Questões Sobre Primeira República - História - concurso
871)
- A) 26 estrelas, representando apenas os 26 estados sem o Distrito Federal.
- B) Estrelas, representando o cruzeiro do sul, as capitais brasileiras e o estado do Amazonas acima da linha “Ordem e Progresso”.
- C) 27 estrelas, representando os 26 estados e o Distrito Federal.
- D) Estrelas, representando os 26 estados e o estado do Acre acima da linha “Ordem e Progresso”.
- E) Nenhuma das alternativas acima
A alternativa correta é letra C) 27 estrelas, representando os 26 estados e o Distrito Federal.
Gabarito: C
27 estrelas estão representadas na bandeira nacional. Dessas 26 representam os estados e 1 o Distrito Federal.
A bandeira republicana já foi redesenhada 4 vezes para incluir ou excluir estrelas. A última "atualização" ocorreu em 1992.
Sobre acréscimo ou extinção de estrelas a regra está prevista nas leis 5.700/71 e 8.421/92:
Art. 3° A Bandeira Nacional, adotada pelo Decreto n° 4, de 19 de novembro de 1889, com as modificações da Lei n° 5.443, de 28 de maio de 1968, fica alterada na forma do Anexo I desta lei, devendo ser atualizada sempre que ocorrer a criação ou a extinção de Estados. (Redação dada pela Lei nº 8.421, de 1992)
(...)
(...)
§ 3° Serão suprimidas da Bandeira Nacional as estrelas correspondentes aos Estados extintos, permanecendo a designada para representar o novo Estado, resultante de fusão, observado, em qualquer caso, o disposto na parte final do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 8.421, de 1992)
Fonte:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5700.htm
872) A filosofia positivista está presente na formação da República brasileira, principalmente quando nos referimos a:
- A) Cores da bandeira dos Estados brasileiros.
- B) Alegorias presentes nas obras sempre masculinas.
- C) Falta de heróis nas histórias contadas e escritas.
- D) Construção dos símbolos da República.
A alternativa correta é letra D) Construção dos símbolos da República.
Vamos analisar cada alternativa para identificar a influência da filosofia positivista na formação da República brasileira:
A) Cores da bandeira dos Estados brasileiros.
INCORRETO. As cores da bandeira dos Estados brasileiros não têm relação direta com a filosofia positivista. Na verdade, elas representam as cores das casas reais de Portugal, França, Espanha e Brasil. Portanto, a alternativa está incorreta.
B) Alegorias presentes nas obras sempre masculinas.
INCORRETO. A presença de alegorias em obras de arte não está necessariamente ligada à filosofia positivista, mas sim à interpretação e ao estilo do artista. Além disso, a afirmação de que as obras são "sempre masculinas" é uma generalização que não se sustenta, pois existem inúmeras obras de arte criadas por mulheres e que representam figuras femininas. Portanto, a alternativa está incorreta.
C) Falta de heróis nas histórias contadas e escritas.
INCORRETO. A falta de heróis nas histórias contadas e escritas não tem relação direta com a filosofia positivista. Na verdade, a filosofia positivista, com sua ênfase na razão, na ciência e no progresso, tende a valorizar figuras históricas que contribuíram para o avanço da humanidade. Portanto, a alternativa está incorreta.
D) Construção dos símbolos da República.
CORRETO. A filosofia positivista teve grande influência na construção dos símbolos da República brasileira. O lema "Ordem e Progresso" presente na bandeira do Brasil, por exemplo, é uma referência direta ao lema positivista de Auguste Comte: "O amor por princípio, a ordem por base; o progresso por fim". Além disso, a própria ideia de República, com sua ênfase na razão, na ciência e na igualdade, está em sintonia com os princípios positivistas. Portanto, a alternativa está correta.
Portanto, a alternativa correta é a LETRA D.
873) MOREAUX, François-René. A Proclamação da Independência. Petrópolis/R]: único Exemplar, Museu Imperial de Petrópolis. Painel a óleo sobre tela. 244cm x 383 cm, 1844.
