleceram na região noroeste da Península Ibérica; os vândalos, que conquistaram a região do Norte da África; os ostrogodos, que se estabeleceram na região da Itália; e os francos, que conquistaram a região da Gália e deram origem ao Reino dos Francos.

É importante notar que a característica principal desses reinos era a sua independência entre si. Cada reino tinha seu próprio governo, suas próprias leis e sua própria cultura. Além disso, esses reinos também tinham suas próprias disputas e conflitos entre si, o que demonstra que não havia uma centralização política e administrativa conduzida por um único líder, como Meroveu.

Já a alternativa A) é incorreta, pois Meroveu foi um rei dos francos, e não um líder que centralizou os reinos germânicos. A alternativa B) também está errada, pois não houve um pacto de auxílio político e militar entre os reinos dos visigodos e dos vândalos que tenha criado o reino dos ostrogodos. E a alternativa D) é igualmente incorreta, pois não houve dependência do reino dos francos em relação ao reino dos anglo-saxões que tenha culminado na criação de várias cidades.

Em resumo, os reinos germânicos que surgiram após a queda do Império Romano do Ocidente foram independentes entre si, e cada um teve sua própria estrutura política e administrativa. A alternativa C) é a resposta correta, pois ela reflete essa característica principal dos reinos germânicos.

Questão 82

Os séculos III e IV d.C. marcaram uma transformação decisiva na história romana. Durante esse período começou a maturação de elementos da crise política, econômica e demográfica que modificaram, profundamente, o quadro da sociedade imperial e determinaram o seu fim.

Com relação ao término do império romano do ocidente, considere os seguintes fatores:

I. Impulso de populações estrangeiras que avançavam as fronteiras do norte e do leste e que nem sempre o exército conseguia combater.

II. Devastações, peste, empobrecimento da população, concentração de riqueza nas mãos de poucos e mudança no poder político-social.

III. Solução dada por Diocleciano e Constantino aos problemas estruturais, com a imposição do cristianismo como religião oficial do império.

IV. Concessão de direitos civis a todos os habitantes do império para conter a crise moral.

Está correto o contido em

  • A)I, III e IV apenas.
  • B)I e II apenas.
  • C)II, III e IV apenas.
  • D)I, II, III e IV.
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A alternativa correta é B)

Os séculos III e IV d.C. marcaram uma transformação decisiva na história romana. Durante esse período começou a maturação de elementos da crise política, econômica e demográfica que modificaram, profundamente, o quadro da sociedade imperial e determinaram o seu fim.



Com relação ao término do império romano do ocidente, considere os seguintes fatores:



I. Impulso de populações estrangeiras que avançavam as fronteiras do norte e do leste e que nem sempre o exército conseguia combater.



II. Devastações, peste, empobrecimento da população, concentração de riqueza nas mãos de poucos e mudança no poder político-social.



III. Solução dada por Diocleciano e Constantino aos problemas estruturais, com a imposição do cristianismo como religião oficial do império.



IV. Concessão de direitos civis a todos os habitantes do império para conter a crise moral.



Está correto o contido em

  • A)I, III e IV apenas.
  • B)I e II apenas.
  • C)II, III e IV apenas.
  • D)I, II, III e IV.


O gabarito correto é B). Isso porque os fatores que realmente contribuíram para o declínio do Império Romano do Ocidente foram o impulso de populações estrangeiras que avançavam as fronteiras do norte e do leste e a crise política, econômica e demográfica interna, que se manifestou em devastações, peste, empobrecimento da população, concentração de riqueza nas mãos de poucos e mudança no poder político-social.



Já a solução dada por Diocleciano e Constantino, com a imposição do cristianismo como religião oficial do império, e a concessão de direitos civis a todos os habitantes do império, foram medidas que tentaram conter a crise, mas não foram os fatores que contribuíram diretamente para o término do império.



Além disso, é importante notar que o Império Romano do Ocidente não caiu devido a uma única causa, mas sim a uma combinação de fatores que se acumularam ao longo dos séculos. A crise política, econômica e demográfica interna, aliada ao impulso de populações estrangeiras, criou um ambiente propício para o declínio do império.



