Questões Sobre Estrutura do verbo (radical, vogal temática, desinências) - Português - concurso
Questão 41
Segurança no trânsito
Não há quem discorde que dirigir com prudência faz do trânsito
um lugar mais seguro. Em continuação à campanha do Maio
Amarelo, listamos algumas práticas simples que aumentam a
segurança nos carros. Considerando que, de acordo com a
Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), 60%
dos acidentes graves acontecem com menos de 30 minutos de
percurso, recomendamos que as dicas sejam seguidas
independentemente da distância.
(Disponível em: autopapo.com.br, com adaptações)
Com base no texto ‘Segurança no trânsito’, leia as
afirmativas a seguir:
I. O autor afirma que a prudência contribui positivamente para a
segurança no trânsito.
II. No trecho “Em continuação à campanha”, o vocábulo “à” é um
verbo.
Marque a alternativa CORRETA:
- A)As duas afirmativas são verdadeiras.
- B)A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
- C)A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
- D)As duas afirmativas são falsas.
A alternativa correta é B)
Resposta:
A resposta correta é B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
Isso porque a afirmativa I está de acordo com o texto, que afirma que dirigir com prudência faz do trânsito um lugar mais seguro. Já a afirmativa II é falsa, pois o vocábulo "à" no trecho "Em continuação à campanha" é uma preposição, e não um verbo.
Portanto, a resposta correta é B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
É importante ressaltar que a compreensão do texto e a análise cuidadosa das afirmativas são fundamentais para chegar à resposta correta.
Além disso, é essencial ter conhecimento sobre as partes da fala, como verbos, preposições, substantivos, etc., para não cometer erros de interpretação.
Dessa forma, é possível concluir que a resposta correta é B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
Questão 42
A FELICIDADE
Vinicius de Moraes
Compositor: Vinicius De Moraes E Tom Jobim
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor.
A felicidade é uma coisa louca
Mas tão delicada, também
Tem flores e amores de todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu sempre trato dela muito bem.
Tristeza não tem fim
Felicidade sim.
https://www.vagalume.com.br/vinicius-de-moraes/afelicidade.html
Considere as assertivas abaixo elencadas, quanto à classificação morfológica dos termos sublinhados e, assinale V para a verdadeira e F para a falsa:
( ) Em: “A felicidade é como a gota”, o vocábulo “é ” é um verbo de ligação.
( ) No trecho: “E cai como uma lágrima de amor”, a palavra lágrima” é classificada como um adjetivo.
( ) Em “Mas tão delicada, também” o vocábulo tão é um advérbio.
( ) No fragmento “E é por ela ser assim tão delicada” a palavra assim é um advérbio.
( ) No trecho “Que eu sempre trato dela muito bem” a palavra “que” é uma conjunção.
As afirmativas sã o, respectivamente:
- A)V- F- V- V- V.
- B)V- V- V- F- F.
- C)F- V- F- V- V.
- D)F- F- V- F- F.
- E)V- V- F- V- F.
A alternativa correta é A)
As afirmativas são, respectivamente: A) V – F – V – V – V.
Explicação:
( ) Em: “A felicidade é como a gota”, o vocábulo “é ” é um verbo de ligação. (V)
( ) No trecho: “E cai como uma lágrima de amor”, a palavra lágrima” é classificada como um substantivo. (F)
( ) Em “Mas tão delicada, também” o vocábulo tão é um advérbio. (V)
( ) No fragmento “E é por ela ser assim tão delicada” a palavra assim é um advérbio. (V)
( ) No trecho “Que eu sempre trato dela muito bem” a palavra “que” é uma conjunção subordinativa. (V)
Portanto, as afirmativas são, respectivamente: V – F – V – V – V.
Essa análise morfológica dos termos sublinhados ajuda a entender melhor a estrutura e o significado da letra da música “A Felicidade”, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim.
Questão 43
Texto 2
– Por que o senhor está sentado aí tão sozinho? indagou Alice, sem querer iniciar uma discussão. – Ora essa, porque não tem ninguém aqui comigo! – gritou Humpty-Dumpty. – Pensou que eu não saberia responder essa, hein? Pergunte outra.
(CARROLL, Lewis. Através do espelho e o que Alice encontrou lá. Trad. de Sebastião Uchoa Leite. 2 ed. Rio, Fontana-Summus, 1977, p. 192.)