- A) D. Pedro I figura central no processo de independência do Brasil e na sua consolidação enquanto império não era mais seu governante máximo, abdicou em nome de seu filho D. Pedro II e de sua esposa Maria Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil.
- B) Moreaux, pintor de origem francesa radicado no Brasil, foi muito importante no contexto do segundo reinado, recebendo por algumas vezes encomendas do imperador D. Pedro II. Sua tela da independência ressalta os momentos de conflito para a conquista da liberdade.
- C) Ninguém no quadro observa D. Pedro I pois o mesmo foi considerado um traidor da pátria e houve uma tentativa de apagar sua imagem como libertador do Brasil. D. Pedro II queria que as lembranças de seu pai não interferissem em seu reinado.
- D) A centralidade da figura de D. Pedro I na pintura é representativa de sua importância para o evento, porém a grande maioria das figuras representadas no quadro não está saudando o imperador, mas sim algo que está ausente da pintura, pode-se inferir que seja a ideia de liberdade.
Resposta
A alternativa correta é letra D) A centralidade da figura de D. Pedro I na pintura é representativa de sua importância para o evento, porém a grande maioria das figuras representadas no quadro não está saudando o imperador, mas sim algo que está ausente da pintura, pode-se inferir que seja a ideia de liberdade.
Explicação
A pintura de Moreaux, feita em 1844, retrata D. Pedro I como uma figura popular, destacando sua importância para a independência do Brasil. No entanto, ao observar a imagem, nota-se que a maioria das figuras não está saudando o imperador, mas sim algo que está ausente da pintura. Isso sugere que a ideia de liberdade é o verdadeiro foco da cena, e não apenas a figura de D. Pedro I.
874) A Constituição de 1891, que delineou o sistema republicano adotado no Brasil, foi o resultado do debate entre diferentes tendências de projetos republicanos. Seus principais traços eram de natureza:
- A) liberal, federativa e presidencialista, inspirado no modelo estadunidense.
- B) positivista, impondo uma ditadura para manter a ordem e levar ao progresso.
- C) centralizadora, em oposição à autonomia das províncias no período imperial.
- D) democrática, criando um sistema que impedia a formação de oligarquias.
- E) socialista, para conciliar os diferentes projetos republicanos em disputa.
A alternativa correta é letra A) liberal, federativa e presidencialista, inspirado no modelo estadunidense.
Gabarito: ALTERNATIVA A
A Constituição de 1891, que delineou o sistema republicano adotado no Brasil, foi o resultado do debate entre diferentes tendências de projetos republicanos. Seus principais traços eram de natureza:
- a) liberal, federativa e presidencialista, inspirado no modelo estadunidense.
O traço definidor da Constituição de 1891 foi a descentralização do poder, medida profundamente liberalizante. As oligarquias estaduais pressionavam por um modelo federalista para dar maior autonomia aos estados, o que era muito difícil na forma unitária do período monárquico. Adotando o nome de Estados Unidos do Brasil, a Primeira República brasileira teria grande inspiração no modelo liberal e presidencialista dos Estados Unidos, mas encaixada no processo de descentralização política. ALTERNATIVA CORRETA.
- b) positivista, impondo uma ditadura para manter a ordem e levar ao progresso.
De fato, o positivismo foi uma das mais importantes influências na proclamação da República em 1889; no entanto, perderia influência com o fortalecimento das oligarquias estaduais. Além disso, o modelo presidencialista com uma democracia direta - mas com acesso restrito à cidadania plena - seria o modelo vencedor na Constituição. Alternativa errada.
- c) centralizadora, em oposição à autonomia das províncias no período imperial.
A alternativa, como explicado acima, inverte a correlação de forças. A República trabalharia para aumentar a autonomia dos entes federados, ao passo que as províncias, na monarquia, eram muito restritas pelo poder central. Alternativa errada.
- d) democrática, criando um sistema que impedia a formação de oligarquias.
