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Questões Sobre Era Vargas (1930-1945) - História - concurso

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61) Analise o trecho da letra do samba “Brasil pandeiro”, de Assis Valente, composto em 1940.

  • A) da falta de criatividade da cultura brasileira, quando comparada com padrões e ritmos musicais da tradição cultural popular norte-americana.

  • B) da aproximação cultural entre Brasil e Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial e no âmbito da chamada política da boa vizinhança.

  • C) do esforço de divulgação da música brasileira no exterior durante o Estado Novo e em conformidade com a política varguista de rejeição a produtos culturais estrangeiros.

  • D) da difusão da música brasileira no exterior, após o sucesso mundial da Bossa Nova e em meio ao esforço norte-americano de afastar a ameaça comunista da América.

  • E) do reconhecimento internacional da importância cultural do Brasil no conjunto do Ocidente, no contexto da bipolaridade estratégica da Guerra Fria.

FAZER COMENTÁRIO

A alternativa correta é letra B) da aproximação cultural entre Brasil e Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial e no âmbito da chamada política da boa vizinhança.

Gabarito: Letra B

 

Da aproximação cultural entre Brasil e Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial e no âmbito da chamada política da boa vizinhança.

 

A chamada política da boa vizinhança foi a política externa inaugurada por Roosevelt, consagrando o princípio de cooperação nas relações externas dos EUA e países da América Latina. Durante a Segunda Guerra, os Estados Unidos colocaram em prática a política da boa vizinhança em relação ao Brasil, incentivando relações econômicas e culturais entre os dois países.

A música “Brasil Pandeiro”, de Assis Valente, datada de 1940, expressa essa relação entre os dois países ao citar o Tio Sam, em referência aos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que busca valorizar a cultura e o povo brasileiro diante do representante estrangeiro.

 

Por que as demais estão incorretas?

 

Letra A: da falta de criatividade da cultura brasileira, quando comparada com padrões e ritmos musicais da tradição cultural popular norte-americana.

 

A música “Brasil Pandeiro”, de Assis Valente, busca valorizar a cultura popular brasileira e não a tradição cultural norte-americana.

 

Letra C: do esforço de divulgação da música brasileira no exterior durante o Estado Novo e em conformidade com a política varguista de rejeição a produtos culturais estrangeiros.

 

A política varguista do Estado Novo não rejeitava produtos culturais estrangeiros, pelo contrário, nesse momento vivia-se a chamada política de boa vizinhança, que estabelecia a cooperação comercial e cultural com os EUA.

 

Letra D: da difusão da música brasileira no exterior, após o sucesso mundial da Bossa Nova e em meio ao esforço norte-americano de afastar a ameaça comunista da América.

 

O sucesso da Bossa Nova é de uma época posterior, anos 1950, enquanto que a música “Brasil Pandeiro” é dos anos 1940. Também o esforço dos norte-americanos de afastar a ameaça comunista da América é do contexto da Guerra Fria e não do contexto da Segunda Guerra Mundial, momento no qual os EUA buscavam atrair o Brasil para o campo democrático (representado pelas forças Aliadas), no contexto de guerra entre as forças do Eixo e as forças Aliadas.

 

Letra E: do reconhecimento internacional da importância cultural do Brasil no conjunto do Ocidente, no contexto da bipolaridade estratégica da Guerra Fria.

 

A música “Brasil Pandeiro” foi composta durante o contexto da Segunda Guerra Mundial, quando cresce as interações culturais entre o Brasil e os EUA, e não durante o contexto da Guerra Fria.

 

Referências:

 

AZEVEDO, Gislane Campos e SERIACOPI, Reinaldo. História: volume único. São Paulo: Ática, 2005.

COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral, volume 3. 1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2010.

VAINFAS, Ronaldo et ali. História: o mundo por um fio: do século XX ao XXI, volume 3. São Paulo: Saraiva, 2010.

62) De 1930 a 1945, Getúlio Vargas governou o Brasil. Grande estadista, extremamente habilidoso, conseguiu negociar vantagens econômicas para o país, mesmo em um dos períodos mais tumultuados da história do mundo, a segunda guerra mundial. Como era um visionário, desejava industrializar o Brasil, mas o país sem recursos não permitia que ele conseguisse transformar o seu projeto em realidade. Após manipular as alianças formadas para o conflito, ele tomou partido de uma delas, depois de conseguir financiamento para a construção de duas estatais, a CSN e a Vale do Rio Doce. Naquela conjuntura de guerra, o país que fechou esse acordo com o Brasil foi

  • A) a Itália, que devido à grande quantidade de imigrantes, desejava empregá-los nessas empresas, garantindo-lhes melhores condições que aquelas enfrentadas no país durante a guerra.

  • B) o Japão, que fechou acordo, inclusive para importar tecnologia para a extração de minérios.

  • C) a Alemanha, que sob a liderança de Hitler, desejava ter matérias primas abundantes para a sua indústria bélica.

  • D) os EUA, que tinha como objetivo ter o Brasil como membro no bloco dos Aliados.

FAZER COMENTÁRIO

A alternativa correta é letra D) os EUA, que tinha como objetivo ter o Brasil como membro no bloco dos Aliados.

