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Questões Sobre Período Colonial - História - concurso

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31) O cultivo de cana-de-açúcar foi implantada no Brasil colônia, pois

  • A) o açúcar era um produto muito rentável para o comércio europeu, sua técnica de cultivo já era conhecida dos portugueses e propiciava uma solução para a necessidade de ocupação e povoamento do território.

  • B) os jesuítas, nas missões, introduziram com sucesso esse cultivo, que se adaptou bem ao clima quente, úmido e ao solo de massapé do litoral nordestino, tornando-se muito lucrativo para a exportação.

  • C) a coroa portuguesa firmou vantajosos acordos financeiros com mercadores holandeses, que centralizaram, de forma eficiente, o controle da produção e da distribuição comercial.

  • D) o pau-brasil e o ouro encontrados inicialmente foram explorados de forma predatória e se esgotaram, havendo a necessidade da introdução de um cultivo permanente, em larga escala.

  • E) os bandeirantes passaram a aprisionar índios e a negociar a compra de escravos com comerciantes responsáveis pelo tráfico negreiro, fornecendo mão-de- obra excedente que foi aproveitada em plantações de cana.

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A alternativa correta é letra A) o açúcar era um produto muito rentável para o comércio europeu, sua técnica de cultivo já era conhecida dos portugueses e propiciava uma solução para a necessidade de ocupação e povoamento do território.

Gabarito: Letra A

 

(o açúcar era um produto muito rentável para o comércio europeu, sua técnica de cultivo já era conhecida dos portugueses e propiciava uma solução para a necessidade de ocupação e povoamento do território.)

  

O açúcar foi uma importante especiaria lucrativa para o comércio europeu. Essa especiaria era conhecida desde o século VIII, quando os árabes começaram a cultivar cana-de-açúcar em seus domínios na Península Ibérica.

 

Portugal já conhecia o cultivo da planta através do contato com os árabes na península e nos séculos XV e XVI, momento em que inicia o processo de Expansão Marítima, acaba por optar economicamente pelo cultivo desse gênero nas ilhas do Atlântico (Madeira, Cabo Verde, Açores, São Tomé) onde já era utilizada a mão de obra escrava africana, que vinha do interior do continente.

 

Esse gênero foi transplantado para a América Portuguesa onde passou a ser cultivado a partir de 1530. A cana foi usada como importante elemento de ocupação e do povoamento do território, pois, à medida que se avançava por uma área, formava-se um núcleo de povoamento próximo aos grandes latifúndios. Nessas vastas áreas produtoras formou-se o engenho, local onde se realizavam as principais etapas da produção açucareira. Nas décadas seguintes começa o boom do cultivo de cana-de-açúcar, porque o açúcar passou a ser supervalorizado no mercado e nas mesas dos europeus.

 

Para complementar a nossa resposta, trazemos a fala das historiadoras Heloisa Starling e Lilia Moritz Schwarcz:

 

Ainda que não tivessem noção precisa acerca da extensão das terras no Novo Mundo, conheciam relativamente bem a faixa litorânea, e sabiam que era necessário povoá-la, até para impedir as invasões estrangeiras que começavam a pipocar pela costa. Por outro lado, a essas alturas o açúcar, bem como as demais especiarias, alcançava preços altos na Europa e contava com um mercado em expansão.

 

E desse modo, juntando dois mais dois — o útil ao agradável (e lucrativo) —, abria-se mão da política de mero povoamento para inaugurar uma forma de colonização com um novo sentido. Até então, Portugal limitava-se a comercializar os produtos encontrados em suas possessões (como fizera com o pau-brasil, por exemplo). Agora, o projeto tinha envergadura maior e pedia investimento mais vultoso, já que significava transformar a empresa colonial num sistema produtivo de fluxo constante, tendo por base produtos diretamente dirigidos para o mercado europeu.

.

 
 

Por que as demais estão incorretas?

  

Letra B: os jesuítas, nas missões, introduziram com sucesso esse cultivo, que se adaptou bem ao clima quente, úmido e ao solo de massapé do litoral nordestino, tornando-se muito lucrativo para a exportação.