A Primeira República ficaria caracterizada pelo predomínio das oligarquias na cena política. Ainda que o sistema fosse formalmente democrático, há de se observar que, além das recorrentes fraudes eleitorais, o acesso à cidadania era bastante restrito. Com a exclusão dos analfabetos do processo eleitoral, além de categorias profissionais, como praças de pré e religiosos, estima-se que apenas 2% da população adulta fosse alistada eleitoralmente. Ou seja, é necessário avaliar com muito cuidado a questão democrática no início da república. Alternativa errada.
- e) socialista, para conciliar os diferentes projetos republicanos em disputa.
O socialismo jamais chegou de fato ao poder no Brasil e muito menos determinou o encaminhamento constitucional. Na Primeira República, o socialismo estava praticamente alijado de qualquer instância de representação política e estava restrito a algumas organizações de trabalhadores. Alternativa errada.
Sem mais, está correta a ALTERNATIVA A.
875) A História Social e de classes promoveu sempre grandes conquistas assim como surgimento de ideais e mudanças na sociedade e ainda hoje movimentos sociais são estudados e vem trazendo mudanças e novos significados para a História: “Qual era a base principal do governo monárquico? A aristocracia rural, essa classe mista, ao mesmo tempo, burguesa e agrária que era a possuidora dos latifúndios e da população miserável que neles habitava e a eles estava vinculada, completamente alheia à vida política do país. Dentro dessa aristocracia rural destacava-se o setor dos senhores de açúcar, donos dos postos chaves da administração e das forças armadas. O governo imperial se apoiava, pois nessas forças políticas e econômicas. Contudo, houve o deslocamento da força econômica para novos setores da aristocracia rural- os fazendeiros de café e a necessidade de uma nova forma de governo.” (LEONCIO BASBAUM, 1965)
- A) Causa da revolução Farroupilha e dos demais movimentos do período regencial, que tiveram como características comuns a luta pela descentralização político-administrativa, visando manter o contexto político.
- B) Evidencia a fase da República da Espada, a união entre exército e os fazendeiros de café, pois ambas as classes queriam mudanças, opunham-se ao centralismo monárquico; sendo favoráveis ao federalismo e à autonomia dos estados, a República era o que atendia aos interesses econômicos desses setores.
- C) Período em que se temia que Floriano instaurasse uma ditadura, pois foi consolidado no poder devido às vitórias contra os rebeldes da revolução federalista e da revolta da armada.
- D) Trata-se do golpe da maioridade ou antecipação da ascensão do príncipe herdeiro ao trono do Brasil, que surge em um ambiente de crise política e social, sendo apoiada pelos setores liberal e conservador da aristocracia rural.
A resposta correta é a letra B) Evidencia a fase da República da Espada, a união entre exército e os fazendeiros de café, pois ambas as classes queriam mudanças, opunham-se ao centralismo monárquico; sendo favoráveis ao federalismo e à autonomia dos estados, a República era o que atendia aos interesses econômicos desses setores.
Essa alternativa é correta porque o trecho de Leoncio Basbaum destaca a importância da aristocracia rural, especialmente os senhores de açúcar e os fazendeiros de café, na estrutura política e econômica do Brasil Imperial. Com o deslocamento da força econômica para os fazendeiros de café, surgiu a necessidade de uma nova forma de governo, que atendesse aos interesses desses setores. A República da Espada, que foi o período inicial da República brasileira, caracterizou-se pela união entre o exército e os fazendeiros de café, que queriam mudanças e se opunham ao centralismo monárquico, defendendo o federalismo e a autonomia dos estados.
876) Duas linhas de interpretação surgiram já nos primeiros anos: a dos vencedores e a dos vencidos, a dos republicanos e a dos monarquistas, aos quais vieram juntar-se com o tempo alguns republicanos que, desiludidos com a experiência, aumentaram o rol dos descontentes, exaltando as glórias do Império e ressaltando os vícios do regime republicano. (COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. – 6.ed. – São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999, p. 387).
