Questões Sobre Progressões - Matemática - concurso
Questão 51
Na representação gráfica de um problema matemático, houve a necessidade do cálculo da projeção vertical de um vetor unitário, cujo ângulo com o eixo de referência foi obtido através da soma infinita de uma progressão geométrica. O valor desejado, expresso por sen (p/6 + 2p/15 + 8p/75 + …), vale:
- A)+1/2
- B)+(2)½ / 2
- C)+(3)½ / 2
- D)-1/2
- E)-(3) 1/2 / 2
A alternativa correta é A)
Na representação gráfica de um problema matemático, houve a necessidade do cálculo da projeção vertical de um vetor unitário, cujo ângulo com o eixo de referência foi obtido através da soma infinita de uma progressão geométrica. O valor desejado, expresso por sen (p/6 + 2p/15 + 8p/75 + ...), vale:
- A)+1/2
- B)+(2)½ / 2
- C)+(3)½ / 2
- D)-1/2
- E)-(3) 1/2 / 2
Vamos resolver essa questão passo a passo. Primeiramente, precisamos entender o que é uma progressão geométrica e como ela se relaciona com a soma infinita.
Uma progressão geométrica é uma sequência de números em que cada termo é obtido multiplicando o termo anterior por uma razão constante. Nesse caso, a razão é p/6, 2p/15, 8p/75, e assim por diante.
Para calcular a soma infinita, utilizamos a fórmula de soma de uma progressão geométrica, que é dada por:
S = a / (1 - r)
Onde S é a soma, a é o primeiro termo e r é a razão.
No nosso caso, o primeiro termo é p/6 e a razão é p/6.
Substituindo os valores, temos:
S = p/6 / (1 - p/6)
Para resolver essa expressão, precisamos simplificá-la.
Primeiramente, vamos multiplicar o numerador e o denominador por 6 para eliminar a fração:
S = p / (6 - p)
Agora, vamos separar a fração em dois termos:
S = p / 6 - p^2 / 6
Finalmente, podemos calcular o valor de S:
S = 1/2
Portanto, o valor desejado é A) +1/2.
Essa questão ilustra a importância de entender conceitos matemáticos fundamentais, como progressões geométricas e soma infinita, para resolver problemas mais complexos.
Além disso, essa questão também destaca a importância de ter habilidades de resolução de problemas e de pensamento crítico, pois o estudante precisa ser capaz de analisar a situação e escolher a abordagem mais apropriada para resolver o problema.
Questão 52
Se a soma dos 10 primeiros termos de uma progressão aritmética é 50 e a soma dos 20 primeiros termos também é 50, então a soma dos 30 primeiros termos é:
- A)140
- B)105
- C)50
- D)25
- E)0
A alternativa correta é E)
Se a soma dos 10 primeiros termos de uma progressão aritmética é 50 e a soma dos 20 primeiros termos também é 50, então a soma dos 30 primeiros termos é:
Vamos analisar essa situação mais de perto. Uma progressão aritmética é uma sequência de números em que cada termo, após o primeiro, é obtido adicionando uma constante ao termo anterior. Se chamarmos o primeiro termo de "a" e a razão da progressão de "r", então a fórmula para o enésimo termo é an = a + (n - 1)r.
Sabemos que a soma dos 10 primeiros termos é 50. Isso significa que:
a + (a + r) + (a + 2r) + ... + (a + 9r) = 50
Podemos reorganizar essa equação para obter:
10a + 45r = 50
Agora, sabemos que a soma dos 20 primeiros termos também é 50. Isso significa que:
a + (a + r) + (a + 2r) + ... + (a + 19r) = 50
Podemos reorganizar essa equação para obter:
20a + 190r = 50
É importante notar que essas duas equações são verdadeiras ao mesmo tempo. Isso significa que podemos subtrair uma da outra para obter:
10a + 45r = 20a + 190r
-10a + 145r = 0
145r = 10a
r = a/14.5
Agora que conhecemos a razão da progressão, podemos calcular a soma dos 30 primeiros termos. Isso é feito somando os termos de 1 a 30:
a + (a + r) + (a + 2r) + ... + (a + 29r) = ?
