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Questões Sobre Imperialismo do Século XIX - História - concurso

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101) A partir de meados do século XIX, muitas nações europeias que se encontravam em processo avançado de industrialização partiram pelo mundo em busca de matéria-prima, novos mercados consumidores de seus produtos e novas regiões para investimento de capitais. Acerca desse contexto histórico, julgue (C ou E) o item que se segue.

  • A) Certo
  • B) Errado
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A alternativa correta é letra B) Errado

Gabarito: ERRADO

  

A partir de meados do século XIX, muitas nações europeias que se encontravam em processo avançado de industrialização partiram pelo mundo em busca de matéria-prima, novos mercados consumidores de seus produtos e novas regiões para investimento de capitais. Acerca desse contexto histórico, julgue (C ou E) o item que se segue.

 
  • A Índia foi o país mais afetado pelo imperialismo britânico, que procurou impor seu domínio militar e cultural de forma muito forte, tendo causado levantes como o dos Sipaios, que, posteriormente, inspiraram Mahatma Gandhi em sua luta pela independência.

Desde sua unificação sob a coroa imperial da rainha Vitória, a Índia sempre foi considerada como a principal possessão colonial britânica, sendo comumente referida como a maior joia da Coroa. A estruturação da administração colonial passou tanto pela ostensiva força militar estacionada colônia quanto por uma série de medidas para o domínio cultural, que ia desde a imposição da língua inglesa até políticas de segregação social. Todo o espírito da administração colonial se baseava na imposição por vários modos do modelo de vida britânico à Índia, além das formas de controle econômico.

 

Ocorrida entre 1857 e 1858, a Guerra dos Sipaios (tratada pela historiografia indiana como Primeira Guerra de Independência) foi um levante indiano contra a administração britânica da Companhia das Índias Orientais. O patente crescimento do domínio britânico sobre o território indiano ao mesmo tempo em que as elites hindus iam sendo cooptadas e substituídas fez crescer um grande sentimento de contestação entre alguns indianos. Paralelamente, a administração britânica se arvorava numa série de preconceitos e de arrogância contra a população local, impondo seus valores e promovendo a ocidentalização da região. Os sipaios viam aquilo com grandes temores quanto à sua independência e se levantaram em armas contra a Companhia das Índias Orientais; mas foram derrotados e viram as últimas estruturas coloniais serem solapadas em prol da unificação indiana sob a Coroa britânica.

 

No entanto, a Guerra dos Sipaios foi a antítese da luta de libertação levada a cabo por Mahatma Gandhi noventa anos mais tarde. A campanha de Gandhi foi contrária ao uso da violência exatamente por reconhecer a superioridade de forças do Império Britânico. Para ele, a luta de libertação se daria pela desobediência civil e pela não-violência; isto é, a administração colonial deveria ser minada por atos de desobediência, e não derrubada pelo enfrentamento armado. Portanto, não se pode traçar um paralelo entre os dois episódios. Item ERRADO.

102) A economia comercial de Gana atingiu seu auge no século XVIII, dois produtos foram fundamentais para a expansão econômica do Reino de Gana. Esses produtos são:

  • A) Trigo e tecidos.

  • B) Cavalos e trigo.

  • C) Feijão e escravos.

  • D) Ouro e escravos.

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Here is the response in Portuguese:

A economia comercial do Reino de Gana alcançou seu auge no século XVIII, e dois produtos foram fundamentais para a expansão econômica do reino. Esses produtos são:

  • D) Ouro e escravos.

A alternativa correta é a letra D) Ouro e escravos. Isso ocorre porque, durante o século XIX, o imperialismo europeu se expandiu para a África, e o Reino de Gana foi um dos principais alvos. Nesse contexto, o ouro e os escravos foram os principais produtos comerciados, tornando-se fundamentais para a economia do reino.

É importante notar que o trigo e os tecidos (alternativa A) não eram produtos típicos do comércio do Reino de Gana. Além disso, cavalos e trigo (alternativa B) também não eram produtos comuns no comércio do reino. Já a feijão e escravos (alternativa C) também não eram os principais produtos comerciados.