Gabarito: ALTERNATIVA D

  
  • De 1930 a 1945, Getúlio Vargas governou o Brasil. Grande estadista, extremamente habilidoso, conseguiu negociar vantagens econômicas para o país, mesmo em um dos períodos mais tumultuados da história do mundo, a segunda guerra mundial. Como era um visionário, desejava industrializar o Brasil, mas o país sem recursos não permitia que ele conseguisse transformar o seu projeto em realidade. Após manipular as alianças formadas para o conflito, ele tomou partido de uma delas, depois de conseguir financiamento para a construção de duas estatais, a CSN e a Vale do Rio Doce. Naquela conjuntura de guerra, o país que fechou esse acordo com o Brasil foi

Note-se que o enunciado pede para o candidato apontar quem foi o maior parceiro do Brasil na segunda fase dessa política externa, ou seja, quando o Brasil já havia tomado um lado definitivo entre os dois polos em combate na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, de início, o candidato deveria eliminar todas as alternativas que elencassem as potências do Eixo - Alemanha, Itália e Japão -, contra quem o Brasil declarou guerra em agosto de 1942. Assim, observemos as alternativas que são propostas.

 
  • a)  a Itália, que devido à grande quantidade de imigrantes, desejava empregá-los nessas empresas, garantindo-lhes melhores condições que aquelas enfrentadas no país durante a guerra.

A alternativa deveria ser descartada imediatamente pelo candidato, porque a atuação militar brasileira na guerra se concentrou exatamente na chamada Campanha da Itália. Na oportunidade, as tropas brasileiras participaram do esforço final de libertação italiana ao lado de tropas americanas e britânicas. É importante destacar que o governo Vargas chegou a empreender uma importante campanha de combate contra os símbolos italianos no Brasil, exigindo a nacionalização definitiva dos imigrantes. Alternativa errada.

 
  • b)  o Japão, que fechou acordo, inclusive para importar tecnologia para a extração de minérios.

As relações entre Brasil e Japão no período eram bastante rarefeitas no período para uma parceria tão complexa. Além de ser parte da aliança inimiga, o Japão estava já consumido por suas questões regionais e seus esforços na guerra se concentravam entre o Extremo Oriente asiático e a campanha no Pacífico,  sem demonstrar maior interesse com a América do Sul. Alternativa errada.

 
  • c)  a Alemanha, que sob a liderança de Hitler, desejava ter matérias primas abundantes para a sua indústria bélica.

A Alemanha, de fato, tentou manter aberto o mercado brasileiro por meio do comércio compensado no final da década de 1930 e um de seus objetivos era mesmo a garantia do fornecimento de matérias-primas. No entanto, o adensamento da guerra foi inviabilizando a posição brasileira (a equidistância pragmática) entre os dois polos em combate. No início da década de 1940, submarinos alemães atacaram navios cargueiros brasileiros, abrindo uma crise diplomática que culminariam com o rompimento das relações. Alternativa errada.

 
  • d)  os EUA, que tinha como objetivo ter o Brasil como membro no bloco dos Aliados.

A posição brasileira era interessante para os Estados Unidos em duas frentes fundamentais. Primeiro, o país era um fornecedor de matérias-primas para a indústria bélica americana, uma vez que o uso de componentes sintéticos ainda estavam distante de ser empregado em escala industrial. Segundo, a posição geográfica brasileira era fundamental para a estratégia americana, uma vez que poderia fornecer bases importantes para as incursões aéreas no Norte da África, além de ser um entreposto logístico relevante. Ou seja, consolidar o Brasil ao lado do esforço aliado era, também, assegurar uma vantagem importante frente às potências do Eixo, estrangulando o fornecimento de matérias-primas e garantindo posições estratégicas. Nessas negociações, o Brasil procurou garantir auxílios e vantagens para o seu projeto de industrialização, além de ter conseguido a aceitação do envio de tropas brasileiras para o teatro de guerra. ALTERNATIVA CORRETA.

  

Veja bem o estudante que a banca, por opção ou por desleixo, não elaborou uma questão sobre política externa, mas sim eliminou apenas o candidato que não detinha conhecimentos elementares sobre a participação brasileira na guerra. O único conhecimento exigido era sobre a qual dos lados o país aderiu. Conduta vergonhosa para um concurso para candidato de nível superior. Sem mais, está correta a ALTERNATIVA D.

63) Segundo Vidigal (2006), com relação às motivações para o afundamento de navios brasileiros por submarinos alemães, assinale a opção correta.

  • A) Tanto a Itália quanto a Alemanha temiam o poderio bélico brasileiro e a sua supremacia no continente americano.

  • B) Os alemães torpedearam diversos navios brasileiros em retaliação ao amplo apoio do Brasil aos países aliados, sobretudo à Inglaterra.

  • C) Os submarinos alemães, na maioria de suas investidas, torpedearam por engano os navios brasileiros, tendo-os confundido com navios da Marinha dos Estados Unidos.

  • D) Com o afundamento dos navios brasileiros, os alemães buscavam evitar o apoio do Brasil aos países que compunham o Eixo.

  • E) A Alemanha não queria que o Brasil, apesar de ser ainda neutro na Segunda Guerra Mundial, continuasse a fornecer matérias-primas para seus inimigos.

FAZER COMENTÁRIO

A alternativa correta é letra E) A Alemanha não queria que o Brasil, apesar de ser ainda neutro na Segunda Guerra Mundial, continuasse a fornecer matérias-primas para seus inimigos.

Gabarito: ALTERNATIVA E

  

Segundo Vidigal (2006), com relação às motivações para o afundamento de navios brasileiros por submarinos alemães, assinale a opção correta.

  • a)  Tanto a Itália quanto a Alemanha temiam o poderio bélico brasileiro e a sua supremacia no continente americano.