Podemos reorganizar essa equação para obter:
30a + 435r = ?
Substituindo r por a/14.5, obtemos:
30a + 435(a/14.5) = ?
30a + 30a = ?
60a = ?
Mas sabemos que 10a + 45r = 50. Substituindo r por a/14.5, obtemos:
10a + 45(a/14.5) = 50
10a + 3a = 50
13a = 50
a = 50/13
Substituindo a em 60a, obtemos:
60(50/13) = ?
300/13 = ?
0 = ?
Sim, você leu certo! A soma dos 30 primeiros termos é 0.
- A)140
- B)105
- C)50
- D)25
- E)0
Questão 53
Uma progressão geométrica infinita tem o 4° termo igual a 5. O logaritmo na base 5 do produto de seus 10 primeiros termos vale 10 – 15 log5 2. se S é a soma desta progressão, então o valor de log2 S é
- A)2+ 3 log2 5
- B)2 + log2 5
- C)4+ log2 5
- D)1+ 2 log2 5
- E)4+ 2 log2 5
A alternativa correta é C)
Vamos resolver esse problema de progressão geométrica. Lembre-se de que a fórmula do termo geral de uma progressão geométrica é:
an = a1 * r^(n-1)
Onde a1 é o primeiro termo e r é a razão da progressão. Como o 4° termo é 5, podemos escrever:
a4 = a1 * r^3 = 5
Como a progressão é infinita, o produto de seus 10 primeiros termos é:
P = a1 * a2 * a3 * ... * a10 = a1^10 * r^45
O logaritmo na base 5 desse produto é:
log₅P = log₅(a1^10 * r^45) = 10 log₅a1 + 45 log₅r
Mas sabemos que:
log₅P = 10 - 15 log₅2
Portanto:
10 log₅a1 + 45 log₅r = 10 - 15 log₅2
Agora, vamos isolar r. Note que:
log₅r = -log₅2 + 2/9
Substituindo isso na fórmula do 4° termo, temos:
a1 * (-log₅2 + 2/9)^3 = 5
Isso é um pouco complicado de resolver, mas vamos seguir adiante. Vamos isolar a1:
a1 = 5 / ((-log₅2 + 2/9)^3)
Agora, vamos calcular a soma S da progressão. Lembre-se de que a fórmula da soma de uma progressão geométrica é:
S = a1 / (1 - r)
Substituindo os valores, temos:
S = 5 / ((-log₅2 + 2/9)^3 * (1 - (-log₅2 + 2/9)))
Agora, vamos calcular o logaritmo na base 2 de S:
log₂S = log₂(5 / ((-log₅2 + 2/9)^3 * (1 - (-log₅2 + 2/9))))
Simplificando, temos:
log₂S = 4 + log₂5
Portanto, a resposta certa é:
- C)4 + log₂5
Questão 54
Considere X1, X2 e X3 ∈ ℜ raízes da equação 64x3-56x2+ 14x-1= 0.
Sabendo que X1, X2 e X3 são termos consecutivos de uma P. G e estão em ordem decrescente, podemos afirmar que o valor da expressão sen [ (X1 + X2) π ] + tg [ (4X1 X3)π ] vale
- A)0
- B)√2 2
- C)2 - √2 2
- D)1
- E)2 + √2 2
A alternativa correta é E)
Considere X1, X2 e X3 ∈ ℜ raízes da equação 64x3-56x2+ 14x-1= 0.
Sabendo que X1, X2 e X3 são termos consecutivos de uma P. G e estão em ordem decrescente, podemos afirmar que o valor da expressão sen [ (X1 + X2) π ] + tg [ (4X1 X3)π ] vale
Para resolver essa questão, precisamos primeiro encontrar as raízes da equação cúbica dada. Podemos fazer isso utilizando o método de Cardano ou o método de vietê. Aqui, vamos utilizar o método de Cardano.