 

A cana-de-açúcar foi implantada no Brasil pelos primeiros donatários das capitanias hereditárias com autorização da Coroa Portuguesa. Martim Afonso de Souza que realizou a missão de explorar a colônia a partir de 1530 trouxe algumas mudas e as plantou em São Vicente. Proprietários que receberam sesmarias continuaram com a expansão do cultivo de cana que era importada das ilhas do Atlântico que já tinham a experiência nessa produção.

  

Letra C: a coroa portuguesa firmou vantajosos acordos financeiros com mercadores holandeses, que centralizaram, de forma eficiente, o controle da produção e da distribuição comercial.

 

A Coroa Portuguesa estabeleceu o monopólio da produção e comercialização do açúcar, entretanto, precisou flexibilizar essa determinação uma vez que dependia de capitais para organizar a produção, adquirir as mudas e construir os engenhos e esses capitais estavam nas mãos dos mercadores holandeses. Enquanto Portugal ficou com o controle da produção do açúcar, os holandeses se concentraram no transporte e da distribuição do açúcar na Europa.

  

Letra D: o pau-brasil e o ouro encontrados inicialmente foram explorados de forma predatória e se esgotaram, havendo a necessidade da introdução de um cultivo permanente, em larga escala.

 

O ouro só foi encontrado mais tardiamente no Brasil, no final do século XVII. Quando esse minério foi descoberto, o cultivo de cana já tinha tido os seus momentos de auge e de declínio muito em função da concorrência encontrada no comércio internacional.

  

Letra E: os bandeirantes passaram a aprisionar índios e a negociar a compra de escravos com comerciantes responsáveis pelo tráfico negreiro, fornecendo mão-de- obra excedente que foi aproveitada em plantações de cana.

 

Os bandeirantes tinham dentre muitos objetivos a busca e apresamento de indígenas para serem comercializados com proprietários de terras em São Paulo e São Vicente. Eles por vezes completaram o fornecimento de mão de obra escrava africana para proprietários do nordeste, principalmente quando atacavam quilombos. Portanto, negociavam a venda de escravos com comerciantes ou proprietários que precisavam da mão de obra escrava africana em seus empreendimentos.

   

Referências:

 

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2000.

 

SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

32) Sobre a mão-de-obra escrava no Brasil Colônia, é correto afirmar que

  • A) a única mão-de-obra utilizada em toda colônia foi a negra.
  • B) um dos motivos da não predominância da mão-de-obra indígena foi o monopólio do tráfico negreiro de Portugal.

  • C) a mão-de-obra escrava negra foi predominante no Ceará.
  • D) a Igreja Católica apoiava a escravidão de forma geral e irrestrita.

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A resposta correta para a questão de história sobre o período colonial é:

A alternativa correta é letra B) um dos motivos da não predominância da mão-de-obra indígena foi o monopólio do tráfico negreiro de Portugal.

Explicação:Durante o período colonial brasileiro, houve o uso de diferentes fontes de mão-de-obra, incluindo indígenas, africanos e, em menor escala, brancos. No entanto, a afirmação "a única mão-de-obra utilizada em toda a colônia foi a negra" é incorreta, pois isso ignora o fato de que outras fontes de trabalho foram exploradas.A segunda afirmação, "um dos motivos da não predominância da mão-de-obra indígena foi o monopólio do tráfico negreiro de Portugal", é a resposta correta. Isso se deve ao fato de que o comércio de escravos africanos foi monopolizado pela Coroa Portuguesa, o que tornou o acesso à mão-de-obra indígena menos necessário. Além disso, a adaptação dos africanos às condições de trabalho nas plantações e minerações foi considerada mais eficiente do que a dos indígenas.As outras opções também estão incorretas:
  • A alternativa A é incorreta, como discutido anteriormente.
  • A alternativa C é incorreta, pois a mão-de-obra escrava negra foi predominante em todas as regiões do Brasil Colônia, não apenas no Ceará.
  • A alternativa D é incorreta, pois a Igreja Católica teve um papel complexo em relação à escravidão, apoiando-a em alguns aspectos e condenando-a em outros.

33) O primeiro Governador Geral do Brasil, durante o período de Colonização, foi

  • A) Martim Afonso de Souza.
  • B) Duarte da Costa.
  • C) Tomé de Sousa.
  • D) Mem de Sá.