Para eliminar esta alternativa, bastaria que o candidato interpretasse corretamente o enunciado da questão. Ora, os submarinos alemães atacaram navios mercantes brasileiros; ou seja, não miravam alvos militares. Portanto, é bastante descabido falar que o objetivo era neutralizar qualquer capacidade bélica da esquadra brasileira. Além disso, a assimetria de forças entre a máquina de guerra alemã e os equipamentos brasileiros era muito severa; tanto que a preparação brasileira para a guerra entre 1942 e 1944 exigiu ajuda americana para a modernização dos equipamentos. Por fim, cumpre destacar que é absurdo falar que o Brasil, em qualquer uma das três Armas, detinha a supremacia no continente americano na década de 1940. Àquela altura, os Estados Unidos já era uma das grandes potências do mundo, altamente industrializada e com uma expressão militar muito robusta desde a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Alternativa errada.

  • b)  Os alemães torpedearam diversos navios brasileiros em retaliação ao amplo apoio do Brasil aos países aliados, sobretudo à Inglaterra.

Os torpedeamentos contra os navios mercantes brasileiros com destino a portos aliados começaram no final de dezembro de 1941, quando o país mantinha uma posição de neutralidade frente ao conflito internacional. Isto é, àquela altura, nenhuma tropa brasileira havia estado em combate tampouco qualquer um dos lados havia tido qualquer atitude agressiva contra o Brasil. Foram os episódios de afundamento dos navios mercantes brasileiros que levaram o país a declarar guerra à Alemanha e à Itália, enviando tropas para a Europa ao lado dos Aliados. Cumpre destacar que, naquele momento, o Brasil comerciava livremente também com a Alemanha; sem qualquer tipo de engajamento no conflito, apesar da crescente pressão dos Estados Unidos. Lembremos, ainda, que os alvos dos submarinos alemães eram os navios mercantes brasileiros, fato que estava inserido numa estratégia militar mais ampla. Alternativa errada.

  • c)  Os submarinos alemães, na maioria de suas investidas, torpedearam por engano os navios brasileiros, tendo-os confundido com navios da Marinha dos Estados Unidos.

A alternativa é bastante despropositada, porque um ataque dessa magnitude de uma máquina de guerra tão profissional como a nazista jamais seria movida por enganos sequenciais. Foram afundados mais de trinta navios mercantes brasileiros entre 1941 e 1944, causando mais de mil mortes, em pontos diferentes dos mares e oceanos. Além disso, vários desses ataques foram realizados na costa brasileira, onde foram avistados submarinos alemães monitorando nossa Marinha Mercante. Lembre-se, por fim, que foram ataques destinos contra navios mercantes, sem nenhum espaço para confusão com a Marinha de Guerra dos Estados Unidos. Alternativa errada.

 
  • d)  Com o afundamento dos navios brasileiros, os alemães buscavam evitar o apoio do Brasil aos países que compunham o Eixo.

Mais uma alternativa facílima que nenhum candidato sério pode errar. Ora, o Eixo era composto por Alemanha, Itália e Japão; então, por que motivo, a Alemanha atacaria um país neutro tendo como objetivo evitar que este se torne um aliado? Por que gastar recursos para evitar que um país se alie a você mesmo? Mais uma vez, vale destacar que foram ataques contra navios mercantes, e não contra alvos militares. Ou seja, o que estava em jogo não era o potencial bélico brasileiro. Alternativa errada.

 
  • e)  A Alemanha não queria que o Brasil, apesar de ser ainda neutro na Segunda Guerra Mundial, continuasse a fornecer matérias-primas para seus inimigos.

Este era o ponto central em torno dos navios mercantes brasileiros no contexto da Segunda Guerra Mundial. O estudante precisa compreender que, naquela altura, a produção em larga escala de produtos sintéticos ainda era muito reduzida e precária, fazendo com que o acesso a matérias primas fosse crucial para a produção de equipamentos militares. Assim, estrangular o fornecimento dessas matérias primas também era uma maneira de atacar o inimigo e o Brasil era um importante fornecedor desses materiais, principalmente para os Estados Unidos. Por ter uma posição neutra dentro da guerra, o país manteve relações comerciais com ambos os lados, inclusive com o fornecimento de materiais sensíveis, que abasteciam os complexos militares de ambos. A chamada equidistância pragmática brasileira permitiu que, em nome do desenvolvimento da indústria nacional, o governo brasileiro mantivesse um intenso comércio no período. O torpedeamento dos navios mercantes brasileiros na costa americana e na Europa foi parte da estratégia alemã de impor um bloqueio naval contra os portos inimigos - objetivando, entre outras coisas, dificultar a produção inimiga de equipamentos militares -, mas acabou arrastando o Brasil para dentro da guerra ao lado dos Aliados. ALTERNATIVA CORRETA.

  

Note bem o estudante que apenas uma alternativa fornece alguma explicação para o fato de que não foram navios de guerra brasileiros os alvos alemães, e sim navios mercantes. Todas as alternativas erradas deslocam a explicação para a esfera militar, enquanto o problema inicial estava ligado ao fato do país mercar com inimigos dos alemães. Assim, se o candidato lesse com atenção o enunciado, seria o suficiente para procurar a correlação correta. Sem mais, está correta apenas a ALTERNATIVA E.

64) A escassez de navios capazes de atravessar o oceano estimulou as exportações de artigos manufaturados e, ao mesmo tempo, desencorajou as suas importações. Os mercados consumidores da Argentina, do Uruguai, e de outros países sul-americanos se abriram para os brasileiros ao se fecharem as fontes habituais de suprimento de tecidos. As exportações de tecidos de algodão, em meados de 1942, só eram superadas em valor, pelo café; as carnes enlatadas e congeladas vinham em terceiro lugar.