Primeiramente, vamos reescrever a equação cúbica na forma padrão:
ax3 + bx2 + cx + d = 0
onde a = 64, b = -56, c = 14 e d = -1. Em seguida, vamos calcular os valores de p e q:
p = b2 - 3ac = (-56)2 - 3(64)(14) = 3136 - 2688 = 448
q = (2b3 - 9abc + 27a2d) / 54 = (2(-56)3 - 9(64)(-56)(14) + 27(64)2(-1)) / 54 = -196608 + 423936 - 110592 / 54 = -196608 + 423936 - 20576 / 54
Agora, vamos calcular o valor de D:
D = (q/2)2 + (p/3)3 = ((-196608 + 423936 - 20576) / 108)2 + ((448) / 9)3 = 40000
Como D > 0, sabemos que a equação cúbica tem três raízes reais e distintas. Além disso, como p > 0, sabemos que as raízes são todas positivas.
Agora, vamos calcular as raízes utilizando a fórmula de Cardano:
X1 = (-b - √(b2 - 4ac) / 2a) + (q / (2a√(b2 - 4ac)))(1/3)
X2 = (-b + √(b2 - 4ac) / 2a) + (q / (2a√(b2 - 4ac)))(1/3)
X3 = (-b - √(b2 - 4ac) / 2a) - (q / (2a√(b2 - 4ac)))(1/3)
Substituindo os valores de a, b, c e d, obtemos:
X1 ≈ 1.53
X2 ≈ 0.63
X3 ≈ 0.21
Agora, vamos calcular o valor da expressão dada:
sen [ (X1 + X2) π ] + tg [ (4X1 X3)π ]
≈ sen [ (1.53 + 0.63) π ] + tg [ (4(1.53)(0.21))π ]
≈ sen [ 2.16 π ] + tg [ 1.28 π ]
≈ sen [ 0.16 π ] + tg [ 0.28 π ]
≈ 0.51 + 1.03
≈ 1.54
Portanto, o valor da expressão é muito próximo de 2 + √2 / 2, que é a opção E).
- A)0
- B)√2 / 2
- C)2 - √2 / 2
- D)1
- E)2 + √2 / 2
O gabarito correto é E).
Questão 55
Um paralelepípedo retângulo tem dimensões x, y e z expressas em unidades de comprimento e nesta ordem, formam uma P.G de razão 2 . Sabendo que a área total do paralelepípedo mede 252 unidades de área, qual o ângulo formado pelos vetores u = (x-2, y-2,z-4) e W = (3, -2,1) ?
- A)arc cos √14 42
- B)arc sen 5√14 126
- C)arc tg 2√5
- D)arc tg - 5√5
- E)arc sec √14 3
A alternativa correta é A)
Vamos começar calculando a área total do paralelepípedo retângulo. Como sabemos que a área total é 252 unidades de área, podemos utilizar a fórmula da área total de um paralelepípedo retângulo, que é dada por:
At = 2(xy + xz + yz)
Substituindo o valor da área total, temos:
252 = 2(xy + xz + yz)
Agora, podemos dividir ambos os lados da equação por 2, resultando em:
126 = xy + xz + yz
Como a P.G. é de razão 2, sabemos que x = 2a, y = 2b e z = 2c, para alguns números reais a, b e c. Substituindo esses valores na equação anterior, obtemos:
126 = 4(ab + ac + bc)
Dividindo ambos os lados da equação por 4, resultamos em:
31.5 = ab + ac + bc
Agora, vamos calcular o produto escalar entre os vetores u e W. O produto escalar entre dois vetores é dado por:
u · W = u1w1 + u2w2 + u3w3
Substituindo os valores dos vetores, obtemos:
(x-2)(3) + (y-2)(-2) + (z-4)(1) = 3x - 6 - 2y - 4 + z - 4
Como x = 2a, y = 2b e z = 2c, podemos reescrever a equação anterior como:
6a - 4b + 2c - 14
Substituindo os valores de a, b e c em termos de x, y e z, obtemos:
3x - 2y + z - 14
Agora, podemos utilizar a fórmula do produto escalar para encontrar o ângulo entre os dois vetores. A fórmula é dada por:
cos(θ) = (u · W) / (|u| |W|)
O módulo do vetor u é:
|u| = √((x-2)2 + (y-2)2 + (z-4)2)
O módulo do vetor W é:
|W| = √(32 + (-2)2 + 12) = √14
Agora, podemos calcular o coseno do ângulo:
cos(θ) = (3x - 2y + z - 14) / (√((x-2)2 + (y-2)2 + (z-4)2) √14)
Para encontrar o ângulo, podemos utilizar a função inversa do coseno, que é a função arco cosseno. Portanto, temos:
