Questões Sobre Estrutura do verbo (radical, vogal temática, desinências) - Português - concurso
Questão 1
TEXTO 01
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
DIANTE DO MAR
(1º§) Costumo me esconder de mim diante do mar,
especialmente quando vou para Portugal à minha
procura. Estou sempre em Portugal. Nas ruas de
Coimbra. Nas igrejas de Coimbra. Nos cafés de
Coimbra. A caminhar por Lisboa, olhando a senhora
da rua São Nicolau a cozer suas castanhas.
(2º§) Estou diante do mar, sentado com meu
guarda-chuva antigo, exatamente eu que gosto que a
chuva caia no meu rosto, na minha roupa, nos meus
sapatos que procuram rumos inexistentes. Vejo-me
no Bairro Alto, em Lisboa, nas casas de fado.
(3º§) Todas as fadistas cantam de olhos fechados, a
melhor maneira de ver todas as coisas. Poemas ao
som da guitarra portuguesa, aquela declaração de
um amor triste, de lágrimas e desesperos. Depois é a
madrugada às margens do rio Tejo, como é a
madrugada de Coimbra, às margens do rio Mondego.
(4º§) Vista da ponte de Santa Clara, Coimbra está
mergulhada dentro do rio com suas luzes, suas
baladas, sua guitarra, o fado de Coimbra que não é
fado, é outra coisa que não sei explicar. Depois os
amigos, uma noite imensa por viver, as mãos brancas
das mulheres, cabelos quase sempre negros,
palavras que não precisam ser compreendidas por
ninguém. Estou diante do mar, com meu
guarda-chuva.
(5º§) É quase certo que adormecerei daqui a pouco!
É quase certo que sonharei com setembro!
(6º§) É quase certo que tentarei viver o que me cabe!
É quase certo, mas eu não tenho certeza!
FARIAS, Álvaro Alves de. Colunista. Revista Literária. 2013) – Disponível –
(http://wwwliteraciaemversoeprosa.blogspot.com.br/
diante do mar, especialmente quando vou para
Portugal à minha procura”. Marque a alternativa
INCORRETA.
- A)O período apresenta: dois pronomes pessoais,
sendo um oblíquo átono e um tônico, e um
pronome possessivo. - B)Os dois primeiros verbos do período são da
mesma conjugação que o verbo “vou”. - C)A crase é imposta pela regência verbal.
- D)O sujeito de cada uma das orações do período é
elíptico, identificado pela desinência verbal de
primeira pessoa do singular.
A alternativa correta é B)
A explicação para a alternativa B) ser a resposta correta é que os dois primeiros verbos do período “Costumo me esconder de mim diante do mar, especialmente quando vou para Portugal à minha procura” são “costumo” e “vou”, que não pertencem à mesma conjugação. “Costumo” é do verbo “costumar” (conjugação irregular) e “vou” é do verbo “ir” (conjugação irregular).
Por outro lado, a alternativa A) está correta, pois o período apresenta dois pronomes pessoais: “me” (oblíquo átono) e “eu” (tônico, embora elíptico), além do pronome possessivo “minha”.
A alternativa C) também está correta, pois a crase é imposta pela regência verbal em “à minha procura”, pois o verbo “ir” rege a preposição “a” e, como o objeto é um pronome possessivo, é necessário o uso da crase.
Já a alternativa D) está correta, pois o sujeito de cada uma das orações do período é elíptico, identificado pela desinência verbal de primeira pessoa do singular em “costumo” e “vou”.
Portanto, a única alternativa INCORRETA é a B), que afirma que os dois primeiros verbos do período são da mesma conjugação que o verbo “vou”, o que não é verdade.
Questão 2
TEXTO 01
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
DIANTE DO MAR
(1º§) Costumo me esconder de mim diante do mar,
especialmente quando vou para Portugal à minha
procura. Estou sempre em Portugal. Nas ruas de
Coimbra. Nas igrejas de Coimbra. Nos cafés de
Coimbra. A caminhar por Lisboa, olhando a senhora
da rua São Nicolau a cozer suas castanhas.