  • A) ao isolamento internacional da economia brasileira provocado pela Grande Guerra Mundial.
  • B) ao efeito das leis governamentais de proteção ao trabalho no mercado interno brasileiro.
  • C) ao entrave ao desenvolvimento industrial do Brasil decorrente da concorrência de produtos estrangeiros.
  • D) à política de desvalorização da moeda brasileira com a finalidade de encarecer as mercadorias industrializadas importadas.
  • E) à situação da economia do Brasil em um quadro de confrontos militares entre os países industrializados.

FAZER COMENTÁRIO

A alternativa correta é letra E) à situação da economia do Brasil em um quadro de confrontos militares entre os países industrializados.

Gabarito: Letra E

 

O trecho faz menção à data de 1942, ano que faz parte da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Nesse contexto, a economia mundial ficou paralisada em função dos conflitos na Europa e que tiveram repercussões em outras partes do globo. Os navios mercantes não podiam trafegar pelos mares em função de rotas fechadas ou de possibilidade de ataques de navios de guerra e submarinos.

 

Uma vez que a Europa, que era um dos principais mercados consumidores e fornecedores do Brasil, estava envolvida na guerra, o governo decidiu mudar geograficamente suas importações e exportações, olhando para os EUA e a América Latina como parceiros comerciais.

 

Por que as demais estão incorretas?

 

Letra A: O Brasil não estava isolado economicamente no contexto da guerra. Conseguia acordos bilaterais com EUA para sustentar o preço do café e de transferência de mão de obra qualificada para construir usinas siderúrgicas. O trecho também fala da participação dos vizinhos do Prata no mercado exportador brasileiro.

 

Letra B: O trecho não menciona sobre a situação da classe trabalhadora ou mesmo das leis sobre as relações trabalhistas.

 

Letra C: O trecho não menciona sobre entrave ao desenvolvimento industrial provocado por produtos estrangeiros. Desde o fim da 1ª Guerra, o governo brasileiro percebeu a necessidade de substituir importações. Esse processo passou a ser mais efetivo a partir da década de 30 como forma de ajustar a balança comercial que andava desfavorável.

 

Letra D: O trecho não faz menção a políticas cambiais de desvalorização da moeda nacional.

65) No início da guerra, Getúlio Vargas manteve o Brasil neutro e conservou relações comerciais tanto com os alemães como com os norte-americanos. Aos poucos, no entanto, foi se tornando cada vez mais difícil para o Brasil manter a neutralidade.

  • A) se condicionou a participação do Brasil na guerra contra o Eixo ao perdão da dívida com a Alemanha.

  • B) pressionado pela França e pela Inglaterra, o Brasil rompeu relações diplomáticas com a Alemanha, mas não mobilizou tropas.

  • C) rompidas as relações diplomáticas com o Japão, a participação da Marinha brasileira foi decisiva nas batalhas do Atlântico.

  • D) se declarou guerra ao Eixo e houve o envio da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a Itália.

  • E) foi fundamental a pressão exercida pela Argentina, que exigiu que o Brasil declarasse guerra contra os Aliados.

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A alternativa correta é letra D) se declarou guerra ao Eixo e houve o envio da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a Itália.

Gabarito: ALTERNATIVA D

  

No início da guerra, Getúlio Vargas manteve o Brasil neutro e conservou relações comerciais tanto com os alemães como com os norte-americanos. Aos poucos, no entanto, foi se tornando cada vez mais difícil para o Brasil manter a neutralidade. (Alfredo Boulos Júnior, História: sociedade & cidadania, 9º ano)

 

A respeito da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar que

  • a)  se condicionou a participação do Brasil na guerra contra o Eixo ao perdão da dívida com a Alemanha.

A alternativa é absurda em seus próprios termos. Ora, declarar guerra ao Eixo significava exatamente entrar em conflito com a Alemanha. Então, por que a Alemanha perdoaria as dívidas brasileiras para que o Brasil declarasse guerra contra ela mesma? Além disso, no final da década de 1930, Brasil e Alemanha se relacionavam comercialmente por meio do chamado comércio compensado: câmaras de conversão estabeleciam as trocas comerciais sem a intermediação monetária, trocando, em geral, produtos agrícolas brasileiros por bens de capital alemães. Essa prática estava inserida no esforço do governo Vargas para promover a industrialização nacional e, no caso das relações com a Alemanha, não implicava propriamente em endividamento. Alternativa errada.

 
  • b)  pressionado pela França e pela Inglaterra, o Brasil rompeu relações diplomáticas com a Alemanha, mas não mobilizou tropas.

O rompimento de relações brasileiras com a Alemanha e a Itália se deu em janeiro de 1942, após os Estados Unidos terem se envolvido decisivamente no conflito. Naquele momento, a França já havia se rendido e o governo-fantoche de Vichy fez do país um aliado tácito do Eixo; enquanto os Estados Unidos mobilizavam definitivamente esforços de toda sorte para começar a operar no teatro de guerra. Com o envolvimento dos EUA no conflito, ficou impossível para o Brasil manter sua política de equidistância pragmática e se manteve ao lado do bloco continental. Nos meses seguintes, submarinos alemães atacariam navios mercantes brasileiros dentro da política de bloqueio naval contra os Aliados; o que levaria o Brasil a declarar o estado de beligerância contra a Itália e a Alemanha em agosto de 1942. Os esforços diplomáticos e militares brasileiros levariam ainda o país a mobilizar tropas e a combater pela libertação da Itália, organizando para tanto, principalmente, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e esquadrões da Força Aérea Brasileira (FAB). Alternativa errada.