- A) Os republicanos procuravam atenuar os males do Império afirmando que advinham menos do imperador e muito mais da estrutura monárquica montada que o levou a ser, ao mesmo tempo, o seu maior representante e também a sua maior vítima.
- B) Os republicanos traziam à tona as revoluções e pronunciamentos a partir da Inconfidência Mineira, afirmando que a República sempre fora uma aspiração nacional e que a Monarquia era uma anomalia na América, repleta de repúblicas.
- C) Criticando a centralização excessiva do governo monárquico e a fraude eleitoral que possibilitava ao governo vencer sempre as eleições, consideravam a República a solução natural para os problemas, sendo efetivada por um grupo de homens idealistas e corajosos que conseguiram integrar o país às tendências do período.
- D) As arbitrariedades, os abusos do Poder Moderador, a manutenção da escravidão, a má gestão financeira e as guerras externas foram usadas como fatores da progressiva impopularidade da monarquia.
- E) Alguns republicanos afirmavam que a democracia no Brasil tivera origens étnicas no povoamento, e a Proclamação da República fora fruto da constituição etnográfica, da transição para um regime de trabalho agrícola e industrial, da propaganda republicana, da corrupção política e da deficiente administração do Império.
A alternativa correta é letra A) Os republicanos procuravam atenuar os males do Império afirmando que advinham menos do imperador e muito mais da estrutura monárquica montada que o levou a ser, ao mesmo tempo, o seu maior representante e também a sua maior vítima.
Gabarito: ALTERNATIVA A
Duas linhas de interpretação surgiram já nos primeiros anos: a dos vencedores e a dos vencidos, a dos republicanos e a dos monarquistas, aos quais vieram juntar-se com o tempo alguns republicanos que, desiludidos com a experiência, aumentaram o rol dos descontentes, exaltando as glórias do Império e ressaltando os vícios do regime republicano. (COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. – 6.ed. – São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999, p. 387).
O texto acima refere-se ao contexto da Proclamação da República no Brasil e, nele, a autora faz menção aos diversos argumentos republicanos de então. A esse respeito, assinale a afirmativa INCORRETA.
- a) Os republicanos procuravam atenuar os males do Império afirmando que advinham menos do imperador e muito mais da estrutura monárquica montada que o levou a ser, ao mesmo tempo, o seu maior representante e também a sua maior vítima.
A transição brasileira para a república foi, sobretudo, um processo das elites dirigentes. Naquele momento, o eixo econômico já deixara de coincidir com o centro político, o que era a raiz da crise do sistema. Ao passo que a corte continuava dominada pelos velhos cafeicultores do Vale do Paraíba, desde a década de 1870, o protagonismo econômico passara para os produtores de café do Oeste paulista, que reclamavam da centralização de poder na corte sem acomodar as novas forças econômicas. Ou seja, havia, sim, uma preocupação com o desmonte de algumas estruturas monárquicas, mas não com todas. O núcleo civil do republicanismo brasileiro preferiria a manutenção da forma oligárquica agroexportadora, algo similar com a fórmula monárquica mas com protagonistas diferentes. Por conter erros, esta é a ALTERNATIVA CORRETA.
- b) Os republicanos traziam à tona as revoluções e pronunciamentos a partir da Inconfidência Mineira, afirmando que a República sempre fora uma aspiração nacional e que a Monarquia era uma anomalia na América, repleta de repúblicas.
A alternativa faz referência à propaganda republicana para criar uma narrativa nova a respeito da formação brasileira. Elegendo novos heróis e novos eventos históricos, esse processo veria na Inconfidência Mineira (1789) um marco do nacionalismo brasileiro associado à República e, mais importante, anterior à independência realizada pela monarquia. Nessa visão, pretendia-se defender que a experiência mineira poderia ser generalizada como um sentimento nacional profundo de identidade e de republicanismo. Ou seja, associava-se a monarquia à continuidade colonial ao mesmo tempo em que sequestrava para a república a causa da independência e os sentimentos das massas. Sem erros na alternativa.