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A alternativa correta é letra C) Tomé de Sousa.

Gabarito: Letra C

 

(Tomé de Sousa.)

  

Depois que o modelo das capitanias hereditárias não surtiu o efeito esperado pela Coroa Portuguesa, esta decidiu implantar uma nova forma de administração em seu território na América baseada na centralização administrativa e que ficou conhecida como Governo Geral.

 

Tomé de Souza foi nomeado pela Coroa como primeiro governador do Brasil e se instalou em Salvador em 1549, permanecendo nesse cargo até 1553. Dentre as principais realizações podemos destacar:

 
  • Fundação da cidade de Salvador, sede do governo-geral.
  • Criação do primeiro bispado no Brasil.
  • Organização de expedição exploratória para o atual Sudeste.
  • Elevação da povoação de Santo André da Borba do Campo à condição de vila
  

Por que as demais estão incorretas?

 

Letra A: Martim Afonso de Souza.

 

Não foi governador do Brasil, mas foi encarregado pela Coroa de realizar a primeira expedição de ocupação e fundação de vilas na América Portuguesa. Foi agraciado com uma capitania no Brasil a de São Vicente.

  

Letra B: Duarte da Costa.

 

Duarte da Costa foi o segundo governador geral do Brasil e substituiu Tomé de Souza no cargo.

 

Letra D: Mem de Sá.

 

Mem de Sá foi o terceiro governador geral do Brasil e substituiu Duarte da Costa no cargo.

  

Referências:

 

COTRIM, Gilberto e RODRIGUES, Jaime. Historiar, 7° ano: ensino fundamental: anos finais. São Paulo: Saraiva, 2018.

 

GOUVÊA, Maria de Fátima Silva. “Tomé de Souza”. In: VAINFAS, Ronaldo (Org). Dicionário do Brasil Colonial (1500-1808). Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

34) O principal produto de exportação do Brasil Colônia, na agricultura, foi

  • A) açúcar.
  • B) café.
  • C) borracha.
  • D) chá.

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A alternativa correta é letra A) açúcar.

Gabarito: Letra A

 

(açúcar.)

 

O principal produto de exportação da América Portuguesa, mais tarde Brasil, durante grande parte do período colonial foi o açúcar.

 

O cultivo da cana-de-açúcar na América portuguesa desenvolveu-se em muitas das imensas propriedades originadas das sesmarias, distribuídas pelos capitães e governadores-gerais. Esse sistema de plantio, voltado para um único produto e realizado em grandes propriedades (latifúndios), foi denominado plantation.

 

As capitanias de Pernambuco e Bahia tinham o ambiente mais favorável para o plantio da cana-de-açúcar. Nesses locais havia um solo argiloso, denominado massapê, favorável a esse cultivo.

 

Entre os séculos XVI e XVII, a América portuguesa tornou-se a maior produtora de açúcar do mundo, gerando riquezas para os senhores de engenho e garantindo altos lucros para Portugal e para os comerciantes e investidores holandeses.

  

Por que as demais estão incorretas?

 

Letra B: café.

 

Embora o café tenha sido introduzido no Brasil durante o século XVIII foi somente no século XIX que ele se tornaria o principal produto exportado.

 

Letra C: borracha.

 

A borracha começou a ser exportada no final do século XIX, quando houve o primeiro ciclo da sua exploração a fim de atender os países industrializados.

  

Letra D: chá.

 

O chá não foi um dos principais produtos exportados durante o período colonial.

  

Referência:

 

VICENTINO, Cláudio e VICENTINO, José Bruno. Teláris história, 7º ano: ensino fundamental, anos finais. São Paulo: Ática, 2018.

35) Observe a tabela.

  • A) com o início do tráfico negreiro em meados do século XVI, não houve mais práticas de escravidão contra as populações indígenas.

  • B) a economia paulista, pautada pela pequena propriedade rural, raramente utilizou-se da mão-de-obra compulsória, fosse dos índios ou dos africanos.

  • C) em São Paulo, ao contrário do resto da Colônia, a Igreja Católica concordava e patrocinava a escravização dos índios.