Portanto, é fundamental entender que a história é complexa e multifacetada, e que os eventos não ocorrem de forma isolada, mas sim em um contexto mais amplo de fatores que se influenciam mutuamente.



Em resumo, o término do Império Romano do Ocidente foi resultado de uma combinação de fatores, incluindo a crise política, econômica e demográfica interna, e o impulso de populações estrangeiras. A solução dada por Diocleciano e Constantino, e a concessão de direitos civis, foram medidas que tentaram conter a crise, mas não foram os fatores que contribuíram diretamente para o término do império.

Questão 83

Aristóteles em sua obra Política, elaborou uma profunda reflexão sobre a política antiga, mostrou os mecanismos que regularam a vida social, analisou as várias formas de agregação política, ofereceu interessantes informações sobre o papel social da mulher, dos escravos e dos estrangeiros, que, segundo ele, eram inferiores, porque em decorrência da sua condição e natureza, não participavam da vida na polis.

A justificativa aristotélica de exclusão social das mulheres, escravos e estrangeiros na sociedade grega foi baseada no(a)

  • A)paradigma naturalista.
  • B)questão política.
  • C)paradigma moral.
  • D)escravidão humana.
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A alternativa correta é A)

Aristóteles em sua obra Política, elaborou uma profunda reflexão sobre a política antiga, mostrou os mecanismos que regularam a vida social, analisou as várias formas de agregação política, ofereceu interessantes informações sobre o papel social da mulher, dos escravos e dos estrangeiros, que, segundo ele, eram inferiores, porque em decorrência da sua condição e natureza, não participavam da vida na polis.

A justificativa aristotélica de exclusão social das mulheres, escravos e estrangeiros na sociedade grega foi baseada no(a)

  • A)paradigma naturalista.
  • B)questão política.
  • C)paradigma moral.
  • D)escravidão humana.

portanto, a resposta certa é A) paradigma naturalista. Isso porque, para Aristóteles, a natureza humana era composta por diferentes espécies, cada uma com sua própria função e propósito. Segundo ele, as mulheres, escravos e estrangeiros eram inferiores porque não possuíam as mesmas habilidades e capacidades que os cidadãos gregos. Essa visão naturalista da sociedade grega justificava a exclusão desses grupos da vida política.

Além disso, é importante notar que a obra de Aristóteles Política foi escrita em um contexto histórico específico, no qual a sociedade grega era baseada em uma estrutura hierárquica e patriarcal. Nesse sentido, a exclusão das mulheres, escravos e estrangeiros da vida política era uma prática comum e aceita na época.

No entanto, é importante lembrar que as ideias de Aristóteles sobre a exclusão social não são mais consideradas válidas ou justas em nossa sociedade contemporânea. Hoje em dia, reconhecemos a igualdade de todos os seres humanos e a importância de garantir os direitos e liberdades individuais.

Em resumo, a obra de Aristóteles Política oferece uma visão profunda sobre a política antiga, mas suas ideias sobre a exclusão social devem ser vistas como um produto de seu tempo e não como uma justificativa para a discriminação e opressão.

Questão 84

Entre os séculos VII e VI a.C., Zaratustra, que os gregos chamavam de Zoroastro, promoveu uma profunda reforma religiosa; suas ideias foram adotadas pela casa real dos persas, os aquemênidas. O soberano que, por razões políticas, apoiou o zoroastrismo foi

  • A)Cambises.
  • B)Ciro.
  • C)Dario.
  • D)Xerxes.
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A alternativa correta é C)

Entre os séculos VII e VI a.C., Zaratustra, que os gregos chamavam de Zoroastro, promoveu uma profunda reforma religiosa; suas ideias foram adotadas pela casa real dos persas, os aquemênidas. O soberano que, por razões políticas, apoiou o zoroastrismo foi

  • A)Cambises.
  • B)Ciro.
  • C)Dario.
  • D)Xerxes.

O gabarito correto é C). Dario I, também conhecido como Dario, o Grande, foi um rei persa que governou o Império Aquemênida de 522 a 486 a.C. Ele foi um dos mais destacados soberanos da história do Império Persa, expandindo seus domínios e promovendo uma série de reformas administrativas, econômicas e culturais.