- c) Criticando a centralização excessiva do governo monárquico e a fraude eleitoral que possibilitava ao governo vencer sempre as eleições, consideravam a República a solução natural para os problemas, sendo efetivada por um grupo de homens idealistas e corajosos que conseguiram integrar o país às tendências do período.
A alternativa faz referência aos quadros conceituais do período, mudavam severamente no quarto final do século XIX, principalmente dentro das Forças Armadas. O positivismo, grande corrente filosófica europeia, encontrou grandes adeptos no Brasil, principalmente uma classe média urbana ilustrada e o oficialato do Exército. Dentro da compreensão positivista, a monarquia constitucional seria uma fase inferior do desenvolvimento do governo civil, que só poderia encontrar a máxima expressão da racionalidade e da burocratização profissional sob a forma de uma república. Para os positivistas, um Estado monárquico é dominado por fatores irracionais do poder, o que atrasaria o desenvolvimento das sociedades; ao passo que a república exige o melhor da racionalidade dos melhores homens, abrindo espaço para um forma definitiva e bem acabada do governo civil e da evolução humana. Não por acaso, a bandeira republicana brasileira adotou o lema "ordem e progresso", máxima importante do positivismo. A interpretação seletiva do Exército brasileiro sobre o pensamento positivista foi fundamental para aprofundar as forças que desfecharam o golpe definitivo contra a monarquia. Sem erros na alternativa.
- d) As arbitrariedades, os abusos do Poder Moderador, a manutenção da escravidão, a má gestão financeira e as guerras externas foram usadas como fatores da progressiva impopularidade da monarquia.
A propaganda republicana encarou a monarquia como a raiz de todos os males da situação brasileira naquele final de século XIX. Como apontado acima, entendia-se que uma monarquia não conseguiria produzir uma burocracia bem organizada para a necessária transição da administração pública para práticas racionalizadas, porque estaria presa às formas tradicionais - bem como o peso central do Poder Moderador distorceria todo o sistema político e suas forças de representação. Além disso, ser a única monarquia entre as repúblicas sul-americanas, nessa visão, implicava em ser uma fonte de instabilidade, incapaz de ser aceita como igual entre os vizinhos. Nessa avaliação, as tensões no Prata decorreriam antes da forma de governo do Brasil do que propriamente das relações internacionais - que deveriam tender à harmoniosa convivência das repúblicas. Por fim, a escravidão foi sistematicamente associada à monarquia, sendo entendida como uma marca maior do atraso brasileiro e das contradições do império. Sem erros na alternativa.
- e) Alguns republicanos afirmavam que a democracia no Brasil tivera origens étnicas no povoamento, e a Proclamação da República fora fruto da constituição etnográfica, da transição para um regime de trabalho agrícola e industrial, da propaganda republicana, da corrupção política e da deficiente administração do Império.
Note o estudante que as questões administrativas já foram tratadas em outra alternativa, o que seria um indicativo de que ambas são corretas. Quanto à modernização industrial, lembre-se que o positivismo, fundamental no pensamento republicano brasileiro, defendia que apenas a república seria capaz de uma modernização real do país, associando a monarquia à velha estrutura econômica agroexportadora, ligada ao período colonial. A questão étnica acionava o mito das três raças como um aspecto fundacional da sociedade brasileira. Por essa lógica, a convivência "pacífica" de negros, europeus e indígenas fazia do Brasil um território com grande afinidade com a democratização e com a forma republicana, ao passo que a monarquia pressuporia elementos europeus. Sem erros na alternativa.
Sem mais, está correta a ALTERNATIVA A.
877) Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1889.
- A) restrita.
- B) dispersa.
- C) irracional.
- D) inexistente.
- E) desanimada.
A alternativa correta é letra A) restrita.
Gabarito: Letra A
Restrita.