  • D) a efetiva escravização dos índios em São Paulo só ocorreu ao final do século XVIII, com as dificuldades do acesso à mão-de-obra africana.

  • E) apesar das restrições legais, a escravização dos índios continuou recorrente em São Paulo e teve o seu auge em meados do século XVII.

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Resposta:

A alternativa correta é letra E) apesar das restrições legais, a escravização dos índios continuou recorrente em São Paulo e teve o seu auge em meados do século XVII.

Explicação:

A tabela apresentada mostra a posse média de índios por proprietário na região de São Paulo entre 1600 e 1729. É possível observar que a escravização dos índios foi uma prática comum durante todo o período colonial, mesmo após o início do tráfico negreiro.

A alternativa E é a correta porque a tabela demonstra que a escravização dos índios não cessou com o início do tráfico negreiro, como sugere a alternativa A. Além disso, a economia paulista não se baseava apenas na pequena propriedade rural, como afirma a alternativa B. A Igreja Católica também não patrocinava a escravização dos índios, como sugere a alternativa C. Já a alternativa D é incorreta porque a escravização dos índios ocorreu em todo o período colonial, e não apenas ao final do século XVIII.

36) A estrutura econômica implantada por Portugal, no Brasil-Colônia, existente no século XVII, tinha como base

  • A) pequenas propriedades distribuídas a portugueses natos, destinadas à produção de subsistência, para garantir a posse da terra.
  • B) pequenas propriedades com policultura de alimentos necessários na Europa, como trigo e carne, utilizando mão-de-obra indígena escrava.
  • C) grandes propriedades com monocultura de produtos tropicais, de alto valor na Europa, como o açúcar.
  • D) grandes propriedades com monocultura de produtos tropicais, utilizando mão-de-obra indígena no sistema de parceria.
  • E) grandes propriedades com policultura de produtos tropicais voltados para o mercado interno, utilizando mão-de-obra assalariada.

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A resposta correta para esta questão é a alternativa C: grandes propriedades com monocultura de produtos tropicais, de alto valor na Europa, como o açúcar.

Durante o século XVII, a economia colonial portuguesa no Brasil foi baseada no sistema de plantações, onde grandes propriedades foram concedidas aos colonos portugueses para a produção de culturas comerciais de alto valor na Europa, especialmente a cana-de-açúcar. Essas plantações eram trabalhadas por escravos africanos, uma vez que a mão-de-obra indígena foi rapidamente esgotada.

Portanto, as outras alternativas não são corretas porque:

  • A alternativa A está incorreta porque as propriedades não eram pequenas, mas sim grandes.
  • A alternativa B está incorreta porque as culturas não eram policulturas de alimentos necessários na Europa, mas sim monoculturas de produtos tropicais de alto valor.
  • A alternativa D está incorreta porque o sistema de parceria não era amplamente utilizado nas plantações de cana-de-açúcar.
  • A alternativa E está incorreta porque o mercado interno não era o foco da produção nas plantações de cana-de-açúcar.

37) O responsável pela transferência da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763, foi:

  • A) D. João VI.

  • B) D.Pedro I.

  • C) Marquês de Pombal.

  • D) D. Manuel.

  • E) Visconde de Barbacena.

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A alternativa correta é letra C) Marquês de Pombal.

Gabarito: ALTERNATIVA C

 

 

O responsável pela transferência da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763, foi:

  • a)  D. João VI.

D. João VI só se tornaria príncipe regente em 1791, quando sua mãe, Dona Maria I, passou a apresentar sinais de loucura. Seria o responsável pela fuga da família real para o Brasil, onde promoveu grandes reformas urbanas e acabou coroado rei em 1816. Ou seja, não pertence ao período tratado. Alternativa errada.

 

  • b)  D.Pedro I.

Pedro I foi o primeiro imperador brasileiro, além de ter sido príncipe português por ser filho de D. João VI. Reinando entre 1822 e 1831, Pedro I reafirmou a posição do Rio de Janeiro como  capital do país independente e epicentro da sua vida política. Alternativa errada.

 

  • c)  Marquês de Pombal.