No hilariante diálogo que trava com Humpty-Dumpty, personagem surrealista do País do Espelho, Alice vê-se inúmeras vezes perplexa diante dos conceitos e da argumentação com que ele agressivamente a enfrenta. Conciliadora, ela procura sempre um novo assunto para reiniciar a conversa, tentando apaziguar o mau humor de seu irascível interlocutor. É difícil: lá vem ele em nova investida verbal, armado de um raciocínio aparentemente invulnerável. Nesta réplica alucinada, todavia, por mais vitorioso que Humpty-Dumpty se considere, quem escorregou na lógica foi ele. Nem podia ser de outro modo, pois sua cabeça (cabeça? ou corpo? Alice não sabe se a faixa que o circunda é uma gravata ou um cinto) funciona, como tudo nesse mundo surreal, por um processo de inversão da realidade.
Preocupada com a situação daquele estranho ser com formato de ovo – sentado sobre um muro do qual poderia a qualquer momento cair, espatifando-se –, Alice quer saber a causa de estar ele ali tão só. Sua dúvida situa-se em um núcleo da frase interrogativa, precisamente aquele que corresponderia ao motivo desconhecido, e por isso mesmo questionado: “por quê?”. A resposta a uma interrogação nuclear deve preencher o vazio do mundo interrogante com um conteúdo esclarecedor. Os demais elementos da frase já são do conhecimento de Alice e equivalem a uma asserção: “O senhor está sentado aí tão sozinho”.
Se Humpty-Dumpty não queria responder ao que ela indagava, então dissesse algo como “não me amole”, ou “o problema é meu”. Mas, como ele pretendeu satisfazer a curiosidade da menina, esperava-se um adjunto ou uma oração adverbial de causa, que poderia ser “por preguiça”, “por não ter coisa mais interessante para fazer”, ou ainda “porque este é um bom lugar e porque gosto de estar só”.
A frase marota de Humpty-Dumpty é engraçada porque, em que pese sua aparente lógica, ele não respondeu à pergunta feita. Ignorando o item “estar aí sentado”, que se inclui na dúvida de Alice, pretendeu esclarecer somente a causa de sua solidão. Na verdade, porém, limitou-se a definir o que é estar sozinho: é não ter ninguém consigo. Sua resposta é parecida com ele e com seu nome: os dois lados de um ovo são praticamente iguais.
Menos que uma definição, suas palavras são uma redundância, uma imagem espelhada de algo que Alice já sabia, visto que acabara de dizê-lo.
O fundamento dessa confusão armada por Humpty-Dumpty é de natureza gramatical – mais especificamente, sintática: ele não utilizou, como deveria, uma oração subordinada causal (o que a menina esperava), mas uma coordenada explicativa, que não esclarecia a dúvida de Alice.
O problema, então, é distinguir a explicativa da causal, quando a conjunção que as encabeça é, fonética e fonologicamente, a mesma: porque. De um ponto de vista sintático, porém, não o é. Aliás, “não o são” – no plural, visto que se trata de duas conjunções diferentes.
Como distingui-las? Não é simples. Mas esperamos que, ao término das reflexões que vamos desenvolver, isso fique, no mínimo, claro. Ou até fácil. Mário de Andrade não diz que “abasta a gente saber”?
(CARONE. Flávia de Barros. Coordenação e subordinação, confrontos e contrastes. São Paulo: Ática, 1988, p. 7-9.)
- A)por mais vitorioso que Humpty-Dumpty se CONSIDERE (§ 1)
- B)aquele que CORRESPONDERIA ao motivo desconhecido (§ 2)
- C)então DISSESSE algo como “não me amole” (§ 3)
- D)visto que ACABARA de dizê-lo (§ 5)
- E)ESPERAMOS que (…) isso fique, no mínimo, claro (§ 8)
A alternativa correta é E)
Despite the apparent logic of Humpty-Dumpty’s response, he failed to address Alice’s question, which was about the reason why he was sitting alone on the wall. Instead, he defined what it means to be alone, stating that it is simply not having anyone with him. This response is humorous because it is a tautology, a redundant statement that does not provide any new information. It is as if Humpty-Dumpty is saying “I am alone because I am alone,” which does not explain anything.