Portanto, a alternativa correta é a letra D) Ouro e escravos, pois esses produtos foram fundamentais para a expansão econômica do Reino de Gana no século XVIII.

103) Na segunda metade do século XIX, a Europa vivia transformações de ordem econômica e cultural que se fizeram sentir em outras partes do planeta. Nesse contexto, as principais potências europeias adotaram a política imperialista, também chamada de neocolonialismo, para suprirem suas necessidades comerciais e expandirem suas zonas de influência sobre o restante do mundo.

  • A) o movimento de independência da América Espanhola.

  • B)  a era Meiji.

  • C)  as revoluções socialistas na América Central.

  • D)  a expansão da ideologia socialista na Europa Oriental.

  • E)  a Primeira Guerra Mundial.

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Resposta: A alternativa correta é a letra E) A Primeira Guerra Mundial.

Essa resposta é coerente porque a Primeira Guerra Mundial foi um dos principais eventos que marcaram o século XIX e foi consequência direta do imperialismo e neocolonialismo. O contexto histórico da época era de grandes transformações econômicas, culturais e políticas na Europa, o que levou as principais potências a buscarem expandir suas áreas de influência e recursos em outros continentes.

Essa expansão colonial e a corrida por recursos naturais e mercados consumidores levaram a uma série de conflitos e rivalidades entre as potências europeias, que culminaram na Primeira Guerra Mundial. A guerra foi um marco importante na história do século XIX e XX, e sua consequência mais direta foi o redesenho do mapa político do mundo, com a formação de novos países e a reorganização das relações internacionais.

As outras alternativas não são coerentes com o contexto histórico do imperialismo e neocolonialismo no século XIX. O movimento de independência da América Espanhola (A) foi um processo que ocorreu no início do século XIX, e não foi uma consequência direta do imperialismo e neocolonialismo.

A era Meiji (B) foi um período de modernização e reformas no Japão, que ocorreu no final do século XIX, mas não tem relação direta com as consequências do imperialismo e neocolonialismo.

As revoluções socialistas na América Central (C) e a expansão da ideologia socialista na Europa Oriental (D) também não são consequências diretas do imperialismo e neocolonialismo.

Portanto, a alternativa correta é a letra E) A Primeira Guerra Mundial, que foi uma das consequências mais importantes e marcantes do imperialismo e neocolonialismo no século XIX.

104) Assinale, entre os países abaixo aquele que deixou de ser colônia por último:

  • A) Uruguai.
  • B) Indonésia.
  • C) Equador.
  • D) Colômbia.
  • E) República Dominicana.

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Here is the completed text in Portuguese:

A alternativa correta é a letra B) Indonésia.

A Indonésia foi o último país a deixar de ser colônia. Isso ocorreu em 1949, quando o país conquistou a independência da Holanda. A Indonésia foi uma colônia holandesa desde o século XIX, e a luta pela independência começou a ganhar força após a Segunda Guerra Mundial.

É importante notar que a Indonésia foi uma das últimas colônias a conquistar a independência no século XX. Isso se deve ao fato de que a Holanda manteve um controle rígido sobre a colônia, e a luta pela independência foi longa e difícil.

Além disso, a Indonésia é um exemplo de como o imperialismo pode ter consequências negativas para os países colonizados. A exploração econômica e a repressão cultural foram características marcantes da colonização holandesa na Indonésia.

Em resumo, a Indonésia é a resposta correta porque foi o último país a deixar de ser colônia no século XIX, e sua luta pela independência foi longa e difícil.

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105) A ocupação do continente africano, particularmente a parte subsaariana, teve um longo percurso, a partir de meados do século XI até atingir o seu ápice na segunda metade do século XIX, quando ocorreu uma verdadeira partilha da África por países como França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Bélgica, Espanha, Portugal e Holanda. Esse processo histórico tem sido interpretado como

  • A) mercantilismo e metalismo.

  • B) colonialismo e imperialismo.

  • C) extrativismo e processo civilizatório.

  • D) neocolonialismo e capitalismo.

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A resposta correta é a letra B) colonialismo e imperialismo.