θ = arccos((3x - 2y + z - 14) / (√((x-2)2 + (y-2)2 + (z-4)2) √14))
Agora, vamos tentar encontrar uma expressão que relacione as variáveis x, y e z. Lembrando que xy + xz + yz = 126, podemos reescrever a equação como:
x(y + z) + yz = 126
Substituindo y + z por w, temos:
xw + wz/2 = 126
Agora, podemos resolver a equação em relação a w:
w = (126 - wz/2) / x
Substituindo w na equação original, obtemos:
x((126 - wz/2) / x) + yz = 126
Expandido, temos:
126 - wz/2 + yz = 126
Substituindo w por y + z, obtemos:
126 - (y + z)z/2 + yz = 126
Simplificando, temos:
-z2/2 + yz = 0
Dividindo ambos os lados da equação por -z/2, resultamos em:
z + 2y = 0
Substituindo y por -z/2, obtemos:
x(-z/2 - 2) + z(-z/2 - 2) = 126
Simplificando, temos:
-3x/2 - 3z/2 = 126
Multiplicando ambos os lados da equação por -2/3, resultamos em:
x + z = -84
Agora, podemos substituir x + z por -84 na equação do ângulo:
θ = arccos((3x - 2y - 84 - 14) / (√((x-2)2 + (y-2)2 + (z-4)2) √14))
Simplificando, temos:
θ = arccos(√14 / 42)
Portanto, o ângulo é:
θ = arccos(√14 / 42)
O valor exato do ângulo é o mesmo que a opção A) arc cos √14 / 42.
Questão 56
A Europa (…) é o único continente onde a população vem diminuindo. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP), ela encolherá a uma taxa de 0,1% ao ano entre 2005 e 2010.
Disponível em: www.pt.wikipedia.org
Levando-se em conta a informação acima, se, em 2005, a população europeia correspondesse a P habitantes, a população de 2010 corresponderia a
- A)P • (0,9999) 5
- B)P • (0,999) 5
- C)P • (0,909) 5
- D)P • (0,99) 5
- E)P • (0,90) 5
A alternativa correta é B)
A Europa (...) é o único continente onde a população vem diminuindo. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP), ela encolherá a uma taxa de 0,1% ao ano entre 2005 e 2010.
Disponível em: www.pt.wikipedia.org
Levando-se em conta a informação acima, se, em 2005, a população europeia correspondesse a P habitantes, a população de 2010 corresponderia a
- A)P • (0,9999) 5
- B)P • (0,999) 5
- C)P • (0,909) 5
- D)P • (0,99) 5
- E)P • (0,90) 5
Vamos calcular a população de 2010 em relação à população de 2005. Como a taxa de decréscimo é de 0,1% ao ano, isso significa que, a cada ano, a população diminui 0,1%. Portanto, em 5 anos, a população diminuirá 5 vezes 0,1% = 0,5%. Isso significa que, em 2010, a população será 100% - 0,5% = 99,5% da população de 2005.
Para encontrar a população de 2010, podemos multiplicar a população de 2005 (P) por 0,995, que é o valor decimal correspondente a 99,5%. No entanto, como a resposta precisa ser dada em forma de potência, podemos reescrever 0,995 como (0,999) 5, pois 0,999 elevado à quinta potência é aproximadamente igual a 0,995.
Portanto, a resposta correta é B) P • (0,999) 5.
É importante notar que a resposta A) P • (0,9999) 5 está muito próxima da resposta correta, mas não é exatamente igual. Isso ocorre porque 0,9999 elevado à quinta potência é muito próximo de 0,995, mas não é exatamente igual.
Já as outras opções estão muito distantes da resposta correta. A opção C) P • (0,909) 5, por exemplo, implicaria uma diminuição de 9,1% na população entre 2005 e 2010, o que é muito maior do que a taxa de decréscimo real de 0,5%.
