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Leia o trecho a seguir.


“Pois bem, já que falamos de romances de aventura, podemos aproveitar a oportunidade para estudá-los e melhor compreender a personalidade dos homens que viveram a aventura imperialista. Entre os registros históricos de que dispomos desse período, nenhum é mais rico em sugestões do que os romances de aventura que povoaram a imaginação de milhares de pessoas em todo o mundo. Neles encontramos todos os elementos da política imperialista, desde aqueles mais triunfalistas e propagandísticos até os mais críticos, cépticos ou pessimistas. Independentemente da posição assumida ante a política imperialista, a verdade é que as décadas finais do século XIX foram extremamente férteis para a criação literária.”


(DECCA, E. O colonialismo como a

glória do império. In: REIS FILHO, D. ; FERREIRA, J. ; ZENHA, C. (orgs.). O Século XX. Vol. 1. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. p. 165-166.)


Das obras abaixo, qual NÃO estabelece relações com o imperialismo?

Resposta:

A alternativa correta é letra D) Um conto de duas cidades.

Vamos analisar cada uma das alternativas, para identificar qual obra não estabelece relações com o imperialismo.

 

A) Mowgli, o menino lobo.

INCORRETO. "Mowgli, o menino lobo" é uma obra que, de fato, estabelece relações com o imperialismo. Escrito por Rudyard Kipling, um autor britânico nascido na Índia colonial, o livro é ambientado na Índia e apresenta uma série de elementos que remetem ao imperialismo britânico, como a presença de personagens britânicos, a descrição de costumes e tradições indianas e a representação da fauna e flora do país. A obra também pode ser interpretada como uma alegoria do "fardo do homem branco", uma ideologia imperialista que defendia que os europeus tinham a responsabilidade de civilizar os povos colonizados.

 

B) O Homem que queria ser rei.

INCORRETO. "O Homem que Queria ser Rei" é uma novela escrita por Rudyard Kipling que também estabelece relações com o imperialismo. A história é sobre dois aventureiros britânicos na Índia britânica que se tornam reis de Kafiristão, um lugar remoto no Afeganistão. A narrativa é uma crítica ao imperialismo britânico e à busca por poder e riqueza.

 

C) O coração das trevas.

INCORRETO. "O Coração das Trevas" é um romance de Joseph Conrad que definitivamente estabelece relações com o imperialismo. A obra é uma crítica contundente ao imperialismo europeu na África, retratando a brutalidade e a desumanização resultantes da exploração colonial. A história segue um capitão de navio que viaja rio acima no Congo em busca de um comerciante de marfim que se tornou tirano. A obra é notável por sua representação sombria do colonialismo e é frequentemente citada como uma crítica ao imperialismo.

 

D) Um conto de duas cidades.

CORRETO. "Um Conto de Duas Cidades" é um romance de Charles Dickens que, ao contrário das outras opções, não estabelece relações com o imperialismo. A história é ambientada em Londres e Paris antes e durante a Revolução Francesa. Embora a obra trate de questões de injustiça social e desigualdade, ela não aborda o imperialismo ou a colonização como temas principais.

 

Portanto, a alternativa correta é a LETRA D.

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