O colonialismo e o imperialismo são conceitos históricos que se relacionam com a ocupação e a exploração de territórios e recursos naturais por parte de potências estrangeiras. No contexto do século XIX, a ocupação do continente africano, particularmente a parte subsaariana, foi um processo complexo e multifacetado que envolveu a participação de várias potências europeias, como França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Bélgica, Espanha, Portugal e Holanda.

Essas potências europeias competiram entre si para estabelecer seu domínio sobre os territórios e recursos africanos, o que levou à partilha da África em áreas de influência e colônias. Esse processo foi marcado por uma série de tratados, acordos e conferências internacionais, como a Conferência de Berlim em 1884-1885, que estabeleceram as regras para a partilha da África.

O colonialismo e o imperialismo foram justificados por ideologias como o "fardo do homem branco" e a missão civilizadora, que pretendiam que as potências europeias tinham o dever de "civilizar" os povos africanos e asiáticos, considerados "primitivos" e "incapazes" de se governar sozinhos.

No entanto, essas ideologias escondiam objetivos mais pragmáticos, como a exploração dos recursos naturais, a expansão dos mercados e a consolidação do poder econômico e político das potências europeias.

Portanto, a resposta correta é a letra B) colonialismo e imperialismo, pois esses conceitos históricos melhor explicam o processo de ocupação e partilha da África no século XIX.

106) As complexas relações estabelecidas pouco a pouco entre Portugal e o reino do Congo, iniciadas no final do século XV e que culminaram com a influência portuguesa nas instituições sociais congolesas a partir do século XVI, especialmente na constituição da monarquia do Congo em moldes lusitanos, sem dúvida, tiveram relação

  • A) com os interesses portugueses no tráfico atlântico.

  • B) com a festa de coroação de Reis do Congo difundida ao longo do século XIX.

  • C) com a expansão das missões portuguesas jesuítas no continente africano.

  • D) com o aniquilamento das tradições bakongos vigentes no século XIV.

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A resposta correta é a letra A) com os interesses portugueses no tráfego atlântico.

A opção A apresenta relação direta com o imperialismo do século XIX, português no tráfego atlântico. Isso porque, desde o final do século XV, Portugal estabeleceu relações complexas com o reino do Congo, que culminaram com a influência portuguesa nas instituições sociais congolesas, especialmente na constituição da monarquia do Congo em moldes lusitanos.

Essa influência portuguesa foi possível graças ao tráfego atlântico, que permitiu o contato entre Portugal e o reino do Congo. Além disso, o tráfego atlântico também possibilitou o estabelecimento de rotas comerciais que beneficiaram os interesses portugueses.

Já as demais opções não apresentam relação direta com o imperialismo do século XIX. A opção B) refere-se à festa de coroação dos reis do Congo, difundida ao longo do século XIX, mas não apresenta relação com os interesses portugueses no tráfego atlântico. A opção C) refere-se à expansão das missões portuguesas jesuítas no continente africano, mas também não apresenta relação direta com o tráfego atlântico. A opção D) refere-se ao aniquilamento das tradições bakongos vigentes no século XIV, o que não tem relação com o imperialismo do século XIX.

Portanto, a opção A) é a mais adequada, pois apresenta relação direta com o imperialismo do século XIX e os interesses portugueses no tráfego atlântico.

107) Observe os mapas atuais do continente africano e, levando em consideração os seus conhecimentos sobre as disputas imperialistas que marcaram a história e a geopolítica do continente, assinale a alternativa CORRETA:

  • A) O atual mapa político levou em consideração as diversidades étnicas e culturais, evitando os conflitos internos entre os diversos países do continente.

  • B) Essa atual e artificial divisão política da África foi decidida na Conferência de Bandung.

  • C) O processo de descolonização dos países africanos, no contexto da Guerra Fria, ocorreu de forma homogênea, consensual e pacífica perante as respectivas metrópoles europeias.

  • D) Um dos grandes problemas gerados pelo imperialismo europeu foi decorrente da tentativa de colocar, dentro das mesmas fronteiras, grupos étnicos diferentes e, às vezes, rivais, com um longo passado de lutas.

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A resposta certa é D) Um dos grandes problemas gerados pelo imperialismo europeu foi decorrente da tentativa de colocar, dentro das mesmas fronteiras, grupos étnicos diferentes e, às vezes, rivais, com um longo passado de lutas.