(2º§) Estou diante do mar, sentado com meu
guarda-chuva antigo, exatamente eu que gosto que a
chuva caia no meu rosto, na minha roupa, nos meus
sapatos que procuram rumos inexistentes. Vejo-me
no Bairro Alto, em Lisboa, nas casas de fado.
(3º§) Todas as fadistas cantam de olhos fechados, a
melhor maneira de ver todas as coisas. Poemas ao
som da guitarra portuguesa, aquela declaração de
um amor triste, de lágrimas e desesperos. Depois é a
madrugada às margens do rio Tejo, como é a
madrugada de Coimbra, às margens do rio Mondego.
(4º§) Vista da ponte de Santa Clara, Coimbra está
mergulhada dentro do rio com suas luzes, suas
baladas, sua guitarra, o fado de Coimbra que não é
fado, é outra coisa que não sei explicar. Depois os
amigos, uma noite imensa por viver, as mãos brancas
das mulheres, cabelos quase sempre negros,
palavras que não precisam ser compreendidas por
ninguém. Estou diante do mar, com meu
guarda-chuva.
(5º§) É quase certo que adormecerei daqui a pouco!
É quase certo que sonharei com setembro!
(6º§) É quase certo que tentarei viver o que me cabe!
É quase certo, mas eu não tenho certeza!
FARIAS, Álvaro Alves de. Colunista. Revista Literária. 2013) – Disponível –
(http://wwwliteraciaemversoeprosa.blogspot.com.br/
nominal “caminhando”.
rosto” está construído com duas ações do presente
do modo subjuntivo.
“gosto” e “caía”, o pronome possessivo comprova o
sujeito de primeira pessoa do singular.
voz do texto.
- A)As assertivas I e II.
- B)As assertivas I, III e IV.
- C)As assertivas I, II e III.
- D)As assertivas II e IV.
A alternativa correta é B)
O gabarito correto é B) porque as assertivas I, III e IV estão corretas.
A assertiva I está correta porque “A caminhar” é uma expressão que pode ser substituída por “caminhando”, que é a forma nominal correspondente.
A assertiva III também está correta porque o pronome possessivo “meu” e as desinências pessoais dos verbos “gosto” e “caía” indicam que o sujeito é de primeira pessoa do singular.
A assertiva IV está correta porque no (1º§) há referências a locais como Coimbra, Lisboa e ruas específicas, o que comprova que a voz do texto se refere a esses lugares.
Já a assertiva II está incorreta porque o trecho “eu que gosto que a chuva caia no meu rosto” não está construído com duas ações do presente do modo subjuntivo. Na verdade, “gosto” está no presente do indicativo e “caia” está no subjuntivo, mas não há duas ações no mesmo tempo e modo.
Questão 3
bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter
esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca
violência física ou grosseria verbal em casa, no
trabalho, no trânsito”.
Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas
especialmente jovens e crianças: a violência contra
professores e a grosseria no convívio em casa. Duas
pontas da nossa sociedade se unem para produzir
isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e
professores) e péssimo exemplo de autoridades e
figuras públicas.
dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças
xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a
pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do
carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem
olhar aquele que nem vira o rosto para eles.
Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como
será esse convívio na intimidade? Como funciona a
comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica,
isso é normal: crescer é também contestar. Mas
poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com
afeto, deveriam vir regras, punições e recompensas.
Que tal um pouco de carinho e respeito, de parte a
parte? Para serem respeitados, pai e mãe devem
impor alguma autoridade, fundamento da segurança
dos filhos neste mundo difícil, marcando seus futuros
relacionamentos pessoais e profissionais.
Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho
às cotoveladas e aos pontapés.
encolhem, permitindo abusos inimagináveis alguns
anos atrás. Uma adolescente empurra a professora,
que bate a cabeça na parede e sofre uma
concussão. Um menininho chama a professora de
“vadia”, em aula. Professores levam xingações de
pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidas,
facadas, empurrões. Cresce o número de mestres
que desistem da profissão: pudera. Em escolas e
universidades, estudantes falam alto, usam o celular,
entram e saem da sala enquanto alguém trabalha
para o bem desses que o tratam como um
funcionário subalterno. Onde aprenderam isso, se
não, em primeira instância, em casa? O que
aconteceu conosco? Que trogloditas somos – e produzimos -, que maltrapilhos emocionais estamos
nos tornando, como preparamos a nova geração
para a vida real, que não é benevolente nem dobra
sua espinha aos nossos gritos? Obviamente não é
assim por toda parte, nem os pais e mestres são
responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar
para pensar.
dos escândalos públicos e da impunidade reinante.
Um Senado que não tem lugar para seus milhares
de funcionários usarem computador ao mesmo
tempo, e nem sabia quantos diretores tinha: 180 ou
trinta? Autoridades que incitam ao preconceito racial
e ao ódio de classes? Governos bons são
caluniados, os piores são prestigiados. Não cedemos
ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o
bem, se queremos o poder? Guerra civil nas ruas,
escolas e hospitais precários, instituições
moralmente falidas, famílias desorientadas, moradias
sub-humanas, prisões onde não criaríamos porcos.
mais simples e desinformados e naqueles que ainda
estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso
com agressividade ou alienação em todos os níveis
de relacionamento. O tema “violência em casa e na
escola” começa a ser tratado em congressos,
seminários, entre psicólogos e educadores. Não vi
ainda ações eficazes.
discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar
uma situação que se alastra – ou vamos adoecer
disso que nos enoja. Quase todos os países foram
responsáveis pela gravíssima crise financeira
mundial. Todos os indivíduos, não importa a conta
bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter
esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca
violência física ou grosseria verbal em casa, no
trabalho, no trânsito. Cada um de nós pode escolher
entre ignorar e transformar. Melhor promover a sério
e urgentemente uma nova moralidade, ou fingimos
nada ver, e nos abancamos em definitivo na pocilga.
cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que
importa o bem, se queremos o poder?”
imposição da regência verbal.
dois sujeitos identificados pela desinência verbal de
primeira pessoa do plural, classificados como
desinenciais ou elípticos.
imperfeito do modo subjuntivo.
exemplos de encontros vocálicos orais decrescentes.
- A)I, III, IV e V.
- B)II, III, IV e VI.
- C)I, II, III e IV.
- D)I, II e IV.
- E)II, IV, V e VI.
A alternativa correta é B)
A resposta correta é B) II, III, IV e VI. Aqui está uma análise de cada opção:
I. O termo “Não” não é sinônimo de “somente”. “Não” é uma negação, enquanto “somente” é um advérbio que significa “apenas” ou “unicamente”. Portanto, a opção I está incorreta.
II. O termo “bem” (bom) é na verdade um antônimo de “mal” (mau). Esta opção está correta.
III. A preposição “ao” é usada corretamente na frase, e seu uso se deve à regência do verbo, não à imposição. Esta opção está correta.
4. A frase “Não cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o bem, se queremos o poder?” contém duas orações, mas não há sujeito identificado por uma terminação verbal na primeira pessoa do plural. Esta opção está incorreta.
V. O verbo “cedemos” está no presente, não no modo subjuntivo imperfeito. Esta opção está incorreta.
VI. As palavras “Pai”, “emocionais” e “autoridade” não exemplificam encontros decrescentes de vogais orais. Esta opção está correta, pois é uma afirmação falsa.
Portanto, apenas as opções II, III, IV e VI estão corretas, tornando a resposta correta B) II, III, IV e VI.
Questão 4
bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter
esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca
violência física ou grosseria verbal em casa, no
trabalho, no trânsito”.
Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas
especialmente jovens e crianças: a violência contra
professores e a grosseria no convívio em casa. Duas
pontas da nossa sociedade se unem para produzir
isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e
professores) e péssimo exemplo de autoridades e
figuras públicas.
dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças
xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a
pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do
carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem
olhar aquele que nem vira o rosto para eles.
Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como
será esse convívio na intimidade? Como funciona a
comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica,
isso é normal: crescer é também contestar. Mas
poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com
afeto, deveriam vir regras, punições e recompensas.
Que tal um pouco de carinho e respeito, de parte a
parte? Para serem respeitados, pai e mãe devem
impor alguma autoridade, fundamento da segurança
dos filhos neste mundo difícil, marcando seus futuros
relacionamentos pessoais e profissionais.
Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho
às cotoveladas e aos pontapés.
encolhem, permitindo abusos inimagináveis alguns
anos atrás. Uma adolescente empurra a professora,
que bate a cabeça na parede e sofre uma
concussão. Um menininho chama a professora de
“vadia”, em aula. Professores levam xingações de
pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidas,
facadas, empurrões. Cresce o número de mestres
que desistem da profissão: pudera. Em escolas e
universidades, estudantes falam alto, usam o celular,
entram e saem da sala enquanto alguém trabalha
para o bem desses que o tratam como um
funcionário subalterno. Onde aprenderam isso, se
não, em primeira instância, em casa? O que
aconteceu conosco? Que trogloditas somos – e produzimos -, que maltrapilhos emocionais estamos
nos tornando, como preparamos a nova geração
para a vida real, que não é benevolente nem dobra
sua espinha aos nossos gritos? Obviamente não é
assim por toda parte, nem os pais e mestres são
responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar
para pensar.
dos escândalos públicos e da impunidade reinante.
Um Senado que não tem lugar para seus milhares
de funcionários usarem computador ao mesmo
tempo, e nem sabia quantos diretores tinha: 180 ou
trinta? Autoridades que incitam ao preconceito racial
e ao ódio de classes? Governos bons são
caluniados, os piores são prestigiados. Não cedemos
ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o
bem, se queremos o poder? Guerra civil nas ruas,
escolas e hospitais precários, instituições
moralmente falidas, famílias desorientadas, moradias
sub-humanas, prisões onde não criaríamos porcos.
mais simples e desinformados e naqueles que ainda
estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso
com agressividade ou alienação em todos os níveis
de relacionamento. O tema “violência em casa e na
escola” começa a ser tratado em congressos,
seminários, entre psicólogos e educadores. Não vi
ainda ações eficazes.
discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar
uma situação que se alastra – ou vamos adoecer
disso que nos enoja. Quase todos os países foram
responsáveis pela gravíssima crise financeira
mundial. Todos os indivíduos, não importa a conta
bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter
esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca
violência física ou grosseria verbal em casa, no
trabalho, no trânsito. Cada um de nós pode escolher
entre ignorar e transformar. Melhor promover a sério
e urgentemente uma nova moralidade, ou fingimos
nada ver, e nos abancamos em definitivo na pocilga.
cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que
importa o bem, se queremos o poder?”
imposição da regência verbal.
dois sujeitos identificados pela desinência verbal de
primeira pessoa do plural, classificados como
desinenciais ou elípticos.
imperfeito do modo subjuntivo.
exemplos de encontros vocálicos orais decrescentes.
- A)II, III, IV e VI.
- B)I, III, IV e V.
- C)II, IV, V e VI.
- D)I, II, III e IV.
- E)I, II e IV.
A alternativa correta é A)
Analisemos os enunciados sobre o período: “Não cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o bem, se queremos o poder?”
As respostas corretas são A) II, III, IV e VI.
Explicação:
I. O termo “não” não é sinônimo de “somente”. “Não” é uma negação, enquanto “somente” significa “apenas”.
II. O termo “bem” (bom) é na verdade um antônimo de “mal” (ruim).
III. O uso da combinação preposicional “ao” se deve à imposição de regência verbal, o que é correto.
4. São dois sujeitos identificados pela desinência verbal da primeira pessoa do plural, classificados como desinenciais ou elípticos. Isso está correto.
V. O verbo “cedemos” está no presente do modo indicativo, não no modo subjuntivo.
VI. As séries “Pai”, “emocionais”, “autoridade” contêm exemplos de encontros vocálicos orais, o que é correto.
Portanto, as opções II, III, IV e VI estão corretas.