This exchange highlights the importance of understanding the nuances of language and the differences between various grammatical structures. In this case, Humpty-Dumpty’s response is an example of a coordinative conjunction, which is used to connect two independent clauses. However, Alice was expecting a subordinate clause, specifically a causal clause, to explain the reason why Humpty-Dumpty was sitting alone.
The distinction between coordinative and subordinate clauses is crucial in understanding the meaning and intent behind a sentence. In this case, Humpty-Dumpty’s response is not only unhelpful but also misleading, as it appears to provide an explanation but ultimately does not. This kind of linguistic ambiguity can lead to confusion and miscommunication, as seen in this exchange between Alice and Humpty-Dumpty.
Furthermore, this episode illustrates the importance of critical thinking and analytical skills in communication. Alice’s question was simple and straightforward, but Humpty-Dumpty’s response required a deeper understanding of language and grammar to decipher its meaning. This highlights the need for individuals to develop their critical thinking skills to effectively navigate complex conversations and avoid misunderstandings.
In conclusion, the dialogue between Alice and Humpty-Dumpty serves as a reminder of the importance of clarity and precision in language. It also underscores the need for critical thinking and analytical skills to effectively communicate and understand the intentions behind a message. By recognizing the differences between coordinative and subordinate clauses, individuals can improve their communication skills and avoid misunderstandings that can arise from linguistic ambiguity.
The correct answer is E) ESPERAMOS que (…) isso fique, no mínimo, claro (§ 8). This sentence is an example of a verb form where the morpheme accumulates the notions of MODE and TIME, which is zero.
Questão 44
Sobre a amizade
O clássico pensador romano Cícero dizia que nada é mais difícil do que conservar intacta uma amizade até o último dia da
vida. Para ele, os interesses e mesmo o caráter dos homens costumam variar com o tempo, por conta dos reveses ou dos sucessos
por que passamos. As mais vivas amizades da infância podem não resistir aos anos da adolescência, quando grandes
transformações nos atingem.
Mesmo para aqueles cuja amizade resiste por muito tempo, há a possibilidade de desavenças políticas porem tudo a perder.
Outras violentas dissensões surgem quando se exige de um amigo algo de inconveniente, como se tornar cúmplice de uma fraqueza
nossa, ou quando se lhe pede uma providência que esteja acima de suas forças. Mas essas ameaças à amizade não devem
enfraquecer a potência desse sentimento; devem nos lembrar o quanto um amigo é precioso, e quão preciosa será a conservação de
sua leal companhia.
(Cláudio Augusto Catilino, inédito)
É plenamente aceitável a articulação estabelecida entre os tempos e os modos verbais na frase:
- A)Muitos não entenderão como um pensador da era clássica, como Cícero, tiver a nos dizer coisas que parecessem ser tão
atuais. - B)Segundo Cícero, nada será mais difícil, numa amizade, do que se enfrentássemos adversidades políticas que se ponham
diante de nós. - C)Muitas desavenças sérias haverão de surgir quando velhos amigos forem levados a confrontar suas antagônicas posições
políticas. - D)Não deveriam jamais ter enfraquecido uma verdadeira amizade aquelas dissensões que vierem a ocorrer ao longo da vida.
- E)Se nos lembrássemos sempre do valor de uma amizade verdadeira, houvéssemos de estabelecer um maior controle sobre
as desavenças.
A alternativa correta é C)
É plenamente aceitável a articulação estabelecida entre os tempos e os modos verbais na frase:
- A) Muitos não entenderão como um pensador da era clássica, como Cícero, tiver a nos dizer coisas que parecessem ser tão atuais.
- B) Segundo Cícero, nada será mais difícil, numa amizade, do que se enfrentássemos adversidades políticas que se ponham diante de nós.
- C) Muitas desavenças sérias haverão de surgir quando velhos amigos forem levados a confrontar suas antagônicas posições políticas.
- D) Não deveriam jamais ter enfraquecido uma verdadeira amizade aquelas dissensões que vierem a ocorrer ao longo da vida.
- E) Se nos lembrássemos sempre do valor de uma amizade verdadeira, houvéssemos de estabelecer um maior controle sobre as desavenças.