Uma das principais razões pelas quais Dario apoiou o zoroastrismo foi por causa de sua crença na justiça e na igualdade. Ele acreditava que o zoroastrismo era uma religião mais justa e equilibrada do que as outras religiões da época, e que ela poderia ajudar a unificar o império e trazer paz e estabilidade à região.

O zoroastrismo, portanto, se tornou a religião oficial do Império Aquemênida durante o reinado de Dario. Isso fez com que a religião se espalhasse por todo o império, influenciando a cultura e a sociedade persa.

Além disso, Dario também promoveu a construção de templos e edifícios religiosos, como o Templo de Anahita, em Bactria, e o Templo de Mithra, em Persépolis. Esses templos se tornaram centros de culto e de estudo do zoroastrismo, e ajudaram a disseminar as ideias da religião por todo o império.

O apoio de Dario ao zoroastrismo também teve um impacto significativo na política e na economia do império. A religião ajudou a unificar as diferentes culturas e nações que faziam parte do império, e promoveu a cooperação e a tolerância entre os povos.

Além disso, o zoroastrismo também influenciou a arte e a literatura persa. A religião inspirou a criação de obras de arte e literárias que refletiam os valores e princípios do zoroastrismo, como a justiça, a igualdade e a compaixão.

No final, o apoio de Dario ao zoroastrismo teve um impacto profundo e duradouro na história do Império Aquemênida e na cultura persa. A religião se tornou uma parte fundamental da identidade cultural persa, e continua a influenciar a sociedade e a cultura iraniana até os dias de hoje.

Questão 85

No início do século XX, estudiosos esforçaram-se em mostrar a continuidade, na Grécia Antiga, entre mito e filosofia, opondo-se a teses anteriores, que advogavam a descontinuidade entre ambos.
A continuidade entre mito e filosofia, no entanto, não foi entendida univocamente. Alguns estudiosos, como Cornford e Jaeger, consideraram que as perguntas acerca da origem do mundo e das coisas haviam sido respondidas pelos mitos e pela filosofia nascente, dado que os primeiros filósofos haviam suprimido os aspectos antropomórficos e fantásticos dos mitos.
Ainda no século XX, Vernant, mesmo aceitando certa continuidade entre mito e filosofia, criticou seus predecessores, ao rejeitar a ideia de que a filosofia apenas afirmava, de outra maneira, o mesmo que o mito. Assim, a discussão sobre a especificidade da filosofia em relação ao mito foi retomada.

Considerando o breve histórico acima, concernente à relação entre o mito e a filosofia nascente, assinale a opção que expressa, de forma mais adequada, essa relação na Grécia Antiga.

  • A)O mito é a expressão mais acabada da religiosidade arcaica, e a filosofia corresponde ao advento da razão liberada da religiosidade
  • B)O mito é uma narrativa em que a origem do mundo é apresentada imaginativamente, e a filosofia caracteriza-se como explicação racional que retoma questões presentes no mito
  • C)O mito fundamenta-se no rito, é infantil, pré-lógico e irracional, e a filosofia, também fundamentada no rito, corresponde ao surgimento da razão na Grécia Antiga.
  • D)O mito descreve nascimentos sucessivos, incluída a origem do ser, e a filosofia descreve a origem do ser a partir do dilema insuperável entre caos e medida.
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A alternativa correta é B)

A opção B) é a que melhor expressa a relação entre o mito e a filosofia na Grécia Antiga. De acordo com essa perspectiva, o mito é uma narrativa que apresenta a origem do mundo de forma imaginativa, enquanto a filosofia caracteriza-se como uma explicação racional que retoma questões presentes no mito.

Essa visão é coerente com a discussão historiográfica sobre a continuidade entre mito e filosofia. Os estudiosos que defendem essa continuidade argumentam que os primeiros filósofos gregos não rejeitaram completamente os mitos, mas sim os adaptaram e transformaram em explicações mais racionais. Dessa forma, a filosofia não é vista como uma ruptura completa com o mito, mas sim como uma evolução ou um aprimoramento da forma como os gregos antigos compreendiam o mundo.