 
  • c)  rompidas as relações diplomáticas com o Japão, a participação da Marinha brasileira foi decisiva nas batalhas do Atlântico.

Mais uma vez, a alternativa é insustentável em seus próprios termos: como a declaração de guerra ao Japão poderia levar o Brasil a ter uma ação decisiva no Atlântico? Tratava-se de uma alternativa que antes exigia conhecimentos geográficos elementares por parte dos candidatos. De toda forma, cumpre esclarecer que a Marinha brasileira, apesar de ter transportado e escoltado tropas e mercadorias na travessia atlântica, não teve propriamente um envolvimento bélico ao longo das operações. Quando o Brasil se envolveu decisivamente na guerra, os combates navais já estavam relativamente resolvidos no Atlântico e os principais combates estavam concentrados na terra e no ar. Depois das quedas da Itália fascista e da Alemanha nazista em 1945, o Brasil ainda declararia guerra contra o Japão, cuja resistência exasperava os Aliados no Pacífico. No entanto, o uso das bombas atômicas e os devastadores combates navais decidiram o conflito antes que qualquer iniciativa militar brasileira se organizasse para o engajamento militar contra o Japão. Alternativa errada.

 
  • d)  se declarou guerra ao Eixo e houve o envio da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a Itália.

A alternativa não tem erros e apresenta informações bastante simples. Como explicado acima, em agosto de 1942, após ter rompido relações com o Eixo e sofrido com ataques à Marinha mercante, o Brasil declarou guerra contra a Alemanha e a Itália. Após importantes negociações com as potências aliadas, o Brasil organizou um esforço operacional de guerra, decidindo-se a empregar tropas terrestres e a Força Aérea no combate. A Força Expedicionária Brasileira seria constituída em agosto de 1943 e suas primeiras tropas chegariam na Itália um ano mais tarde, onde combateriam até a rendição da Itália fascista. ALTERNATIVA CORRETA.

 
  • e)  foi fundamental a pressão exercida pela Argentina, que exigiu que o Brasil declarasse guerra contra os Aliados.

A Argentina foi o último país latino-americano a romper com o Eixo, mantendo suas simpatias para com os governos nazi-fascistas bastante ativas até mesmo na fase final do conflito. Ainda que houvesse certo entendimento entre as ditaduras de Brasil e Argentina no período, jamais houve uma pressão dessa natureza e o país não declarou guerra contra os aliados - e tampouco o fez a Argentina. Alternativa errada.

  

Sem mais, está correta a ALTERNATIVA D.

66)

  • A) foi uma guerra essencialmente antisubmarino, e a missão brasileira foi patrulhar uma área marítima contra os submarinos alemães, compreendida entre Dakar no Senegal e Gibraltar na entrada do Mediterrâneo.

  • B)  a aliança com os Estados Unidos, por meio do Programa de Empréstimo e Arrendamento, o Lend Lease (1941-1944), supriu as demandas não só do Brasil como de outros países da América Latina, na questão de armamentos e suprimentos. Por esse programa, o Brasil recebeu diversos navios, entre eles: Cruzadores Barroso, Bahia e Rio Grande do Sul e os Encouraçados Minas Gerais e São Paulo.

  • C) um dos fatos importantes que contribuíram efetivamente para o ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi a tomada da Ilha de Fernando de Noronha, no Atlântico Sul, pela marinha de guerra italiana (Regia Marina).

  • D) o Brasil rompeu as relações diplomáticas com os países que compunham o Eixo, em 1941, logo após a declaração de guerra por parte do governo de Getúlio Vargas, e recebeu apoio financeiro não só dos Estados Unidos como também da Inglaterra e do Canadá.

  • E) a Segunda Guerra provocou o fortalecimento das relações diplomáticas entre as nações americanas, o pan-americanismo, e o aumento da intensidade das relações econômicas entre os países latino americanos e os Estados Unidos.

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A alternativa correta é letra E) a Segunda Guerra provocou o fortalecimento das relações diplomáticas entre as nações americanas, o pan-americanismo, e o aumento da intensidade das relações econômicas entre os países latino americanos e os Estados Unidos.

Gabarito: ALTERNATIVA E

 

 

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) afetou imensamente as nações do continente americano, como o Brasil e os EUA. Sobre esse período, é correto afirmar que:

  • a)  foi uma guerra essencialmente antisubmarino, e a missão brasileira foi patrulhar uma área marítima contra os submarinos alemães, compreendida entre Dakar no Senegal e Gibraltar na entrada do Mediterrâneo.

De fato, a Alemanha nazista desenvolveu uma expressiva esquadra de submarinos, que atuaram intensamente durante praticamente toda a Segunda Guerra Mundial no Atlântico. Navios mercantes brasileiros chegaram a ser atacados por esses submarinos, bem como eram temidos mesmo por embarcações civis de uma maneira geral. No entanto, é exagerado se dizer que essa foi a característica central do conflito, que se desenrolou basicamente com as forças terrestres, ainda que tenha tido, de fato, intensa movimentação de Marinhas e Aeronáuticas. No caso brasileiro, os dois principais esforços foram do Exército e da Aeronáutica durante a Campanha da Itália (1944-1945); mas é importante também destacar o valoroso esforço da Marinha no transporte e na vigilância de águas territoriais brasileiras. Alternativa errada.