A resposta certa é a opção C, que apresenta uma articulação coerente entre os tempos e os modos verbais, mantendo a ideia de que as desavenças políticas podem surgir em uma amizade e causar problemas.
Essa discussão sobre a amizade nos lembra de como é importante cultivar relacionamentos saudáveis e verdadeiros, que possam resistir às provações e desafios da vida. A amizade é um dos mais preciosos bens que temos, e devemos cuidar dela com carinho e atenção.
No entanto, é importante reconhecer que as amizades não são imunes às dificuldades e desavenças. As pessoas mudam, os interesses mudam, e as circunstâncias mudam. É preciso ser flexível e adaptável para manter uma amizade saudável.
Além disso, é fundamental respeitar as diferenças e opiniões divergentes entre os amigos. A amizade não significa concordar em tudo, mas sim respeitar as diferenças e manter a comunicação aberta.
Em resumo, a amizade é um tesouro precioso que precisa ser cultivado e cuidado com carinho. É preciso ser paciente, flexível e respeitoso para manter relacionamentos saudáveis e verdadeiros.
(Autor desconhecido)
Questão 45
Ninguém se cura permanecendo no mesmo ambiente em que adoeceu
Ninguém se cura sem cortar a causa do mal, sem se privar do que machuca e contamina sua felicidade, sem evitar ficar junto de quem
não faz nada mais do que sofrer.
A gente adoece por várias razões, tanto físicas quanto psicológicas. O mesmo se dá com os tipos de doenças: existem males
do corpo e males da alma. Mente e corpo são indissociáveis, assim como na Antiguidade já se ensinava, ou seja, temos que cuidar de
tudo o que nos constitui, por dentro e por fora. De nada adianta um corpo perfeito habitado por uma alma sucateada, e vice-versa.
Infelizmente, é difícil atentarmos para essa necessidade de equilibrarmos o que vem de fora e o que nasce aqui dentro, o que
o espelho reflete e o que não, o que fazemos com nosso corpo e o que fazem com nossa alma. O mundo todo supervaloriza as
aparências, o que dificulta a atenção que deve ser voltada ao que sentimos, ao que nos faz bem. Sabemos muito bem qual roupa
queremos vestir, mas é complicado saber o que acelera o nosso coração.
Talvez ninguém consiga se livrar da infelicidade que toma conta de si, caso permaneça parado, sem sair do lugar. Aquilo que
nos adoece deve ser evitado, seja o vento gelado, seja o tratamento frio do outro. Ser descuidado com a saúde adoece, ser descuidado
com os sentimentos também. Práticas saudáveis incluem tanto atividades físicas quanto exercitar o amor próprio. Alimentar o corpo e
a alma, sempre.
Ninguém há de ser feliz permanecendo em histórias cujo final não tem chance de ser feliz. Ninguém se cura sem cortar a causa
do mal, sem se privar do que machuca e contamina sua felicidade, sem evitar ficar junto de quem não faz nada mais do que sofrer.
Ninguém volta a sorrir nos lugares onde sua felicidade foi perdida, roubada, aviltada, negada.
Entender que as dores e doenças são alertas que nos pedem calma, que nos clamam por um repensar, por um respirar, por
sobrevivência, acaba nos encorajando a tomar as atitudes certas, por mais que doam, que entristeçam, que pareçam impossíveis. Nada
é impossível, quando ainda há sonhos a serem alcançados e vida dentro da gente. Caso não consigamos cair fora do que nos adoece,
então morrerão os sonhos, morrerão os planos, morreremos nós, ainda que com vida. Ainda que por muitos dias. Por anos…
Por Marcel Camargo
Disponível em: https://www.contioutra.com/ninguem-se-cura-permanecendo-no-mesmo-ambiente-em-que-adoeceu/
do trecho “De nada adianta um corpo perfeito habitado por uma
alma sucateada” é:
- A)Nada – Advérbio.
- B)Adianta – Verbo.
- C)Um – Artigo.
- D)Habitado – Adjetivo.
- E)Alma – Substantivo.
A alternativa correta é A)
A resposta certa é A) Nada – Advérbio. No trecho “De nada adianta um corpo perfeito habitado por uma alma sucateada”, a palavra “nada” é um advérbio, pois indica a falta de valor ou utilidade de algo. Já o verbo é “adianta”, o artigo é “um”, o adjetivo é “perfeito” e “sucateada”, e o substantivo é “corpo” e “alma”.