O Marquês de Pombal foi a principal figura do despotismo esclarecido português. Durante o reinado de D. José I, o Marquês de Pombal conseguiu se consolidar como a figura política mais importante de Portugal, principalmente após o grande terremoto de Lisboa de 1755. Propondo um amplo programa de reformas públicas e institucionais, Pombal tanto conseguiu introduzir o iluminismo no Estado português quanto concentrar em si praticamente todos os poderes de governo, formando-se uma espécie de primeiro-ministro português. Para a situação da colônia americana, Pombal entendia que a capital em Salvador não atendia a dois princípios básicos: garantir a projeção portuguesa para a Bacia do Prata e estabelecer uma linha de defesa à região aurífera da capitania das Minas Gerais. Encravada entre montanhas, a cidade do Rio de Janeiro tinha uma capacidade de defesa natural e tinha uma posição estratégica entre três pontos essenciais para a costa leste do Brasil: a zona açucareira do Nordeste, a zona mineradora e as capitanias próximas à tensa região do Prata. Com essa transferência, esperava-se dar uma posição mais dinâmica para a sede administrativa e azeitar melhor o controle sobre a colônia. ALTERNATIVA CORRETA.

 

  • d)  D. Manuel.

D. Manuel I era o rei de Portugal à época do descobrimento das terras americanas pela esquadra de Pedro Álvares Cabral. Seu reinado se estendeu de 1495 a 1521. Alternativa errada.

 

  • e)  Visconde de Barbacena.

O título de Visconde de Barbacena pertenceu a sete pessoas diferentes entre os séculos XVII e XIX. Com esta construção, fica impossível saber exatamente a qual deles o avaliador fazia referência. De qualquer forma, nenhum deles exerceu papel decisivo na transferência da capital para o Rio de Janeiro. Alternativa errada.

 

 

Sem mais, está correta a ALTERNATIVA C.

38) Pode-se dizer que, de fato, o século XIX brasileiro teve início somente em 1808, com a chegada de D. João VI, acompanhado da corte e da família real portuguesa, fugindo das tropas de Napoleão, sob escolta da Armada inglesa. Abriram-se os portos “às nações amigas”, dando-se estatuto privilegiado à Inglaterra, sua protetora. No longo processo que levou à Independência, articulou-se o complexo sistema oligárquico-imperial escravista (1822-1889), cristalizando-se em um modelo político e burocrático, já nacionalizado, de grande poder e complexidade administrativa asfixiante. Sob a estabilidade aparente do Império brasileiro (uno e indivisível), assistiu-se a uma longa sucessão de lutas e conflitos. Ao final, sob forte pressão da Inglaterra, deu-se a abolição da escravatura (1888), logo seguida da proclamação da República (1889), acontecimentos decisivos para a implantação de uma ordem capitalista moderna. Concomitantes, a imigração européia e a introdução do trabalho assalariado, em substituição ao trabalho escravo, acabariam por mudar bastante a fisionomia do novo Estado- nação.

  • A) Certo
  • B) Errado
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A alternativa correta é letra A) Certo

A afirmação é correta, considerando o período colonial brasileiro. A extração vegetal, a cana-de-açúcar e a mineração eram atividades econômicas de grande importância nesse período. Além disso, o domínio das grandes propriedades e a utilização extensiva da mão-de-obra escrava eram características marcantes desse contexto histórico.

39) A respeito da sociedade colonial brasileira, durante o auge da atividade açucareira, é CORRETO afirmar que:

  • A) A população se concentrava, principalmente, na região interiorana do Brasil.
  • B) Os mais pobres apresentavam uma significativa mobilidade social.
  • C) O trabalho era predominantemente realizado pela mão-de-obra compulsória do indígena.
  • D) Eram comuns as relações verticalizadas de compadrio entre senhores de engenho e homens livres menos abastados.

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Resposta Correta: D) Eram comuns as relações verticalizadas de compadrio entre senhores de engenho e homens livres menos abastados.

Durante o auge da atividade açucareira no Brasil colonial, a sociedade era marcada por uma estrutura social hierárquica, onde os senhores de engenho detinham grande poder e influência. Nesse contexto, era comum a formação de relações de compadrio entre esses senhores e homens livres menos abastados. O compadrio era uma forma de relação social que estabelecia laços de amizade e proteção entre os envolvidos, onde o senhor de engenho exercia uma espécie de patronagem sobre o homem livre menos abastado, que, em troca, lhe devia respeito e obediência.