 

  • b)  a aliança com os Estados Unidos, por meio do Programa de Empréstimo e Arrendamento, o Lend Lease (1941-1944), supriu as demandas não só do Brasil como de outros países da América Latina, na questão de armamentos e suprimentos. Por esse programa, o Brasil recebeu diversos navios, entre eles: Cruzadores Barroso, Bahia e Rio Grande do Sul e os Encouraçados Minas Gerais e São Paulo.

O caminho mais fácil para desmontar esse item é sobre a gestão dos armamentos durante o conflito. O estudante precisa compreender que se tratava de um esforço de guerra gravíssimo, com todo um parque industrial revertido para a economia de guerra, concentrado na produção bélica. Ou seja, não era um momento viável para depender muitos esforços em distribuir armamentos como forma de política externa. O Programa Lend Lease foi, de fato, lançado em 1941, quando o Congresso americano permitiu ao presidente negociar armamentos e tecnologias militares considerados essenciais para a defesa de outros Estados nas condições julgadas mais adequadas pelo próprio presidente. Isto é, por ato unilateral do presidente, os Estados Unidos poderiam vender ou transferir equipamentos e tecnologia sem a necessidade de pagamento à vista. No entanto, esse programa foi concentrado nos países aliados que de fato estavam enfrentando o Eixo, principalmente na Europa. A entrada brasileira na guerra em 1942 foi a chave encontrada pelo governo brasileiro para solicitar a cooperação americana para reequipar as suas Forças. O envolvimento brasileiro no teatro de operações na Itália foi importante para que as linhas de cooperação fossem ampliadas, bem como as condições de troca foram favoráveis pelo fornecimento brasileiro de matérias primas estratégicas. Ou seja, não se tratou de um programa amplo para a América Latina, uma vez que o Brasil foi o único país da região a entrar em combate de fato. Todos os navios citados na alternativa foram construídos durante o esforço de rearmamento da Marinha na Primeira República (1889-1930); ou seja, um momento muito anterior ao que se tem em tela. Alternativa errada.

 

  • c)  um dos fatos importantes que contribuíram efetivamente para o ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi a tomada da Ilha de Fernando de Noronha, no Atlântico Sul, pela marinha de guerra italiana (Regia Marina).

A Marinha italiana estava às voltas com suas incursões pelo Mediterrâneo àquela altura, sem capacidade de projetar poder sobre o Atlântico. O fato considerado estopim para a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial em 1942 foram os torpedeamentos contra navios mercantes brasileiros por submarinos alemães. Após a ruptura de relações brasileiras com o Eixo, o Brasil deixou de comercializar com aquelas potências, o que lhes restringia o acesso a matérias primas importantes para o esforço de guerra. Vários desses produtos eram sensíveis àquela altura, sendo vitais para a produção de alguns equipamentos militares. A adesão brasileira aos Aliados significava que todas essas matérias primas estavam abastecendo as indústrias de guerra desses países, principalmente dos Estados Unidos. Ou seja, impedir esse comércio poderia ser uma chave importante para estrangular a produção americana de armamentos. Por isso, a Alemanha nazista despachou submarinos para a costa brasileira e realizou ataques contra navios mercantes, nos quais vidas civis foram perdidas. Alternativa errada.

 

  • d)  o Brasil rompeu as relações diplomáticas com os países que compunham o Eixo, em 1941, logo após a declaração de guerra por parte do governo de Getúlio Vargas, e recebeu apoio financeiro não só dos Estados Unidos como também da Inglaterra e do Canadá.

A política externa desenvolvida por Getúlio Vargas procurava retirar da polarização europeia as melhores oportunidades para a industrialização do Brasil, ainda que isso implicasse uma forma de equidistância entre Estados Unidos e Alemanha. No entanto, em dezembro de 1941, o ataque japonês à base naval de Pearl Harbor levaram os Estados Unidos para a guerra tanto no Pacífico quanto na Europa. Já no início de 1942, o governo americano lançou uma grande ofensiva diplomática para consolidar a América Latina como uma zona livre de influências do Eixo. Nesse momento, ficou impossível a manutenção da equidistância para o Brasil, sendo chamado ao alinhamento com os Estados Unidos em favor dos Aliados. Logo em fevereiro de 1942, o Brasil romperia relações diplomáticas com as três potências do Eixo; e, em agosto de 1942, após os ataques à marinha mercante, declararia estado de beligerância contra a Alemanha. Ou seja, o rompimento diplomático ocorreu meses antes da declaração de guerra. Já naquele momento, o Brasil vinha recebendo uma série de programas de cooperação dos Estados Unidos para auxiliar no esforço de guerra aliado, o que seria ampliado em 1942. No entanto, eram programas praticamente restritos aos EUA, uma vez que a Inglaterra estava completamente absorvida pelo esforço de guerra, lutando por sua própria sobrevivência na Europa e sem condições de desviar qualquer recurso para agradar a posição brasileira. Alternativa errada.

 

  • e)  a Segunda Guerra provocou o fortalecimento das relações diplomáticas entre as nações americanas, o pan-americanismo, e o aumento da intensidade das relações econômicas entre os países latino americanos e os Estados Unidos.