A opção A) é equivocada, pois não há uma ruptura completa entre o mito e a filosofia. A filosofia não surge como um movimento que se opõe completamente à religiosidade arcaica, mas sim como uma forma de explicação que se desenvolve a partir das questões e problemas apresentados nos mitos.

A opção C) também está errada, pois não é correto caracterizar o mito como infantil, pré-lógico e irracional. Os mitos gregos apresentam uma lógica interna e uma racionalidade que devem ser consideradas. Além disso, a filosofia não surge a partir do rito, mas sim a partir da busca por explicações racionais para o mundo.

A opção D) é igualmente inadequada, pois não há uma oposição entre caos e medida na origem do ser. A filosofia grega antiga busca entender a origem do mundo e do ser humano, mas não a partir de uma oposição entre caos e medida.

Em resumo, a opção B) é a que melhor expressa a relação entre o mito e a filosofia na Grécia Antiga, visto que apresenta o mito como uma narrativa que inspira a busca por explicações racionais, que são desenvolvidas pela filosofia.

Questão 86

Sobre características e/ou acontecimentos do período da História da Grécia denominado Clássico (séculos V e IV a.C), assinale a alternativa incorreta.

  • A)( ) As Guerras Médicas ou Pérsicas projetaram a hegemonia ateniense neste período.
  • B)( ) O estudo deste período baseia-se, principalmente, em duas obras atribuídas a Homero: Ilíada e Odisséia.
  • C)( ) Este período foi marcado pela hegemonia de Atenas, seguida por Esparta e Tebas.
  • D)( ) A Guerra do Peloponeso assinalou o fim do Império de Atenas.
  • E)( ) Este período foi marcado pela adoção de políticas imperialistas no mundo grego; Esparta é um exemplo desta política no período.
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A alternativa correta é B)

A alternativa B) é a incorreta porque, apesar de Homero ser um autor importante da literatura grega, as obras atribuídas a ele, Ilíada e Odisséia, não são sobre o período Clássico da Grécia (séculos V e IV a.C), mas sim sobre a Guerra de Troia, que ocorreu em um período anterior, por volta do século XII a.C.

O período Clássico da Grécia é caracterizado por uma série de acontecimentos e desenvolvimentos importantes, como o surgimento da democracia em Atenas, a hegemonia de Atenas e Esparta, as Guerras Médicas ou Pérsicas, a Guerra do Peloponeso, entre outros.

As Guerras Médicas ou Pérsicas, mencionadas na alternativa A), foram um conjunto de conflitos que ocorreram entre a Grécia e o Império Persa, que projetaram a hegemonia ateniense no período Clássico.

Já a hegemonia de Atenas, seguida por Esparta e Tebas, mencionada na alternativa C), é um fato histórico correto, pois Atenas alcançou um grande poderio econômico e cultural durante o século V a.C, seguida pela ascensão de Esparta e Tebas no século IV a.C.

A Guerra do Peloponeso, mencionada na alternativa D), foi um conflito que ocorreu entre Atenas e Esparta, e marcou o fim do Império de Atenas, o que é correto.

Por último, a alternativa E) é incorreta porque, embora haja sido um período de expansão e conquista em alguns casos, não foi caracterizado pela adoção de políticas imperialistas em geral, e Esparta não é um exemplo disso.

Portanto, a alternativa B) é a que apresenta uma informação incorreta sobre o período Clássico da Grécia.

Questão 87

Ao povo dei tantos privilégios quanto lhe bastam, à sua honra nada tirei nem acrescentei; mas os que tinham poder e eram admirados pelas riquezas, também neles pensei, que nada tivessem de infamante… entre uma e outra facção, a nenhuma permiti vencer injustamente. (Sólon, século VI a.C.)