Aristides Lobo, autor do texto apresentado pela questão, afirma que a “colaboração do elemento civil” na Proclamação da República foi “quase nula” e que a população havia assistido a tudo bestializada, atônita, surpresa.
Dessa forma, podemos dizer que, segundo Lobo, a participação da população civil na Proclamação da República foi reduzida, restrita.
Realmente a queda do Regime Monárquico e a Proclamação da República ocorreram num clima de ordem e concordância entre as elites e militares, buscou-se mudar a forma de governo sem revolucionar a sociedade e não houve o interesse de convocar a população em geral para participar do processo.
Por que as demais estão incorretas?
Letra B: dispersa.
Aristides Lobo, autor do texto apresentado pela questão, afirma que a “colaboração do elemento civil” na Proclamação da República foi “quase nula”, o que significa, limitada, reduzida e não dispersa, que tem sentido de espalhada.
Letra C: irracional.
Aristides Lobo, autor do texto apresentado pela questão, afirma que a “colaboração do elemento civil” na Proclamação da República foi “quase nula”, o que significa, limitada, reduzida e não irracional, que tem sentido de insensata, fora de si.
Letra D: inexistente.
Aristides Lobo, autor do texto apresentado pela questão, afirma que a “colaboração do elemento civil” na Proclamação da República foi “quase nula”, o que significa, limitada, reduzida e não inexistente, que equivaleria a dizer que não houve nenhuma participação civil nesse processo.
Letra E: desanimada.
Aristides Lobo, autor do texto apresentado pela questão, afirma que a “colaboração do elemento civil” na Proclamação da República foi “quase nula”, o que significa, limitada, reduzida e não desanimada, que equivaleria a dizer que houve participação civil, mas essa foi feita sem entusiasmo.
Referências:
COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral, volume 3. 1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2010.
LOBO, Aristides. O povo assistiu àquilo bestializado. Diário Popular, Rio de Janeiro, 18 nov. 1889 (adaptado).
878) A Proclamação da República, que ocorreu em 15 de novembro de 1889, teve como uma de suas principais consequências um novo ordenamento jurídico que regulamentava a relação entre os cidadãos, sendo uma de suas características a separação entre a Igreja e o Estado, conforme explicita o seguinte trecho da Carta Constitucional de 1891: “Art 11 – É vedado aos Estados, como à União: estabelecer, subvencionar ou embaraçar o exercício de cultos religiosos”. Esse aspecto do Estado Brasileiro, sua laicidade, está envolvido a qual ação e desempenhada por quais atores políticos?
- A) Uma concordata realizada em 1890, entre o bispo D. Macedo Costa, representando a Igreja Católica, e Rui Barbosa, representando o Estado Republicano, que possibilitou a separação da igreja católica do Estado, abrindo espaço legal para outras formas de expressão religiosas acatólicas.
- B) Um debate público entre Raimundo Teixeira Mendes e D. Macedo Costa, no qual se discutiu qual a verdadeira religião brasileira, o catolicismo, que adveio ao Brasil com a colonização, ou o positivismo, cujo lema (amor, ordem e progresso) estampado na bandeira brasileira.
- C) Uma discussão entre os colonos luteranos alemães, representados pelo sínodo sul-rio-grandense, com os padres católicos que ajudaram a liderar o regime republicano ainda no século XIX, como o frei Clodovis Boff e seu irmão Leonardo Boff.
- D) O acordo realizado pelo padre Antônio Vieira com o rei D. João VI, revelando à nação portuguesa que ele era “o encoberto”, o homem que iria levar Portugal a estabelecer o Quinto Império de Cristo na Terra.
- E) As presenças das congregações religiosas católicas foram tanto no Brasil, em 1903, quanto em Portugal, em 1910, expulsas do país, de forma extremamente violentas, em nome da laicidade do Estado. Esse tipo de ação foi a base para movimentos de reação por parte dos homens de fé, como a denominada Ação Católica, lideradas por Jackson de Figueiredo e Alceu Amoroso Lima.