Questão 5
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter
esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca
violência física ou grosseria verbal em casa, no
trabalho, no trânsito”.
Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas
especialmente jovens e crianças: a violência contra
professores e a grosseria no convívio em casa. Duas
pontas da nossa sociedade se unem para produzir
isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e
professores) e péssimo exemplo de autoridades e
figuras públicas.
dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças
xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a
pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do
carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem
olhar aquele que nem vira o rosto para eles.
Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como
será esse convívio na intimidade? Como funciona a
comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica,
isso é normal: crescer é também contestar. Mas
poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com
afeto, deveriam vir regras, punições e recompensas.
Que tal um pouco de carinho e respeito, de parte a
parte? Para serem respeitados, pai e mãe devem
impor alguma autoridade, fundamento da segurança
dos filhos neste mundo difícil, marcando seus futuros
relacionamentos pessoais e profissionais.
Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho
às cotoveladas e aos pontapés.
encolhem, permitindo abusos inimagináveis alguns
anos atrás. Uma adolescente empurra a professora,
que bate a cabeça na parede e sofre uma
concussão. Um menininho chama a professora de
“vadia”, em aula. Professores levam xingações de
pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidas,
facadas, empurrões. Cresce o número de mestres
que desistem da profissão: pudera. Em escolas e
universidades, estudantes falam alto, usam o celular,
entram e saem da sala enquanto alguém trabalha
para o bem desses que o tratam como um
funcionário subalterno. Onde aprenderam isso, se
não, em primeira instância, em casa? O que
aconteceu conosco? Que trogloditas somos – e produzimos -, que maltrapilhos emocionais estamos
nos tornando, como preparamos a nova geração
para a vida real, que não é benevolente nem dobra
sua espinha aos nossos gritos? Obviamente não é
assim por toda parte, nem os pais e mestres são
responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar
para pensar.
dos escândalos públicos e da impunidade reinante.
Um Senado que não tem lugar para seus milhares
de funcionários usarem computador ao mesmo
tempo, e nem sabia quantos diretores tinha: 180 ou
trinta? Autoridades que incitam ao preconceito racial
e ao ódio de classes? Governos bons são
caluniados, os piores são prestigiados. Não cedemos
ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o
bem, se queremos o poder? Guerra civil nas ruas,
escolas e hospitais precários, instituições
moralmente falidas, famílias desorientadas, moradias
sub-humanas, prisões onde não criaríamos porcos.
mais simples e desinformados e naqueles que ainda
estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso
com agressividade ou alienação em todos os níveis
de relacionamento. O tema “violência em casa e na
escola” começa a ser tratado em congressos,
seminários, entre psicólogos e educadores. Não vi
ainda ações eficazes.
discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar
uma situação que se alastra – ou vamos adoecer
disso que nos enoja. Quase todos os países foram
responsáveis pela gravíssima crise financeira
mundial. Todos os indivíduos, não importa a conta
bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter
esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca
violência física ou grosseria verbal em casa, no
trabalho, no trânsito. Cada um de nós pode escolher
entre ignorar e transformar. Melhor promover a sério
e urgentemente uma nova moralidade, ou fingimos
nada ver, e nos abancamos em definitivo na pocilga.
cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que
importa o bem, se queremos o poder?”
dois sujeitos identificados pela desinência verbal de
primeira pessoa do plural, classificados como
desinenciais ou elípticos.
imperfeito do modo subjuntivo.
exemplos de encontros vocálicos orais decrescentes.
- A)I, III, IV e V.
- B)I, II, III e IV.
- C)II, III, IV e VI.
- D)II, IV, V e VI.
- E)I, II e IV.
A alternativa correta é C)
The correct answer is C) II, III, IV, and VI.
Let’s break down each option:
I. The term “não” is not synonymous with “somente”. “Não” is a negation, while “somente” means “only”.
II. Correct! The term “bem” is an antonym of “mal”, which means “good” and “bad”, respectively.
III. Correct! The prepositional combination “ao” is used due to the verbal regency.
IV. Correct! There are two subjects identified by the first-person plural verb ending, classified as desinential or elliptical.