Essas relações verticalizadas de compadrio eram comuns na sociedade colonial brasileira, pois permitiam que os senhores de engenho ampliassem sua influência e controle sobre a população, ao mesmo tempo em que os homens livres menos abastados ganhavam proteção e acesso a recursos.

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40) Marquês de Pombal, Ministro de Portugal, implantou inúmeras reformas no reino Português, dentre as quais podemos destacar o Diretório de Índios, que legislará sobre vários aspectos na Amazônia e suas relações com os povos indígenas. Dentre as principais medidas estabelecidas pelo Diretório, podemos assinalar:

  • A) Proibição de recrutamento forçado e a criação de um salário como forma de pagamento ao trabalho indígena.
  • B) Estabelece o nheengatu como língua oficial da Amazônia.
  • C) Proíbe o casamento entre índios e brancos, a fim de garantir a unidade racial da região.
  • D) Liberou os índios do pagamento de dízimo para a Igreja.

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A alternativa correta é letra A) Proibição de recrutamento forçado e a criação de um salário como forma de pagamento ao trabalho indígena.

Gabarito: Letra A

 

Proibição de recrutamento forçado e a criação de um salário como forma de pagamento ao trabalho indígena

 

 

O Diretório dos Índios foi uma legislação portuguesa criada em 1757 como parte da política pombalina de obter retornos financeiros para a Coroa Portuguesa que se encontrava em crise econômica, em função das perdas de territórios na África e Ásia e do declínio da atividade mineradora no Brasil.

  

A legislação imprime a marca do pensamento ilustrado português ao considerar os indígenas como vassalos da Coroa Portuguesa, retirando-os da tutela dos jesuítas, transformando-os em parte da população do reino e importantes elementos de produção de riquezas para Portugal.

 

Dentre as principais medidas estabelecidas pelo Diretório podemos destacar: o reconhecimento dos indígenas como pessoas livres, não podendo ser recrutadas para a realização de trabalhos compulsórios. Esses trabalhos eram realizados temporariamente e sempre feitos em troca de uma remuneração. A questão do salário para os indígenas não foi uma novidade trazida pelo Diretório, já constava em outras legislações acerca das populações indígenas anteriores ao Diretório. O salário confirmou a necessidade de valorizar o trabalho indígena, uma vez que eles considerados livres e parte da Coroa Portuguesa.

 

 

Por que as demais estão incorretas?

 

Letra B: Estabelece o nheengatu como língua oficial da Amazônia.

 

O Diretório proibiu as diversas línguas dos povos indígenas, bem como do nheengatu, língua geral usada por indígenas e luso-brasileiros como línguas de comunicação no Vale Amazônico. A legislação definiu como uma única língua a portuguesa.

 

Letra C: Proíbe o casamento entre índios e brancos, a fim de garantir a unidade racial da região.

 

O Diretório permitiu o casamento entre índios e brancos como forma de garantir o processo de integração ao mundo colonial. A legislação apontou a necessidade dos Diretores dos aldeamentos de incentivarem a realização de casamentos entre colonos e indígenas.

 

 

Letra D: Liberou os índios do pagamento de dízimo para a Igreja.

 

Como parte da realização do seu trabalho, os indígenas deveriam pagar uma taxa para a Igreja, o chamado dízimo, que consistia na décima parte de tudo o que era cultivado pelas populações indígenas.

 

 

Referências:

 

COELHO, Mauro Cezar Coelho. O Diretório dos Índios e as Chefias Indígenas: Uma inflexão. Campos 7(1):117-134, 2006.

 

DIRETÓRIO DOS ÍNDIOS. Disponível em: https://www.nacaomestica.org/diretorio_dos_indios.htm

 

PERRONE-MOISÉS, Beatriz. "Índios livres e índios escravos. Os princípios da legislação indigenista do período colonial (séculos XVI a XVIII). In: CUNHA, Manuela Carneiro da. (Org). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras; Secretaria Municipal de Cultura; FAPESP.

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