Após o ataque de Pearl Harbor, os Estados Unidos aproveitaram a oportunidade da Conferência Pan-Americana no Rio de Janeiro em 1942 para conclamar os vizinhos à solidariedade pan-americana. Já desde 1933, os EUA vinham desenvolvendo a Política de Boa Vizinhança, uma série de medidas para promover a aproximação com a América Latina em vários aspectos, do econômico ao cultural - em parte, era uma reação americana ao risco de expansão de ideais totalitários na América Latina. Em 1942, procurou-se uma declaração conjunta de rompimento com as potências do Eixo em decorrência do ataque sofrido pelos EUA no ano anterior. Ou seja, as contradições da Segunda Guerra Mundial gerou um grande esforço americano de estabilização do continente dentro de uma agenda mínima de afastamento do totalitarismo. O que, por óbvio, passou pela dinamização das relações econômicas e pela ampliação das relações políticas. ALTERNATIVA CORRETA.

 

 

Sem mais, está correta a ALTERNATIVA E.

67) Na Segunda Guerra Mundial, diferentemente do que ocorreu na Primeira Guerra, teve a participação direta do Brasil no conflito. O governo no qual se deu a inserção brasileira na Segunda Guerra Mundial foi:

  • A) Juscelino Kubitschek.

  • B)  Getúlio Vargas.

  • C)  João Goulart.
  • D) Eurico Gaspar Dutra.

  • E) Jânio Quadros.

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A alternativa correta é letra B)  Getúlio Vargas.

Gabarito: ALTERNATIVA B

 

 

  • Na Segunda Guerra Mundial, diferentemente do que ocorreu na Primeira Guerra, teve a participação direta do Brasil no conflito. O governo no qual se deu a inserção brasileira na Segunda Guerra Mundial foi:

Ainda que vivesse sob a ditadura de Getúlio Vargas do Estado Novo (1937-1945) e tenha guardado proximidades com a Alemanha nazista por alguns anos em nome da industrialização, o Brasil romperia relações com o Eixo (Alemanha, Itália e Japão) em 1942. Naquele momento, os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) em resposta ao ataque japonês em Pearl Harbor e fazia grande pressão para a coesão hemisférica em favor dos Aliados. Sob pressão e intensa propaganda americana, o governo Vargas romperia relações com o Eixo, o que nos levava a interromper também as relações comerciais com a Alemanha nazista. Uma das preocupações americanas era impedir que o esforço de guerra alemão continuasse sendo alimentado com matérias primas estratégicas, sendo que várias delas eram exportadas pelo Brasil. Como reação, submarinos alemães torpedearam navios mercantes brasileiros para evitar que essas matérias primas chegassem aos Aliados. Como consequência, em agosto de 1942, Vargas declarou estado de beligerância contra as potências do Eixo e passou a tratar da organização da Força Expedicionária Brasileira (FEB). A FEB chegaria ao teatro de operações em 1944, sendo integrada ao esforço americano na Campanha da Itália.

 

  • a)  Juscelino Kubitschek.

Governou o Brasil de 1956 a 1961. Alternativa errada.

 

  • b)  Getúlio Vargas.

ALTERNATIVA CORRETA.

 

  • c)  João Goulart.

Governou o Brasil de 1961 a 1964. Alternativa errada.

 

  • d)  Eurico Gaspar Dutra.

Governou o Brasil de 1946 a 1951. Alternativa errada.

 

  • e)  Jânio Quadros.

Governou o Brasil de janeiro a agosto de 1961. Alternativa errada.

 

 

Sem mais, está correta a ALTERNATIVA B.

68)

  • A) crise militar
  • B) caráter ditatorial
  • C) pressão eleitoral
  • D) soberania diplomática

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A alternativa correta é letra B) caráter ditatorial

Gabarito: Letra B

(caráter ditatorial)

Após a invasão da Polônia por tropas nazistas em 1939 e a declaração de guerra aos alemães pelos aliados, o Brasil decidiu se posicionar em neutralidade em relação ao conflito. Muitos autores do campo das Relações Internacionais chamam a política externa brasileira desse período de “política de barganha” ou política do equilíbrio, onde o Brasil procurou negociar com seus parceiros comerciai mais fortes, EUA e Alemanha, insumos, capitais e ajuda técnica, independente da ideologia em questão e da simpatia dos principais nomes do governo aos países do Eixo.

Essa política de "corda bamba" entre EUA e Alemanha foi rompida com o ataque dos japoneses à base naval de Pearl Harbor no Pacífico, o que motivou a entrada dos EUA no conflito declarando guerra ao Eixo. De quebra, os EUA mudaram a sua política externa para com o Brasil na tentativa de conseguir um aliado na parte sul da América, procurando afastar o Brasil das relações com os alemães. Foi o contexto das instalações de bases militares no Nordeste e a consolidação de ajuda técnica e financeira para a criação de uma usina siderúrgica no país.

Para ratificar o apoio aos EUA, o Brasil, vivendo uma ditadura, declarou guerra ao Eixo muito em função da opinião pública ter clamado a presença do país no teatro das operações como forma de combater pela honra e memória dos brasileiros que tinham morrido em ataques de submarinos alemães no Atlântico.

Portanto, a declaração de guerra ao Eixo e a participação do Brasil nas ações de combate em 1944 com a Força Expedicionária Brasileira (FEB) ligam-se ao contexto das relações internacionais entre a Ditadura do Estado Novo e dos principais países bélicos desse conflito: EUA e Alemanha.

Por que as demais estão incorretas?