No governo de Atenas, o autor procurou

  • A)restringir a participação política de ricos e pobres, para impedir que suas demandas pusessem em perigo a realeza.
  • B)impedir que o equilíbrio político existente, que beneficiava a aristocracia, fosse alterado no sentido da democracia.
  • C)permitir a participação dos cidadãos pobres na política, para derrubar o monopólio dos grandes proprietários de terras.
  • D)abolir a escravidão dos cidadãos que se endividavam, ao mesmo tempo em que mantinha sua exclusão da vida política.
  • E)disfarçar seu poder tirânico com concessões e encenações que davam aos cidadãos a ilusão de que participavam da política.
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A alternativa correta é B)

Ao povo dei tantos privilégios quanto lhe bastam, à sua honra nada tirei nem acrescentei; mas os que tinham poder e eram admirados pelas riquezas, também neles pensei, que nada tivessem de infamante... entre uma e outra facção, a nenhuma permiti vencer injustamente. (Sólon, século VI a.C.)

No governo de Atenas, o autor procurou

  • B)impedir que o equilíbrio político existente, que beneficiava a aristocracia, fosse alterado no sentido da democracia.

O filósofo grego Sólon, que viveu no século VI a.C., foi um dos principais responsáveis pela criação das leis que regiam a cidade de Atenas. Sua filosofia política era baseada na ideia de que a justiça e a igualdade eram fundamentais para a construção de uma sociedade saudável. No trecho acima, Sólon destaca que, em seu governo, não retirou nem acrescentou nada à honra do povo, e que os ricos e poderosos também foram considerados, para que nada tivessem de infamante. Além disso, ele procurou manter o equilíbrio entre as diferentes facções, não permitindo que nenhuma delas vencesse injustamente.

Essa política de Sólon era uma tentativa de conciliar os interesses das diferentes camadas sociais de Atenas. A aristocracia, que detinha o poder e as riquezas, precisava ser equilibrada com as demandas do povo, para que a cidade não fosse governada apenas por uma elite. Ao mesmo tempo, Sólon não queria que a democracia se tornasse uma forma de governo que beneficiasse apenas os pobres, o que poderia levar à perda de poder e influência da aristocracia.

O governo de Sólon em Atenas é considerado um modelo de governança justa e equilibrada. Ele conseguiu conciliar os interesses das diferentes facções, criando um sistema político que beneficiava a todos. Isso fez com que Atenas se tornasse uma cidade próspera e respeitada, conhecida pela sua cultura, filosofia e sistema de governo.

A escolha da opção B) como gabarito correto é justificada pelo fato de que Sólon procurou manter o equilíbrio político existente, que beneficiava a aristocracia, mas não permitiu que ela se tornasse uma forma de governo tirânica. Ele buscou conciliar os interesses das diferentes camadas sociais, para criar uma sociedade justa e equilibrada.

Questão 88

Durante o Império Romano, o espetáculo dos gladiadores, assistido nos anfiteatros, não se restringia à promoção de uma violência ilimitada, cujo fim fosse a morte dos comba­tentes. Nesse contexto, esse espetáculo

  • A)punia os criminosos por meio de uma humilhação pú­blica exemplar.
  • B)homenageava o Imperador, associando-o à honra e à coragem do gladiador.
  • C)concedia ao público a decisão sobre seu desfecho, fundando o poder popular como princípio do regime.
  • D)favorecia a criação de uma elite guerreira, utilizada para reprimir as revoltas nas províncias.
  • E)assimilava os códigos culturais germânicos que se in­corporavam aos costumes romanos.
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A alternativa correta é B)

Durante o Império Romano, o espetáculo dos gladiadores, assistido nos anfiteatros, não se restringia à promoção de uma violência ilimitada, cujo fim fosse a morte dos combatentes. Nesse contexto, esse espetáculo

  • A)punia os criminosos por meio de uma humilhação pú­blica exemplar.
  • B)homenageava o Imperador, associando-o à honra e à coragem do gladiador.
  • C)concedia ao público a decisão sobre seu desfecho, fundando o poder popular como princípio do regime.
  • D)favorecia a criação de uma elite guerreira, utilizada para reprimir as revoltas nas províncias.
  • E)assimilava os códigos culturais germânicos que se incorporavam aos costumes romanos.

O espetáculo dos gladiadores também servia como forma de entretenimento para a população romana, uma espécie de "circo" que atraía multidões. No entanto, o seu significado ia além do simples entretenimento. Era uma forma de propaganda política, que servia para promover a imagem do Imperador e do Estado Romano.