Resposta
A alternativa correta é A) Uma concordata realizada em 1890, entre o bispo D. Macedo Costa, representando a Igreja Católica, e Rui Barbosa, representando o Estado Republicano, que possibilitou a separação da igreja católica do Estado, abrindo espaço legal para outras formas de expressão religiosas acatólicas.
Explicação
A Proclamação da República em 1889 trouxe como consequência um novo ordenamento jurídico que regulamentava a relação entre os cidadãos, estabelecendo a separação entre a Igreja e o Estado. Isso foi explicitado no Art. 11 da Carta Constitucional de 1891, que veda aos Estados e à União estabelecer, subvencionar ou embaraçar o exercício de cultos religiosos.
A concordata entre o bispo D. Macedo Costa e Rui Barbosa em 1890 foi um acordo que possibilitou a separação da Igreja Católica do Estado, abrindo espaço legal para outras formas de expressão religiosas acatólicas. Essa ação foi desempenhada por esses atores políticos, que foram fundamentais para a laicidade do Estado Brasileiro.
879) “Entendeu o vice-presidente que podia governar até o fim do mandato, apesar de ser claro que devia convocar novas eleições, segundo o Artigo n.º 42 da Constituição, pois não haviam sido decorridos dois anos de mandato.( … ).
- A) Vacina e de Canudos.
- B) Contestado e Generoso Ponce.
- C) Chibata e Cangaço.
- D) Fortaleza de Santa Cruz e Constitucionalista.
- E) Armada e Federalista.
A alternativa correta é letra E) Armada e Federalista.
Gabarito: Letra E
(Armada e Federalista.)
O governo do Marechal Floriano Peixoto é considerado um dos mais conturbados da história da República no Brasil, isso porque o presidente enfrentou uma série de oposições ao seu mandato.
Os atritos com o presidente começaram no momento em que o presidente Marechal Deodoro renunciou ao cargo para evitar um conflito civil. Ele foi substituído pelo vice Floriano Peixoto, que deveria convocar novas eleições de acordo com a Constituição de 1891.
Para abafar os conflitos entre os diversos projetos republicanos, o novo presidente governou de forma autoritária. O frequente uso da força para repreender seus opositores lhe rendeu o apelido de “Marechal de Ferro”. Ele substituiu os governantes partidários do ex-presidente Deodoro. Sentindo-se prejudicados, estes passaram a exigir a convocação de novas eleições.
Em 1893, irromperam duas revoltas contra o presidente. A primeira, na cidade do Rio de Janeiro, ficou conhecida como a Segunda Revolta da Armada, um movimento organizado por oficiais da Marinha e alguns marinheiros. No Rio Grande do Sul, ocorreu o levante federalista, um conflito civil entre federalistas, membros da Armada e castilhistas (defensores do governo do presidente da província Júlio de Castilhos, tradicional aliado de Floriano Peixoto)
Nos dois movimentos, os revoltosos exigiam a saída de Floriano Peixoto da presidência e a eleição de um novo presidente, alegando que o mandato de Floriano era inconstitucional.
Ambos os movimentos foram duramente reprimidos pelo governo federal e o marechal Floriano Peixoto conseguiu concluir o seu mandato, sendo sucedido por Prudente de Morais, primeiro presidente civil do país e representante das elites agrárias de São Paulo.
Por que as demais estão incorretas?
Letra A: Vacina e de Canudos.
A Revolta da Vacina ocorreu no mandato de Rodrigues Alves e a Guerra de Canudos ocorreu no mandato de Prudente de Morais.
Letra B: Contestado e Generoso Ponce.
A Guerra do Contestado foi um conflito civil que ocorreu entre 1912 e 1916 percorrendo dois mandatos presidenciais: o de Hermes da Fonseca e o de Vencesláu Brás. Generoso Ponce foi um deputado mato-grossense que era aliado de Floriano Peixoto.
Letra C: Chibata e Cangaço.