A explicação para essa resposta está no fato de que o imperialismo europeu, no século XIX, dividiu o continente africano em colônias, criando fronteiras artificiais que não levaram em consideração as diversidades étnicas e culturais dos povos africanos. Essas fronteiras, em muitos casos, separaram grupos étnicos que compartilhavam laços culturais e históricos, ou reuniram grupos que tinham uma longa história de conflitos.

Isso gerou problemas graves no pós-colonialismo, pois esses grupos étnicos diferentes foram forçados a viver juntos em um mesmo país, criando tensões e conflitos étnicos que persistem até hoje. Além disso, as fronteiras artificiais criaram desafios para a formação de identidades nacionais fortes e para a integração regional.

Portanto, a resposta D é a mais adequada, pois destaca o problema gerado pelo imperialismo europeu de dividir o continente africano sem levar em consideração as diversidades étnicas e culturais dos povos africanos.

108) Sobretudo a partir da Idade Moderna, chegando à contemporaneidade, a história da Europa e da América é indissociável da história da África. Relativamente ao tema, assinale a alternativa correta.

  • A) Apesar das pressões de movimentos sociais, ainda não há legislação determinando o estudo de história da África nas escolas brasileiras.

  • B) Um equívoco em que muitos incorrem, no Brasil, é imaginar ser a África um continente homogêneo, sem maiores distinções entre seus povos.

  • C) Fundamental na colonização do Brasil, a escravidão africana inexistiu nas demais áreas da América colonizadas pelos europeus.

  • D) Por causa das condições de absoluta sujeição impostas aos escravos africanos, é bastante reduzida sua contribuição para a formação cultural do Brasil.

  • E) Diferentemente do ocorrido no Novo Mundo, a Europa desconhecia a escravidão e não mantinha intercâmbio de negócios com a África.

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Resposta: B) Um equivoco em que muitos incorrem, Brasil é imaginar ser a África um continente homogêneo, sem maiores distinções entre seus povos.

Essa alternativa é correta porque, muitas vezes, as pessoas brasileiras tendem a considerar a África como um continente homogêneo, sem considerar as suas diversidades culturais, étnicas e linguísticas. Isso ocorre porque, historicamente, a África foi colonizada por europeus, o que levou à imposição de suas culturas e línguas sobre os povos africanos. Além disso, a escravidão africana também contribuiu para a invisibilidade das culturas africanas no Brasil.

No entanto, é fundamental destacar que a África é um continente diverso, com mais de 50 países, mais de 2.000 línguas e uma variedade de culturas e etnias. Portanto, é importante reconhecer e valorizar essa diversidade, e não reduzir a África a uma única identidade cultural ou étnica.

Além disso, é importante lembrar que o Brasil tem uma dívida histórica com a África, pois a escravidão africana foi um dos principais fatores que contribuíram para a formação do país. Portanto, é fundamental que os brasileiros reconheçam e valorizem a contribuição dos africanos para a formação do Brasil.

Em resumo, a alternativa B) é a correta porque ela destaca o equivoco comum de considerar a África como um continente homogêneo, sem considerar as suas diversidades culturais, étnicas e linguísticas.

109) As potências europeias utilizaram o sistema de colonização na América durante séculos. Quase todas essas colônias foram perdidas entre os séculos XVIII e XIX. A partilha da África, a partir do final do século XIX, passou a cumprir uma nova etapa no processo de submissão do globo terrestre aos europeus, agora já numa fase capitalista e imperialista. Assinale a opção que é representativa do momento histórico em pauta, conhecido como a partilha do continente africano.

  • A) Uma das motivações mais importantes do processo de partilha da África foi a luta das potências europeias para por fim ao Estado Livre do Congo, transformando-o em uma colônia pertencente a uma nação, a Bélgica, deixando de ser uma possessão de um só indivíduo, o seu rei.

  • B) A enorme resistência do rei Leopoldo TI da Bélgica ao processo de partilha da África era o de perder o Estado Livre do Congo para alguma outra potência.