Letra A: crise militar

A crise do governo de Vargas não foi apenas na esfera militar. Era uma crise de ideologia, fruto da contradição de combater na Europa governos autoritários e seguir um regime de exceção na América. Portanto, a crise é posterior à Segunda Guerra. Os militares que subiram com Vargas em 1930 foram os articuladores de sua destituição em 1945. Eles canalizaram os sentimentos de boa parte da população brasileira e organizaram um golpe para afastar Getúlio do poder e iniciar a abertura democrática.

Letra C: pressão eleitoral

A pressão para abrir o regime e reinstalar a democracia e a possibilidade de votar surgiram após o fim da Segunda Guerra e não no contexto da charge.

Letra D: soberania diplomática

Soberania é um conceito que aponta para a inexistência de alguém acima de um poder. A charge aponta para uma conjuntura de negociações realizadas pelo governo Vargas no momento da guerra. O Brasil não se manteve neutro e independente do conflito. Ao optar por se aliar aos EUA podemos pensar que o país não exerceu a sua soberania no campo da guerra, uma vez que parte do seu território foi cedido aos militares dos EUA para a instalação de bases aeronáuticas e que até a sua entrada na guerra foi condicionada à aprovação dos EUA e da Inglaterra, que inclusive auxiliaram no transporte das tropas brasileiras, no treinamento e no empréstimo das armas.

Referências:

SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

VIDIGAL, Carlos Eduardo et al. História das relações internacionais do Brasil. São Paulo: Saraiva, 2014.

69) Iniciada em fins do século XVIII, a Revolução Industrial alterou radicalmente não apenas a economia mundial: ela também promoveu a urbanização da sociedade e alterou padrões de alimentação, moradia e comportamento. Ao consolidar o capitalismo como sistema econômico dominante, a Revolução Industrial impulsionou a corrida imperialista, causadora de conflitos, sobretudo da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Na Segunda Guerra (1939-1945), a luta contra o totalitarismo nazifascista colocou lado a lado a ditadura comunista soviética e as democracias ocidentais — como a do Reino Unido e a dos Estados Unidos da América.

  • A) Certo
  • B) Errado
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A alternativa correta é letra A) Certo

Vamos analisar o texto:

"Iniciada em fins do século XVIII, a Revolução Industrial alterou radicalmente não apenas a economia mundial: ela também promoveu a urbanização da sociedade e alterou padrões de alimentação, moradia e comportamento. Ao consolidar o capitalismo como sistema econômico dominante, a Revolução Industrial impulsionou a corrida imperialista, causadora de conflitos, sobretudo da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Na Segunda Guerra (1939-1945), a luta contra o totalitarismo nazifascista colocou lado a lado a ditadura comunista soviética e as democracias ocidentais — como a do Reino Unido e a dos Estados Unidos da América."

O texto faz uma breve contextualização dos eventos que marcaram a história mundial desde a Revolução Industrial, passando pela Primeira Guerra Mundial, e culminando na Segunda Guerra Mundial. A afirmação em questão é:

"Na Era Vargas, o Brasil participou diretamente da Segunda Guerra Mundial ao lado das forças que combatiam o nazifascismo."

Durante a Era Vargas, que ocorreu de 1930 a 1945, o Brasil realmente participou da Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados, que lutavam contra o nazifascismo. A participação brasileira foi oficializada em 1942, após ataques de submarinos alemães a navios mercantes brasileiros. O Brasil enviou a Força Expedicionária Brasileira (FEB), composta por cerca de 25 mil homens e mulheres, para lutar na Itália contra as forças do Eixo. Portanto, a afirmação está CORRETA.

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70) Para lutar contra os nazi-fascistas, o Brasil treinou e enviou à Itália a Força Expedicionária Brasileira (FEB). Formada por 25.334 homens e comandada pelo general Mascarenhas de Morais. A FEB participou da Campanha da Itália, como parte do Quinto Exército estadunidense. Assinale a alternativa que indica corretamente dois motivos para o apoio do governo do Brasil aos Aliados na Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945):

  • A) o bombardeamento de navios brasileiros por submarinos alemães e a concessão de financiamento de capitais norte-americanos na construção da Siderúrgica Nacional em Volta Redonda/RJ.

  • B) pressões da diplomacia norte-americana para evitar o alinhamento do governo do Estado Novo à Alemanha e desagravo entre o governo de Getúlio Vargas e os sindicatos de trabalhadores que apoiavam abertamente as ideologias do Eixo.

  • C) alinhamento do governo de Getúlio Vargas à liderança principal do PCB, Luís Carlos Prestes, que escrevia publicamente sobre a urgência do apoio do Brasil à URSS a qual estava inserida no grupo dos Aliados.

  • D) o bombardeamento de navios brasileiros por submarinos japoneses e a crescente pressão popular em favor do apoio brasileiro a causa dos Aliados.

  • E) Inadimplência do governo italiano em pagar suas dívidas ao Brasil, fator que atrasou a industrialização planejada por Getúlio Vargas e o impeliu a pedir ajuda financeira aos EUA.

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Resposta

A alternativa correta é A) o bombardeamento de navios brasileiros por submarinos alemães e a concessão de financiamento de capitais norte-americanos na construção da Siderúrgica Nacional em Volta Redonda/RJ.

Explicação

O governo do Brasil decidiu apoiar os Aliados na Segunda Guerra Mundial por dois motivos principais. O primeiro foi o bombardeamento de navios brasileiros por submarinos alemães, o que levou o Brasil a declarar guerra à Alemanha em 1942. O segundo motivo foi a concessão de financiamento de capitais norte-americanos para a construção da Siderúrgica Nacional em Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro. Essa concessão foi fundamental para o desenvolvimento da indústria brasileira e para a modernização do país.

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