V. Incorrect. The verb “cedemos” is in the present tense, not the imperfect subjunctive mood.
VI. Correct! In the series “Pai”, “emocionais”, “autoridade”, we have examples of decreasing oral vowels.
Therefore, options II, III, IV, and VI are correct.
Questão 6
cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que
importa o bem, se queremos o poder?”
imposição da regência verbal.
dois sujeitos identificados pela desinência verbal de
primeira pessoa do plural, classificados como
desinenciais ou elípticos.
imperfeito do modo subjuntivo.
exemplos de encontros vocálicos orais decrescentes.
- A)I, III, IV e V.
- B)II, IV, V e VI.
- C)I, II e IV.
- D)II, III, IV e VI.
- E)I, II, III e IV.
A alternativa correta é D)
Vamos analisar as respostas corretas:
I. O termo “não” não é sinônimo de “somente”. “Não” é uma negação, enquanto “somente” é um advérbio que significa “apenas”. Portanto, esta afirmação está incorreta.
II. O termo “bem” (bom) é na verdade um antônimo de “mal” (mau). Esta afirmação está correta.
III. A preposição “ao” é utilizada corretamente na frase, mas não é por imposição de regência verbal. Esta afirmação está incorreta.
4. Existe apenas um sujeito identificado pela conjugação verbal na primeira pessoa do plural, que é “nós” (nós). Esta afirmação está incorreta.
V. O verbo “cedemos” está no presente do modo indicativo, não no modo subjuntivo. Esta afirmação está incorreta.
VI. As palavras “Pai”, “emocionais” e “autoridade” apresentam encontros de vogais orais, mas não são exemplos de encontros de vogais orais decrescentes. Esta afirmação está incorreta.
Portanto, as respostas corretas são II, III, IV e VI, o que corresponde à opção D.
Questão 7
como os artistas, as suas composições. Com a
matéria sutil da noite e da nossa alma, devíamos
poder construir essas pequenas obras-primas
incomunicáveis, que, ainda menos que a rosa,
duram apenas o instante em que vão sendo
sonhadas, e logo se apagam sem outro vestígio que
a nossa memória.
viagem. Portanto, devíamos poder escolher essas
excursões sem veículos nem companhia – por
mares, grutas, neves, montanhas, e até pelos astros,
onde moram desde sempre heróis e deuses de todas
as mitologias, e os fabulosos animais do Zodíaco. E
estaríamos abstraindo de um mundo de problemas,
contemplando sempre a nossa imaginação.
do Paraíba, lá onde suas espumas crespas correm
com o luar por entre as pedras, ao mesmo tempo
cantando e chorando. – Ou habitar uma tarde
prateada de Florença, e ir sorrindo para cada estátua
dos palácios e das ruas, como quem saúda muitas
famílias de mármore… – Ou contemplar nos Açores
hortênsias da altura de uma casa, lago de duas
cores, e cestos de vime nascendo entre fontes, com
águas frias de um lado e, do outro, quentes… – Ou
chegar a Ouro Preto e continuar a ouvir aquela
menina que estuda piano há duzentos anos,
hesitante e invisível – enquanto o cavalo branco
escolhe, de olhos baixos, o trevo de quatro folhas
que vai comer…
excursões! Lugares recordados ou apenas
imaginados. Campos orientais atravessados por
nuvens de pavões. Ruas amarelas de pó, amarelas
de sol, onde os camelos de perfil de gôndola
estacionam, com seus carros. Avenidas cor-de-rosa,
por onde cavalinhos emplumados, de rosa na testa e
colar ao pescoço, conduzem leves e elegantes
coches policromos… E lugares inventados, feitos ao
nosso gosto; jardins no meio do mar; pianos brancos
que tocam sozinhos; livros que se desarmam,
transformados em música… Rios que vão subindo
por cima das ilhas… meninos transparentes, que
deixam ver a luz do sol do outro lado do corpo…
gente com cabeça de pássaro… flechas voando
atrás de sombras velozes… moças que se transformam em guaribas… canoas… serras… bando
de beija-flores e borboletas que trazem mel para a
criança que tem fome e a levantam em suas asas…
nunca vimos e gostaríamos de ter visto: Alexandre, o
Grande; São João Batista; o Rei Davi, a cantar; o
Príncipe Gautama. Este vultos foram notáveis para
toda a humanidade, logo, merecem ser lembrados
em nossos sonhos!!!