É importante notar que o texto destaca a importância de se cuidar tanto do corpo quanto da alma. A saúde não é apenas física, mas também emocional e mental. É preciso ter equilíbrio entre o que vem de fora e o que nasce dentro de nós, para que possamos alcançar a felicidade e a cura.
Além disso, o texto também destaca a importância de se afastar do que nos faz mal, seja física ou emocionalmente. Ninguém se cura permanecendo no mesmo ambiente em que adoeceu, e é preciso cortar a causa do mal, se privar do que machuca e contamina nossa felicidade.
O autor do texto, Marcel Camargo, nos lembra que a cura é um processo que envolve mudanças e escolhas difíceis, mas que são fundamentais para nossa sobrevivência e felicidade. É preciso ter coragem de sair do lugar, de mudar, de se cuidar e de se amar.
Portanto, a resposta A) Nada – Advérbio é a mais adequada, pois a palavra “nada” é um advérbio que indica a falta de valor ou utilidade de algo. Além disso, o texto destaca a importância de se cuidar tanto do corpo quanto da alma, e de se afastar do que nos faz mal.
Questão 46
Uma educação que nos torna medíocres
Lya Luft (Revista Veja) com adaptações
“Queremos, aceitamos, pão e circo, a Copa, a
Olimpíada, a balada, o joguinho, o desconto, o prazo
maior para nossas dívidas, o não saber de nada sério: a
gente não quer se incomodar. Ou pior: nós temos a
sensação de que não adianta mesmo”
Leio com tristeza sobre o quanto países como Coréia
do Sul e outros estimulam o ensino básico,
conseguem excelência em professores e escolas,
ótimas universidades, num crescimento real, aquele
no qual tudo se fundamenta: a educação, a
informação, a formação de cada um.
Comparados a isso, parecemos treinar para ser
medíocres. Como indivíduos, habitantes deste Brasil,
estamos conscientes disso, e queremos — ou
vivemos sem saber de quase nada? Não vale, para
um povo, a desculpa do menino levado que tem a
resposta pronta: “Eu não sabia”, “Não foi por querer”.
Pois, mesmo com a educação — isto é a informação
— tão fraquinha e atrasada, temos a imprensa para
nos informar. A televisão não traz só telenovelas ou
programas de auditório: documentários, reportagens,
notícias, nos tornam mais gente: jornais não têm só
coluna policial ou fofocas sobre celebridades, mas nos
deixam a par e nos integram no que se passa no
mundo, no país, na cidade.
Alienação é falta grave: omissão traz burrice, futilidade
é um mal. Por omissos votamos errado ou nem
votamos, por desinformados não conhecemos os
nossos direitos, por fúteis não queremos lucidez, não
sabemos da qualidade na escola do filho, da saúde de
todo mundo, da segurança em nossas ruas.
O real crescimento do país e o bem da população
passam ao largo de nossos interesses. Certa vez
escrevi um artigo que deu título a um livro: “Pensar é
transgredir”. Inevitavelmente me perguntam:
“Transgredir o quê?”. Transgredir a ordem da
mediocridade, o deixa pra lá, o nem quero saber nem
me conte, que nos dá a ilusão de sermos livres e
leves como na beira do mar, pensamento flutuando,
isso é que é vida. Será? Penso que não, porque
todos, todos sem exceção, somos prejudicados pelo
nosso próprio desinteresse.
Nosso país tem tamanhos problemas que não dá para
fingir que está tudo bem, que somos os tais, que
somos modelo para os bobos europeus e americanos,
que aqui está tudo funcionando bem, e que até
crescemos. Na realidade, estamos parados,
continuamos burros, doentes, desamparados, ou
muito menos burros e doentes e desamparados do
que poderíamos estar. Já estivemos em situação pior?
Claro que sim.
Já tivemos escravidão, a mortalidade infantil era
assustadora, os pobres sem assistência, nas ruas
reinava a imundície, não havia atendimento algum aos
necessitados (hoje há menos do que deveria, mas
existe). Então, de certa forma, muita coisa melhorou.
Mas poderíamos estar melhores, só que não
parecemos interessados.