A Revolta da Chibata ou dos Marinheiros foi um levante de marinheiros ocorrido no Rio de Janeiro em 1910, durante o mandato de Hermes da Fonseca. O Cangaço é um movimento que desafiou as autoridades estaduais, municipais e federais de grande duração ocorrendo desde a Primeira República, se estendendo pelo governo de Vargas
Letra D: Fortaleza de Santa Cruz e Constitucionalista.
Não houve uma revolta na Fortaleza de Santa Cruz. Já a Revolução Constitucionalista foi um movimento que pretendia derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas.
Referências:
SERIACOPI, Gislane Campos Azevedo e SERIACOPI, Reinaldo. Inspire história: 9° ano: ensino fundamental: anos finais. São Paulo: FTD, 2018.
VICENTINO, Cláudio e VICENTINO, José Bruno. Teláris história, 9º ano: ensino fundamental, anos finais. São Paulo: Ática, 2018.
880) Após a deposição do imperador Pedro II e o exílio da família imperial, o governo provisório da nascente república brasileira precisava ainda vencer as desconfianças existentes na Europa quanto àquelas presentes entre os grupos liberais brasileiros. A solução para essas questões defendida pelo Ministro da Fazenda, Rui Barbosa, era a realização de uma reforma constitucional no país. Para tanto, foi escolhida uma Comissão de cinco membros que apresentou um projeto de nova Constituição, o qual após ser revisto por Rui Barbosa, foi encaminhado à Assembleia Constituinte, que promulgou a nova Constituição do país em 24 de fevereiro de 1891. A Carta Magna do Brasil republicano tinha inspiração no texto constitucional norte-americano, ao constituir uma República Federal e liberal. Quais elementos presentes na Constituição de 1891 demonstram a adesão aos princípios federalistas e liberais?
- A) Fim do poder moderador e voto feminino.
- B) Autonomia dos estados e separação da Igreja do Estado.
- C) Constituição da Guarda Nacional e introdução do registro civil.
- D) Criação de regime previdenciário universal e de direitos trabalhistas.
A alternativa correta é letra B) Autonomia dos estados e separação da Igreja do Estado.
Gabarito: ALTERNATIVA B
- a) Fim do poder moderador e voto feminino.
De fato, a primeira Constituição republicana estabeleceu a tripartição dos poderes, encerrando o Poder Moderador. No entanto, o voto feminino só seria estabelecido definitivamente no Código Eleitoral de 1932 - ou seja, já no declínio decisivo da Constituição de 1891. Alternativa errada.
- b) Autonomia dos estados e separação da Igreja do Estado.
Havia uma grande preocupação, na Constituição de 1891, em garantir aos Estados um grau elevado de autonomia. Por isso, foi adotado o modelo federalista no país, descentralizando poderes e dando grande capacidade de gestão às autoridades locais. Além disso, pela primeira vez, o Estado brasileiro foi declarado laica e se extinguia a instituição do padroado. Com isso, houve a separação oficial da Igreja do Estado - ao passo que, no período monárquico, o Estado era oficialmente católico. ALTERNATIVA CORRETA.
- c) Constituição da Guarda Nacional e introdução do registro civil.
A Guarda Nacional foi instituída em 1834, ainda durante o Período Regencial, como forma de fortalecer as lideranças locais frente ao poder central. O registro civil, por sua vez, data de 1851, no contexto das primeiras grandes reformas estabelecidas pelo Segundo Reinado. Alternativa errada.
- d) Criação de regime previdenciário universal e de direitos trabalhistas.
Os direitos trabalhistas só foram de fato estabelecidos no Brasil sistematicamente em 1943, quando foi promulgada a Consolidação das Leis do Trabalho por Getúlio Vargas. O regime previdenciário universal foi criado em 1966 na instituição do Instituto Nacional da Previdência Social (INPS), que substituía os regimes previdenciários específicos de cada profissão. Alternativa errada.
Sem mais, está correta a ALTERNATIVA B.