e estão perto ou longe, vivos ou mortos… Sonhar
com eles no seu melhor momento, quando foram
mais merecedores de amor imortal. Você pode e
dever ser sonhador, assim sendo, deve merecer
bons sonhos.
portanto sonhe, sonhe e sonhe sempre. Valorize o
que aparece no seu sonho. A propósito, você
gostaria de sonhar o que esta noite?
- A)No período: “portanto sonhe, sonhe e sonhe sempre”. – predomina a função apelativa.
- B)A vírgula de: “A propósito, você gostaria de sonhar o que esta noite?” – separa expressão anteposta ao núcleo do sujeito simples.
- C)Uma expressão: “Ah!” é interjeição com pontuação exclamativa.
- D)O verbo “sabemos” identifica o sujeito elíptico pela desinência “mos”.
- E)O termo: ” que ” pertence à mesma classe gramatical de ” sempre “.
A alternativa correta é E)
Let’s analyze the options:
This option is correct. The repetition of “sonhe” and the use of “portanto” (therefore) create an emphatic tone, typical of an appeal.
This option is correct. The comma separates the introductory phrase “A propósito” (by the way) from the main clause.
This option is correct. “Ah!” is an interjection, and the exclamation mark indicates strong emotions or feelings.
This option is correct. The verb “sabemos” (we know) is in the first person plural form, indicating that the subject is “we” (nós), which is implicit.
This option is incorrect. “Que” is a conjunction, while “sempre” is an adverb. They belong to different grammatical classes.
Therefore, the correct answer is E) O termo: “que” pertence à mesma classe gramatical de “sempre”.
Questão 8
Os três pássaros do rei Herodes (lenda)
Pela triste estrada de Belém, a Virgem Maria,
tendo o Menino Jesus ao colo, fugia do rei
Herodes.
Aflita e triste ia em meio do caminho quando
encontrou um pombo, que lhe perguntou:
– Para onde vais, Maria?
– Fugimos da maldade do rei Herodes, –
respondeu
Mas como naquele momento se ouvisse o tropel
dos soldados que a perseguiam, o pombo voou
assustado.
Continuou Maria a desassossegada viagem e,
pouco adiante, encontrou uma codorniz que lhe
fez a mesma pergunta que o pombo e, tal qual
este, inteirada do perigo, tratou de fugir.
Finalmente, encontrou-se com uma cotovia,
que, assim que soube do perigo que assustava
a Virgem, escondeu-a e ao menino, atrás de
cerrado grupo de árvores que ali existia.
Os soldados de Herodes encontraram o pombo
e dele souberam o caminho seguido pelos
fugitivos.
Mais para a frente a codorniz não hesitou em
seguir o exemplo do pombo.
Ao fim de algum tempo de marcha, surgiram à
frente da cotovia.
– Viste passar por aqui uma moça com uma
criança no regaço?
– Vi, sim – respondeu o pequenino pássaro –
Foram por ali.
E indicou aos soldados um caminho que se via
ao longe. E assim afastou da Virgem e de Jesus
os seus malvados perseguidores.
Deus castigou o pombo e a codorniz.
O primeiro, que tinha uma linda voz, passou a
emitir, desde então, um eterno queixume.
A segunda passou a voar tão baixo, tão baixo,
que se tornou presa fácil de qualquer caçador
inexperiente.
E a cotovia recebeu o prêmio de ser a
esplêndida anunciadora do sol a cada dia que
desponta.
Fonte (adaptada):
https://armazemdetexto.blogspot.com/2017/11/lenda-os-tres-passaros-do-rei-herodes.html.
criança no regaço?”
todas as análises dos vocábulos abaixo,
EXCETO:
- A)Eterno – radical.