Queremos, aceitamos, pão e circo, a Copa, a
Olimpíada, a balada, o joguinho, o desconto, o prazo
maior para nossas dívidas, o não saber de nada sério:
a gente não quer se incomodar. Ou pior: nós temos a
sensação de que não adianta mesmo. Mas na
verdade temos medo de sair às ruas, nossas casas e
edifícios têm porteiro, guarda, alarmes e medo.
Nossas escolas são fraquíssimas, as universidades
péssimas, e o propósito parece ser o de que isso
ainda piore. Pois, em lugar de estimularmos os
professores e melhorarmos imensamente a qualidade
de ensino de nossas crianças, baixamos o nível das
universidades, forçando por vários recursos a entrada
dos mais despreparados, que naturalmente vão sofrer
ao cair na realidade. Mas a esses mais sem base,
porque fizeram uma escola péssima ou ruim, dizem
que terão tutores no curso superior para poder se
equilibrar e participar com todos.
Porque nós não lhes demos condições positivas de
fazer uma boa escola, para que pudessem chegar ao
ensino superior pela própria capacidade, queremos
band-aids ineficientes para fingir que está tudo bem.
Não se deve baixar o nível em coisa alguma, mas
elevar o nível em tudo.
Todos, de qualquer origem, cor, nível cultural e
econômico ou ambiente familiar, têm direito à
excelência que não lhes oferecemos, num dos
maiores enganos da nossa história.
Não precisamos viver sob o melancólico império da
mediocridade que parece fácil e inocente, mas trava
nossas capacidades, abafa nossa lucidez, e nos deixa
tão agradavelmente distraídos.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/ricardosetti/politica-cia/lya-luft-mediocres-distraidosok/Acesso
em 23/09/2013.
Leia o excerto abaixo e a seguir assinale a
alternativa CORRETA:
“Já tivemos escravidão, a mortalidade infantil era
assustadora, os pobres sem assistência, nas ruas
reinava a imundície, não havia atendimento algum
aos necessitados (hoje há menos do que deveria,
mas existe)”.
- A)O uso do verbo em destaque permite a
compreensão de um fato absolutamente certo de ter
ocorrido. - B)Os termos em destaque, respectivamente, são:
substantivo, adjetivo, substantivo feminino,
substantivo, verbo e advérbio de tempo. - C)Os termos hoje e assustadora são advérbios de
modo. - D)O verbo em destaque permite a compreensão de
um fato provavelmente ocorrido. - E)Os termos infantil e assustadora,
respectivamente, são: adjetivo qualificador e um
advérbio de modo.
A alternativa correta é X)
Resposta:
A resposta correta é B) Os termos em destaque, respectivamente, são: substantivo, adjetivo, substantivo feminino, substantivo, verbo e advérbio de tempo.
Justificativa:
Os termos em destaque no excerto são:
- escravidão: substantivo;
- mortalidade infantil: substantivo;
- assustadora: adjetivo;
- hoje: advérbio de tempo;
- deveria: verbo.
Portanto, a alternativa B está correta.
Questão 47
- A)Desinência modo-temporal.
- B)Prefixo.
- C)Radical.
- D)Vogal temática.
A alternativa correta é A)
- Prefix: des- (meaning “undo” or “remove”)
- Radical: amar- (from the verb “amar”, meaning “to tie” or “to bind”)
- Suffix: -ra (third person singular present tense)
- Vocal theme: -a- (theme vowel)
Questão 48
- A)(tu) compres.
- B)(eles) amaram.
- C)(nós) traremos.
- D)(ele) inflacionou.
- E)(eu) contemplasse.
A alternativa correta é B)
Questão 49
São exemplos de verbos da 2ª conjugação:
- A)cantar, ficar, remar e amar
- B)compor, depor, dever e temer
- C)sorrir, partir, dormir
- D)remar, receber, dever e dormir
- E)fugir, ir, dormir e sorrir.
A alternativa correta é B)
São exemplos de verbos da 2ª conjugação:
- A)cantar, ficar, remar e amar
- B)compor, depor, dever e temer
- C)sorrir, partir, dormir
- D)remar, receber, dever e dormir
- E)fugir, ir, dormir e sorrir.