  • C) A reação africana foi contundente e unânime contra o processo de partilha, inexistindo aceitação e assinaturas de tratados entre as potências europeias e chefes locais.

  • D) O domínio direto das potências da Europa sobre o continente africano era uma realidade séculos antes do processo de partilha, constituindo-se este apenas em uma formalidade que iria conferir legitimidade a essas conquistas nos fóruns de representação das nações europeias.

  • E) O domínio de Leopoldo II da Bélgica foi um dos importantes episódios propulsores de uma disputa mais intensa pela África e do consequente processo de partilha do continente pelas potências europeias.

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A alternativa correta é letra E) O domínio de Leopoldo II da Bélgica foi um dos importantes episódios propulsores de uma disputa mais intensa pela África e do consequente processo de partilha do continente pelas potências europeias.

Gabarito: Letra E

 

(O domínio de Leopoldo II da Bélgica foi um dos importantes episódios propulsores de uma disputa mais intensa pela África e do consequente processo de partilha do continente pelas potências europeias.)

 

A partilha da África, a partir do final do século XIX, passou a cumprir uma nova etapa no processo de submissão do globo terrestre aos europeus, agora já numa fase capitalista e imperialista. Durante esse período, uma série de viagens exploratórias e de missionários religiosos adentraram o continente visando reconhecer o território e suas riquezas para serem apropriadas pelos países europeus.

 

O ponto alto da partilha do continente africano ocorreu com a Conferência de Berlim (1884-1885). Embora ela não tenha dividido a África entre as potências europeias, a reunião marcou o início de uma corrida para o continente que resultou no estabelecimento de acordos e tratados de limites e fronteiras entre os europeus, pois um dos princípios defendidos na Conferência foi o princípio da ocupação efetiva do território que assegurava a quem se instalasse e colonizasse uma determinada área do continente teria o direito garantido de posse.

 

Leila Hernandez aponta que um dos motivos para a convocação da Conferência de Berlim e a organização de conquistas futuras no continente africano se deu pelo interesse do rei belga, Leopoldo II, em fundar um império ultramarino com o discurso de levar a civilização cristã ao continente africano.

 

Décadas antes da reunião, Leopoldo II havia patrocinado uma série de expedições pela África Central, fundado associações filantrópicas e geográficas, com o intuito de futuramente ter seu direito de conquista reconhecido pelas outros países europeus sobre a área do Congo, o que resultou mais tarde na aprovação da criação do Estado Livre do Congo que, na verdade, era uma área privada do rei belga.

  

Por que as demais estão incorretas?

 

Letra A: Uma das motivações mais importantes do processo de partilha da África foi a luta das potências europeias para por fim ao Estado Livre do Congo, transformando-o em uma colônia pertencente a uma nação, a Bélgica, deixando de ser uma possessão de um só indivíduo, o seu rei.

 

As potências europeias reconheceram o Estado Livre do Congo como uma colônia pertencente à Bélgica, mas na verdade era a uma área pertencente ao rei Leopoldo II.

  

Letra B: A enorme resistência do rei Leopoldo TI da Bélgica ao processo de partilha da África era o de perder o Estado Livre do Congo para alguma outra potência.

 

Leopoldo II não tinha resistência ao processo de partilha da África, sendo um dos principais protagonistas. O rei desejava garantir o seu território no continente e para tanto foi um dos principais defensores de uma reunião para organizar a corrida para o continente africano.

  

Letra C: A reação africana foi contundente e unânime contra o processo de partilha, inexistindo aceitação e assinaturas de tratados entre as potências europeias e chefes locais.

 

Houve reação dos africanos ao avanço europeu sobre o continente, entretanto, muitos governantes africanos realizaram acordos e tratados com as potências europeias, possibilitando a ocupação de territórios na África.

  

Letra D: O domínio direto das potências da Europa sobre o continente africano era uma realidade séculos antes do processo de partilha, constituindo-se este apenas em uma formalidade que iria conferir legitimidade a essas conquistas nos fóruns de representação das nações europeias.

 

Antes da corrida para o continente africano no final do século XIX, os europeus não tinham domínio direto sobre o continente. As potências europeias estavam restritas a alguns entrepostos comerciais ao longo do litoral africano. Essa situação muda no século XIX com a presença cada vez maior de missionários e exploradores do continente e culmina com a realização da Conferência de Berlim, ponta de lança para a penetração mais efetiva da África nas décadas seguintes.