Além disso, o espetáculo dos gladiadores era uma forma de demonstrar a riqueza e o poder do Império Romano. Os anfiteatros eram construídos em larga escala, com capacidade para abrigar milhares de espectadores, e os combates eram realizados com grande pompa e circunstância. Era uma forma de mostrar ao povo romano e às províncias conquistadas a força e a majestade do Império.

Portanto, a resposta correta é B)homenageava o Imperador, associando-o à honra e à coragem do gladiador. O espetáculo dos gladiadores era uma forma de promover a imagem do Imperador e do Estado Romano, associando-os à coragem e à honra dos gladiadores.

É importante notar que o espetáculo dos gladiadores também servia como forma de controle social. A violência e a morte eram apresentadas como forma de entretenimento, o que ajudava a desensibilizar a população romana à violência e à morte. Além disso, o espetáculo dos gladiadores servia como forma de distração para a população, mantendo-a afastada de questões políticas e sociais mais sérias.

No entanto, é importante lembrar que o espetáculo dos gladiadores também foi objeto de críticas e debates. Muitos filósofos e intelectuais romanos condenavam a prática, considerando-a cruel e imoral. Além disso, a Igreja Cristã também se opunha ao espetáculo, considerando-o uma forma de idolatria e de adoração à violência.

Em resumo, o espetáculo dos gladiadores foi uma prática complexa e multifacetada, que servia a diferentes propósitos políticos, sociais e culturais. Além de ser uma forma de entretenimento, também era uma forma de propaganda política, controle social e demonstração de poder.

Questão 89

No ano 70 d.C., o Estado romano, sob o controle do imperador Tito, destruiu a cidade de Jerusalém, e os judeus se dispersaram por outras terras. Diáspora tem sido a palavra usada para designar essa dispersão.

Após a diáspora, os judeus

  • A)ficaram sem um território próprio por séculos; mas, por meio da religião e dos laços familiares, mantiveram sua identidade cultural e sua unidade como povo.
  • B)perderam todas as suas propriedades; mas, em razão da decadência do Império Romano, voltaram para a Palestina e reconstruíram sua identidade cultural.
  • C)foram dominados pelos árabes e perderam sua identidade cultural como povo; mas, em 1948, com a criação do Estado de Israel, voltaram a unificar-se.
  • D)foram impedidos de realizar seus cultos; mas, durante a Idade Média, em razão do fortalecimento do cristianismo, conseguiram firmar sua identidade cultural.
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A alternativa correta é A)

No ano 70 d.C., o Estado romano, sob o controle do imperador Tito, destruiu a cidade de Jerusalém, e os judeus se dispersaram por outras terras. Diáspora tem sido a palavra usada para designar essa dispersão.

Após a diáspora, os judeus

  • A)ficaram sem um território próprio por séculos; mas, por meio da religião e dos laços familiares, mantiveram sua identidade cultural e sua unidade como povo.
  • B)perderam todas as suas propriedades; mas, em razão da decadência do Império Romano, voltaram para a Palestina e reconstruíram sua identidade cultural.
  • C)foram dominados pelos árabes e perderam sua identidade cultural como povo; mas, em 1948, com a criação do Estado de Israel, voltaram a unificar-se.
  • D)foram impedidos de realizar seus cultos; mas, durante a Idade Média, em razão do fortalecimento do cristianismo, conseguiram firmar sua identidade cultural.

Essa dispersão teve um impacto profundo na forma como os judeus viviam e se relacionavam entre si. A falta de um território próprio fez com que a religião e a família se tornassem ainda mais importantes para a manutenção da identidade cultural e da unidade do povo judeu. Além disso, a diáspora também permitiu que os judeus se espalhassem por diferentes regiões do mundo, levando consigo suas tradições e costumes.

Apesar de terem sido separados geograficamente, os judeus conseguiram manter uma forte conexão entre si, graças à sua religião e aos laços familiares. Isso permitiu que eles se sentissem conectados uns aos outros, mesmo estando em diferentes partes do mundo. Além disso, a diáspora também permitiu que os judeus se adaptassem a diferentes culturas e sociedades, o que ajudou a enriquecer a diversidade cultural do povo judeu.