Essas são as opções parailihadas, e apenas uma delas é a resposta certa. É importante lembrar que os verbos da 2ª conjugação são aqueles que terminam em -er.
Para entender melhor, vamos analisar cada opção:
- A)cantar, ficar, remar e amar: Embora "cantar" seja um verbo da 1ª conjugação, "ficar" e "remar" são da 2ª conjugação. No entanto, "amar" é da 3ª conjugação, então essa opção está errada.
- B)compor, depor, dever e temer: Todos esses verbos terminam em -er e, portanto, são da 2ª conjugação. Essa é a opção certa!
- C)sorrir, partir, dormir: Embora "sorrir" e "dormir" sejam da 2ª conjugação, "partir" é da 3ª conjugação, então essa opção também está errada.
- D)remar, receber, dever e dormir: "Remar" e "dever" são da 2ª conjugação, mas "receber" é da 3ª conjugação e "dormir" já foi visto anteriormente.
- E)fugir, ir, dormir e sorrir: "Fugir" é da 3ª conjugação, "ir" é um verbo irregular e "dormir" e "sorrir" já foram vistos anteriormente.
Portanto, a resposta certa é a opção B) compor, depor, dever e temer.
Questão 50
que o jovem guerreiro descobriu que sua adorada noiva havia sumido. À medida que a percepção do que acontecera se
espalhava rapidamente entre o povo, muitos empreenderam a jornada até o lugar onde sabiam que iriam encontrá-la”. Os
termos grifados classificam-se, respectivamente, quanto à morfologia como:
- A)Advérbio, verbo, substantivo, adjetivo, adjetivo, pronome, pronome.
- B)Substantivo, adjetivo, verbo, substantivo, advérbio, adjetivo, verbo.
- C)Substantivo, adjetivo, advérbio, verbo, adjetivo, advérbio, adjetivo.
- D)Adjetivo, substantivo, pronome, verbo, advérbio, advérbio, pronome.
- E)Adjetivo, substantivo, verbo, conjunção, substantivo, advérbio, pronome.
A alternativa correta é A)
O jovem guerreiro, desesperado, começou a procurar por sua noiva em todos os lugares. Ele perguntou a todos os aldeões se haviam visto ela, mas ninguém sabia de seu paradeiro. O jovem guerreiro sentia-se cada vez mais desesperado e frustrado, pois não conseguia encontrar nenhuma pista que o levasse até sua amada.
Enquanto isso, os aldeões começaram a se organizar para procurar por ela também. Eles se reuniram em assembleia e decidiram dividir-se em grupos para vasculhar a floresta e os arredores da aldeia. O jovem guerreiro juntou-se a um desses grupos e, juntos, eles partiram em busca da noiva desaparecida.
A busca foi longa e difícil. Eles vasculharam a floresta durante horas, mas não encontraram nenhum sinal de sua noiva. O jovem guerreiro começou a perder as esperanças, mas não desistiu. Ele sabia que precisava encontrar sua noiva e trazê-la de volta para a aldeia.
Justamente quando o jovem guerreiro estava prestes a desistir, um dos aldeões gritou que havia encontrado algo. Eles correram até o local e encontraram uma pista que levaria até uma caverna escura e profunda. O jovem guerreiro sabia que essa era a única chance que ele tinha de encontrar sua noiva e, com coragem, liderou o grupo em direção à caverna.
A caverna era escura e assustadora, mas o jovem guerreiro não se intimidou. Ele liderou o grupo em direção ao fundo da caverna, onde encontraram uma porta fechada. O jovem guerreiro abriu a porta e encontrou sua noiva, trancada em uma cela.
Ele a libertou e a abraçou com força, aliviado por ter encontrado sua amada. Juntos, eles voltaram para a aldeia, onde foram recebidos como heróis. O jovem guerreiro havia encontrado sua noiva e trazido de volta a paz para a aldeia.
Resposta:
A resposta certa é A) Advérbio, verbo, substantivo, adjetivo, adjetivo, pronome, pronome.
Explicação:
- saudáveis: adjetivo
- júbilo: substantivo
- sua: pronome
- rapidamente: advérbio
- onde: pronome
- la: pronome
Portanto, a resposta certa é A) Advérbio, verbo, substantivo, adjetivo, adjetivo, pronome, pronome.