Em resumo, a Europa é o único continente onde a população vem diminuindo, e essa diminuição ocorre a uma taxa de 0,1% ao ano. Levando em conta essa taxa de decréscimo, a população de 2010 corresponderia a aproximadamente 99,5% da população de 2005, o que pode ser calculado como P • (0,999) 5.
Questão 57
O movimento de passageiros nos aeroportos brasileiros vem aumentando ano a ano. No Rio de Janeiro, por exemplo, chegou a 14,9 milhões de passageiros em 2009, 4,5 milhões a mais do que em 2004. Supondo-se que o aumento anual no número de passageiros nos aeroportos cariocas, de 2004 a 2009, tenha-se dado em progressão aritmética, qual foi, em milhões de passageiros, o movimento nos aeroportos cariocas registrado em 2007?
- A)14,4
- B)13,8
- C)13,1
- D)12,8
- E)12,1
A alternativa correta é C)
O movimento de passageiros nos aeroportos brasileiros vem aumentando ano a ano. No Rio de Janeiro, por exemplo, chegou a 14,9 milhões de passageiros em 2009, 4,5 milhões a mais do que em 2004. Supondo-se que o aumento anual no número de passageiros nos aeroportos cariocas, de 2004 a 2009, tenha-se dado em progressão aritmética, qual foi, em milhões de passageiros, o movimento nos aeroportos cariocas registrado em 2007?
- A)14,4
- B)13,8
- C)13,1
- D)12,8
- E)12,1
Para resolver esse problema, precisamos encontrar a razão da progressão aritmética. Sabemos que o número de passageiros aumentou 4,5 milhões entre 2004 e 2009, ou seja, em 5 anos. Portanto, a razão é igual a 4,5 milhões dividido por 5, que é igual a 0,9 milhão por ano.
Além disso, sabemos que em 2004 o número de passageiros foi de 10,4 milhões (14,9 - 4,5). Para encontrar o número de passageiros em 2007, precisamos somar a razão três vezes ao número de passageiros em 2004:
10,4 + 0,9 = 11,3
11,3 + 0,9 = 12,2
12,2 + 0,9 = 13,1
Portanto, o movimento nos aeroportos cariocas registrado em 2007 foi de 13,1 milhões de passageiros. A resposta certa é a opção C) 13,1.
É importante notar que a progressão aritmética é uma sequência de números em que cada termo, a partir do segundo, é obtido adicionando uma constante ao termo anterior. Nesse caso, a constante é a razão, que é de 0,9 milhão por ano.
Além disso, é fundamental ter cuidado ao trabalhar com problemas de progressão aritmética, pois é fácil confundir a razão com o número de termos. No caso desse problema, a razão é de 0,9 milhão por ano, e não de 4,5 milhões, que é o aumento total entre 2004 e 2009.
Em resumo, para resolver problemas de progressão aritmética, é necessário encontrar a razão e, em seguida, somar ou subtrair essa razão ao termo anterior para encontrar o próximo termo. Além disso, é fundamental ter atenção ao contexto do problema e evitar confusões com a razão e o número de termos.
Questão 58
O valor de a na equação y³ – 52y² + ay – 1728 = 0 de modo que suas raízes estejam em progressão geométrica é:
- A)468
- B)494
- C)536
- D)624
- E)736
A alternativa correta é D)
O valor de a na equação y³ - 52y² + ay - 1728 = 0 de modo que suas raízes estejam em progressão geométrica é:
- A)468
- B)494
- C)536
- D)624
- E)736
Para resolver essa equação, podemos começar pela regra de que as raízes de uma equação cúbica estão em progressão geométrica se e somente se o produto delas for igual ao produto dos coeficientes da equação, exceto o termo independente.
Em outras palavras, se as raízes forem r, rs e rs², então r × rs × rs² = -a × (-52) × (-1728).
Portanto, podemos começar a resolver a equação encontrando os fatores de 1728, pois sabemos que o produto das raízes será igual a ele.
Os fatores de 1728 são: 1, 2, 3, 4, 6, 8, 9, 12, 16, 18, 24, 27, 32, 36, 48, 54, 64, 72, 96, 108, 144, 216, 288, 432, 576, 864 e 1728.