No entanto, a diáspora também trouxe desafios significativos para os judeus. A falta de um território próprio fez com que eles fossem vistos como estrangeiros em muitos lugares, o que os tornou vulneráveis à perseguição e à discriminação. Além disso, a dispersão também fez com que a língua, a cultura e as tradições judaicas fossem ameaçadas de serem perdidas.

Mesmo assim, a diáspora também trouxe oportunidades para os judeus. A falta de um território próprio fez com que eles se adaptassem a diferentes sociedades e culturas, o que permitiu que eles se tornassem mais flexíveis e adaptáveis. Além disso, a dispersão também permitiu que os judeus se envolvessem em diferentes atividades econômicas, sociais e culturais, o que ajudou a enriquecer a diversidade cultural do povo judeu.

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Questão 90

Felipe II, rei da Macedônia, conquistou a Grécia. Seu filho Alexandre, o Grande, consolidou as conquistas do pai e expandiu o Império em direção à Ásia, chegando até a Índia.

Na perspectiva histórica, a obra de Alexandre e de seus sucessores imediatos foi importante porque

  • A)substituiu a visão mística do mundo, presente nos povos orientais, pelo conhecimento intelectual proveniente da razão e do raciocínio lógico.
  • B)favoreceu a difusão do modelo político das cidades-estados da Grécia pelas regiões conquistadas no Oriente, estimulando um governo fundamentado na liberdade e na democracia.
  • C)suplantou o poder despótico predominante nos grandes impérios orientais, os quais atribuíam aos governantes uma origem divina.
  • D)possibilitou o intercâmbio de culturas, difundindo as tradições gregas nas terras do Oriente, enquanto as mesopotâmicas, egípcias, hebraicas e persas expandiam- se para o Ocidente.
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A alternativa correta é D)

Felipe II, rei da Macedônia, conquistou a Grécia. Seu filho Alexandre, o Grande, consolidou as conquistas do pai e expandiu o Império em direção à Ásia, chegando até a Índia.

Na perspectiva histórica, a obra de Alexandre e de seus sucessores imediatos foi importante porque

  • A)substituiu a visão mística do mundo, presente nos povos orientais, pelo conhecimento intelectual proveniente da razão e do raciocínio lógico.
  • B)favoreceu a difusão do modelo político das cidades-estados da Grécia pelas regiões conquistadas no Oriente, estimulando um governo fundamentado na liberdade e na democracia.
  • C)suplantou o poder despótico predominante nos grandes impérios orientais, os quais atribuíam aos governantes uma origem divina.
  • D)possibilitou o intercâmbio de culturas, difundindo as tradições gregas nas terras do Oriente, enquanto as mesopotâmicas, egípcias, hebraicas e persas expandiam-se para o Ocidente.

Com efeito, a expansão do Império Macedônio promoveu um amplo intercâmbio cultural entre a Grécia e as regiões orientais. Isso permitiu que as ideias, costumes e tradições gregas se disseminassem pelas terras conquistadas, ao mesmo tempo em que as culturas orientais, como a mesopotâmica, egípcia, hebraica e persa, se expandiam para o Ocidente.

Essa troca cultural foi fundamental para o desenvolvimento posterior da civilização ocidental. A fusão de ideias e costumes entre a Grécia e o Oriente levou à criação de uma cultura helenística, que se caracterizou pela síntese de elementos gregos e orientais.

A cultura helenística, por sua vez, exerceu uma profunda influência sobre o desenvolvimento da civilização romana e, posteriormente, sobre a formação da cultura ocidental em geral. Além disso, a expansão do Império Macedônio também promoveu o desenvolvimento do comércio e da economia nas regiões conquistadas, o que contribuiu para o crescimento e o desenvolvimento das cidades e das sociedades locais.

Portanto, a obra de Alexandre, o Grande, e de seus sucessores imediatos foi fundamental para a formação da cultura ocidental e para o desenvolvimento das sociedades locais nas regiões conquistadas.

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