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Os países industrializados capitalistas, no século XIX, dominaram territórios e populações na África e na Ásia, com o objetivo de ampliar os mercados consumidores e explorar matérias-primas. Este processo ficou conhecido como Imperialismo. Neste mesmo período, foi possível verificar o desenvolvimento de várias áreas da Ciência, uma vez que

Resposta:

A alternativa correta é letra A) o trabalho de muitos estudiosos contribuiu para a construção de conhecimentos que ajudaram na dominação imperialista.

Gabarito: Letra A

 

(o trabalho de muitos estudiosos contribuiu para a construção de conhecimentos que ajudaram na dominação imperialista.)

 

Durante o século XIX, alguns cientistas europeus desenvolveram estudos sobre doenças e profilaxias que ajudaram no processo de dominação dos continentes africano e asiático. Um bom exemplo, foi o desenvolvimento da quinina, remédio que permitiu aos europeus avançarem sobre o continente africano sem sofrerem com as doenças tropicais, como a malária, vista sempre como uma barreira biológica na conquista europeia.

 

Além disso, foram desenvolvidos estudos e teorias baseados no conceito de raça, que foram incorporadas à política de diversos países. Essas teorias contribuíram na dominação imperialista, como, por exemplo, ideias que dividiriam os seres humanos em "raças" que estariam em diversos estágios evolutivos, classificando-as em brancas, amarelas e negras. Essas classificações iam dos "mais evoluídos" (brancas) para os "menos evoluídos" (amarelas e negras). Os menos evoluídos, portanto, poderiam ser "tutelados" e "civilizados" pelos mais evoluídos.

   

Por que as demais estão incorretas?

 

Letra B: os cientistas se engajaram politicamente para denunciar as ações imperialistas arbitrárias nos territórios conquistados.

 

Não houve um engajamento político dos cientistas para denunciar ações imperialistas arbitrárias nos territórios conquistados. Muitos cientistas ajudaram na dominação ao descobrir formas de driblar barreiras à dominação europeia (como a biológica já citada) ou reforçar o preconceito e a dominação dos povos africanos e asiáticos.

  

Letra C: a exploração econômica nas áreas subjugadas financiou projetos de pesquisa realizados exclusivamente na Europa.

 

A exploração econômica nas áreas dominadas ajudou na realização de projetos de pesquisa realizados não só na Europa, mas também nas áreas dominadas, como aconteceu no próprio continente africano.

  

Letra D a dominação imperialista impediu o trabalho científico feito por estudiosos nativos para favorecer a Ciência no Ocidente.

 

O trabalho científico, como o entendiam os europeus, era uma particularidade da cultura europeia. A dominação imperialista desconsiderou os saberes das áreas dominadas, mas esses saberes não eram entendidos como ciência, tal qual o entendimento europeu sobre o que era ou não científico.

  

Letra E: os estudiosos aproveitaram o momento para a execução de projetos que evidenciassem as contradições do imperialismo.

 

Não houve a execução de projetos que evidenciassem contradições do imperialismo. Até as primeiras décadas do século XX, muitos europeus apoiavam e sentiam orgulho de seu países possuírem impérios coloniais. Somente depois da Segunda Guerra Mundial o Imperialismo tornou-se um constrangimento.

   

Referências:

 

COTRIM, Gilberto e RODRIGUES, Jaime. Historiar, 8° ano: ensino fundamental: anos finais. São Paulo: Saraiva, 2018.

 

HERNANDEZ, Leila Maria Gonçalves Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005.

 

NETO, Edgar Ferreira. "História e etnia". In: VAINFAS, Ronaldo e CARDOSO, Ciro Flamarion (Orgs.). Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro· Campus, 1997.

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