  

Referência:

 

HERNANDEZ, Leila Maria Gonçalves Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005.

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110) O imperialismo ou a cultura imperialista inventou uma África. O ocidente construiu uma nova consciência planetária segundo sua cosmovisão, propagando estereótipos instituídos através do ·’olhar imperial”. A Lei Nº 10.639/03 foi um marco no Brasil, na tentativa de descolonizar o ensino e criar outras visões sobre a África por meio do ensino de história. Analise os enunciados abaixo e assinale entre parênteses a letra “V”, quando se tratar de afirmativa verdadeira, e a letra “F” quando se tratar de afirmativa falsa acerca dos impactos culturais do imperialismo nas percepções sobre o continente africano. Em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

  • A)  V - V - V.

  • B) V - F - V.

  • C) F - V - V.

  • D) F - F - V.

  • E) F - F - F.

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A alternativa correta é letra C) F - V - V.

Gabarito: Letra C

 

Vamos analisar as proposições para chegar ao gabarito.

 

(F) Embora criada de maneira estereotipada, a historiografia europeia, devido à renovação de seus paradigmas não encontrou no uso da oralidade um empecilho para escrever a história do continente africano.

 

A historiografia europeia frequentemente desconsiderou a oralidade e outras formas de conhecimento africanas em sua narrativa sobre a história do continente, o que contribuiu para a elaboração de estereótipos e distorção das culturas africanas. Essa mudança sobre o uso desse tipo de fonte só aconteceu com a virada no paradigma historiográfico nas décadas de 1960 e 1970, quando novos métodos e temas passaram a ser pesquisados na disciplina histórica e muitos desses temas só poderiam ser acessados por relatos orais. Ainda assim, com a constituição de um campo de pesquisa denominado de História Oral, resta muita desconfiança sobre a utilização desse tipo de fonte, pois é considerada insegura já que se baseia na memória e em uma tradição que pode ter sido inventada.

 

(V) O sistema classificatório dos países imperialistas justificou ideologicamente os genocídios como o praticado pelos Bôeres na África do Sul.

 

A dominação colonial baseada na superioridade da raça branca justificou ideologicamente violências contra as populações africanas, consideradas como atrasadas, primitivas, sem conhecimento de história, religião e de leis. Esse discurso de superioridade possibilitou a materialização de massacres e genocídios, como no caso do massacre realizado pelas autoridades alemãs contra o povo Herero na Namíbia, que além de realizarem diversos ataques às terras dessa etnia ainda organizaram campos de concentração e de trabalho, a violência da exploração colonial pelas autoridades belgas no Estado Livre do Congo e os genocídios e chacinas feitos pelos Bôeres, descendentes de holandeses, contra as diversas etnias negras da África do Sul, principalmente os Zulus, os Xhosa e os Suazis. Os Bôeres acreditavam que não poderia haver igualdade entre negros e brancos e que isso era uma ofensa a Deus. Portanto, logo depois de tomarem as terras dessas etnias começaram a gestar o que mais tarde ficaria conhecido como Apartheid.

 

(V) As obras produzidas sobre o continente africano possuem pré-noções, pré-conceitos. Os africanos são identificados por aspectos fisiológicos. O termo "africano", ganha um significado único: negro, diluindo todas as diversidades culturais do continente em um único sentido racial.

 

Conforme aponta Leila Leite Hernandez (A África na sala de aula. São Paulo: Selo Negro, 2005, p.18), o "olhar imperial" construiu uma série de visões de mundo, imagens e estereótipos em obras escritas, pinturas e gravuras sobre a África que contém equívocos, pré-noções e preconceitos em função da falta de conhecimento sobre o continente. Os africanos são identificados com termos que remetem às suas características fisiológicas baseadas na noção racial. Assim, o conceito de "africano" ganha um significado preciso: negro, padronizando e eliminando as diversidades culturais existentes no continente ao enquadrar os povos em uma única categoria de pensamento.

   

Referência:

 

HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005.

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