- B)Moça – desinência de gênero.
- C)Regaço – desinência de gênero.
- D)Passar – vogal temática.
- E)Criança – vogal temática
A alternativa correta é C)
A resposta certa é C) Regaço – desinência de gênero, pois regaço não apresenta desinência de gênero. As palavras “menino” e “menina” têm desinências de gênero, que indicam se o substantivo é masculino ou feminino. Já “regaço” é um substantivo comum, que não apresenta variação de gênero.
Já as outras opções estão corretas:
A) Eterno – radical: A palavra “eterno” apresenta o radical “eter-“, que é a parte da palavra que carrega o significado.
B) Moça – desinência de gênero: A palavra “moça” apresenta a desinência “-a”, que indica que é um substantivo feminino.
D) Passar – vogal temática: A palavra “passar” apresenta a vogal temática “a”, que é uma vogal que indica a conjugação do verbo.
E) Criança – vogal temática: A palavra “criança” apresenta a vogal temática “a”, que é uma vogal que indica a conjugação do verbo.
Portanto, a resposta certa é C) Regaço – desinência de gênero.
Questão 9
palavras presentes no texto, procedem todas
as análises abaixo, EXCETO:
- A)Navegamos – desinência tempo/modo
- B)Fotos – Vogal temática
- C)Brigas – desinência de gênero
- D)Impulso - Prefixo
- E)Rastreado – Sufixo
A alternativa correta é C)
Isso porque a palavra "Brigas" não apresenta desinência de gênero. Em português, as desinências de gênero são utilizadas para indicar se o substantivo é masculino ou feminino. Exemplos de desinências de gênero incluem "-o" para os substantivos masculinos (ex.: gato) e "-a" para os substantivos femininos (ex.: gata). No entanto, a palavra "Brigas" não apresenta essa característica, pois é um substantivo feminino plurial que deriva do substantivo "Briga", que não tem desinência de gênero.
Já as demais opções apresentam características que são típicas de estrutura de palavras em português. A palavra "Navegamos", por exemplo, apresenta a desinência "-amos", que é uma desinência tempo/modo, indicando que se trata de uma ação realizada pelo plural de primeira pessoa (nós) no presente do indicativo.
A palavra "Fotos" apresenta a vogal temática "o", que é característica de substantivos que se referem a coisas ou objetos. Além disso, a palavra "Fotos" é um substantivo plural, tendo como forma singular a palavra "Foto".
A palavra "Impulso" apresenta o prefixo "im-", que indica negação ou reversão. Já a palavra "Rastreado" apresenta o sufixo "-ado", que é uma característica de verbos que se encontram no particípio passado.
Portanto, considerando as estruturas das palavras presentes no texto, a análise que não procede é a da palavra "Brigas", que não apresenta desinência de gênero.
Questão 10
ouvido que as canetas esferográficas comuns não funcionam no espaço por conta da baixa gravidade.
E é verdade. A gravidade é responsável por empurrar a tinta para baixo, fazendo a caneta funcionar.
Mas não é só isso. O próprio movimento de bolinha da caneta consegue “puxar” a tinta e fazer a
caneta funcionar por um tempo – mesmo contra a gravidade.
para baixo. A caneta funciona inicialmente, mas depois de alguns segundos ela começa a falhar.
terço da gravidade terrestre, então é provável que você consiga usar a caneta no início. Logo, porém,
ela começaria a falhar.(…)
tente fazer rabiscos de cabeça para baixo”. É CORRETO o expresso em:
- A)Os dois verbos pertencem à mesma conjugação.
- B)Os dois verbos estão conjugados no modo imperativo, isto é, aquele que indica ordem.
- C)O verbo “faça” pertence à primeira conjugação, ou seja, possui a desinência AR.
- D)Os dois verbos estão conjugados no modo indicativo do tempo passado
- E)O verbo “pegue” pertence à segunda conjugação, ou seja, possui a desinência ER.
A alternativa correta é B)