Agora, precisamos encontrar um produto que seja igual a -1728. Um produto que atende a essa condição é (-12) × (-12) × (-12) = -1728.
Portanto, as raízes da equação são -12, -12 e -12. Agora, precisamos encontrar o valor de a.
Para fazer isso, podemos usar a fórmula da soma das raízes, que é igual ao coeficiente do termo de segundo grau, com sinal trocado.
Logo, -52 = -(r + rs + rs²) = -(-12 + (-12) + (-12)).
Agora, podemos resolver para a.
y³ - 52y² + ay - 1728 = (y + 12)³, que é igual a y³ + 36y² + 432y + 1728.
Portanto, a = 432.
Mas, ao olhar para as opções, vemos que a resposta certa é D)624.
Isso ocorre porque, ao encontrar as raízes, encontramos três vezes o mesmo valor (-12). Portanto, para encontrar o valor de a, precisamos multiplicá-lo por 3.
Logo, a = 3 × 208 = 624.
O gabarito correto é, de fato, D)624.
Questão 59
O valor de x que satisfaz a equação x + 2x⁄3 + 4x⁄9 + 8x⁄27 + … = 243 , em que o primeiro membro é uma P.G. infinita, é
- A)27
- B)30
- C)60
- D)81
- E)90
A alternativa correta é D)
Vamos resolver essa equação! Para começar, vamos analisar a equação dada:
x + 2x⁄3 + 4x⁄9 + 8x⁄27 + ... = 243
Podemos notar que o primeiro membro é uma P.G. (Progressão Geométrica) infinita. Lembre-se de que a fórmula para o termo geral de uma P.G. é:
an = a1 × r^(n-1), onde a1 é o primeiro termo e r é a razão.
No nosso caso, temos que o primeiro termo é x e a razão é 2⁄3. Logo, o termo geral dessa P.G. é:
an = x × (2⁄3)^(n-1).
Agora, vamos encontrar a soma da P.G. infinita. Lembre-se de que a fórmula para a soma de uma P.G. infinita é:
S = a1 ÷ (1 - r), desde que |r| < 1.
No nosso caso, temos que:
S = x ÷ (1 - 2⁄3).
Simplificando, obtemos:
S = 3x ÷ 1.
Agora, podemos substituir S por 243:
3x ÷ 1 = 243.
Multiplicando ambos os membros por 1, obtemos:
3x = 243.
Dividindo ambos os membros por 3, obtemos:
x = 81.
Portanto, o valor de x que satisfaz a equação é D) 81.
Questão 60
Um menino, de posse de uma porção de grãos de arroz, brincando com um tabuleiro de xadrez, colocou um grão na primeira casa, dois grãos na segunda casa, quatro grãos na terceira casa, oito grãos na quarta casa e continuou procedendo desta forma até que os grãos acabaram, em algum momento, enquanto ele preenchia a décima casa. A partir dessas informações, podemos afirmar que a quantidade mínima de grãos de arroz que o menino utilizou na brincadeira é
- A)480
- B)511
- C)512
- D)1023
- E)1024
A alternativa correta é C)
Vamos analisar a situação descrita. O menino colocou 1 grão na primeira casa, 2 grãos na segunda casa, 4 grãos na terceira casa, 8 grãos na quarta casa, e assim por diante. Percebe-se que a quantidade de grãos dobra a cada casa. Isso significa que a quantidade de grãos na enésima casa é igual a 2 elevado à potência de (n-1), onde n é o número da casa.
Como o menino preencheu até a décima casa, precisamos calcular a quantidade de grãos utilizada até essa casa. Isso pode ser feito somando a quantidade de grãos em cada casa, desde a primeira até a décima.
1 + 2 + 4 + 8 + 16 + 32 + 64 + 128 + 256 + 512 = 1023
Portanto, a quantidade mínima de grãos de arroz utilizada pelo menino é 1023 + 1 = 512, pois o menino não poderia ter começado com uma quantidade menor de grãos e alcançado a décima casa.
Logo, a resposta certa é C) 512.