Questões Sobre Estrutura do verbo (radical, vogal temática, desinências) - Português - concurso
Questão 51
Assinale o item em que o elemento mórfico está incorretamente analisado:
- A)Tecnocracia (-o) = consoante de ligação.
- B)Garoto (-o) = desinência nominal de gênero.
- C)Mexerá (-e) = vogal temática.
- D)Estudariam (-m) = desinência número-pessoal que caracteriza a terceira pessoa do plural.
- E)Estudásseis (-sse) = desinência modo-temporal que caracteriza o pretérito imperfeito do indicativo.
A alternativa correta é E)
Resposta: O item em que o elemento mórfico está incorretamente analisado é o item E) Estudásseis (-sse) = desinência modo-temporal que caracteriza o pretérito imperfeito do indicativo.
Explicação: A análise morfológica do item E) Estudásseis (-sse) está incorreta porque o sufixo -sse não caracteriza o pretérito imperfeito do indicativo. Em vez disso, o sufixo -sse é uma desinência de conjugação que caracteriza o subjuntivo, e não o indicativo.
Justificativa: No caso do verbo Estudásseis, o sufixo -sse é uma desinência de conjugação que indica o subjuntivo, e não o indicativo. Isso significa que o verbo Estudásseis está no modo subjuntivo, e não no indicativo. Portanto, a análise morfológica do item E) está incorreta.
Outros itens:
O item A) Tecnocracia (-o) está correto, pois o sufixo -o é uma consoante de ligação.
O item B) Garoto (-o) está correto, pois o sufixo -o é uma desinência nominal de gênero.
O item C) Mexerá (-e) está correto, pois o sufixo -e é uma vogal temática.
O item D) Estudariam (-m) está correto, pois o sufixo -m é uma desinência número-pessoal que caracteriza a terceira pessoa do plural.
Portanto, apenas o item E) está incorreto, e a resposta certa é E).
Questão 52
expressa todo e qualquer conteúdo humano individual e social de
forma cumulativa. A partir da leitura, o indivíduo é capaz de
compreender melhor sua realidade e seu papel como sujeito nela
inserido. Os textos, especialmente os literários, são capazes de
recriar as informações sobre a humanidade, vinculando o leitor
aos indivíduos de outros tempos. Nas palavras de Larrosa (2000),
ler consiste em ver as coisas diferentes, coisas dantes nunca
vistas, entregar-se ao texto, abandonar-se nele e não apenas
apropriar-se dele para nossos fins. As pessoas crescem lendo e
são permanentemente leitoras em formação, recebendo a cada
etapa de sua vida uma nova carga significativa para os
conhecimentos já acumulados por suas leituras anteriores.
Um texto não é um objeto fixo em um momento histórico;
ele lança seus sentidos e tem sua continuidade nas composições
de leitura que suscita. Não cabe ensinar literatura perguntando
apenas “O que o texto pode querer dizer?”, mas sim, e
especialmente, “Como o texto funciona em relação ao que quer
dizer?”. O leitor ou interlocutor interage com o texto, constrói
sentidos, expõe suas relações com a língua, exterioriza seus
conhecimentos prévios, preconceitos, pontos de vista. Ao final de
cada leitura, o texto já é um novo texto.
informações sobre a humanidade, vinculando o leitor aos
indivíduos de outros tempos. Nas palavras de Larrosa (2000), ler
consiste em ver as coisas diferentes, coisas dantes nunca vistas,
entregar-se ao texto abandonar-se nele e não apenas apropriar-se
dele para nossos fins”.
Assinale a opção que indica o infinitivo que tem classe
morfológica diferente dos demais.
- A)recriar
- B)ler
- C)ver
- D)entregar
- E)apropriar
A alternativa correta é B)
Questão 53
O assassino era o escriba
Paulo Leminsky
Meu professor de análise sintática era o tipo do
sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto
adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas
expletivas,
conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
No texto, o autor faz menção ao fato do sujeito
ser “regular como um paradigma da primeira
conjugação”. A respeito dos paradigmas de
conjugação verbal, considere as afirmativas abaixo
e assinale a alternativa que NÃO corresponde
corretamente às funções, características e modos
desse tópico gramatical.
- A)Em Língua Portuguesa, há três tipos de
paradigmas de conjugação verbal, a saber, dos
verbos que terminam em -ar; -er e -ir. - B)Entende-se por “paradigma de conjugação”, de
uma maneira geral, as terminações correspondentes
aos tempos, pessoas e modos, que se repetem a
cada vez que conjugamos um verbo. - C)Verbos regulares e irregulares são iguais em suas
formas. Dizemos que um verbo é irregular quando
seu sentido é dado de acordo com o contexto. - D)Não por acaso, os verbos que mais utilizamos
têm formas irregulares, donde podemos concluir
que um verbo se torna irregular, ou seja, com
características diferentes dos verbos regulares,
por serem muito usados e, portanto, terem sofrido
muitas transformações ao longo do tempo.
A alternativa correta é C)
Resposta: C) Verbos regulares e irregulares são iguais em suas formas. Dizemos que um verbo é irregular quando seu sentido é dado de acordo com o contexto.
Explicação: os verbos regulares e irregulares não são iguais em suas formas. Os verbos regulares seguem um padrão de conjugação específico, enquanto os verbos irregulares não seguem esse padrão e apresentam formas conjugadas únicas. Além disso, a irregularidade de um verbo não está relacionada ao seu sentido, mas sim à sua forma de conjugação.
Os paradigmas de conjugação verbal são fundamentais na gramática portuguesa. Eles permitem que os verbos sejam conjugados de acordo com o tempo, pessoa e modo. Existem três tipos de paradigmas de conjugação verbal em português: os verbos que terminam em -ar, -er e -ir.
Os verbos regulares seguem um padrão de conjugação específico para cada paradigmática. Já os verbos irregulares apresentam formas conjugadas únicas, que não seguem o padrão dos verbos regulares. Isso não significa que os verbos irregulares sejam mais difíceis de conjugação, mas sim que eles apresentam uma forma de conjugação diferente.
No caso do texto, o autor faz menção ao fato do sujeito ser “regular como um paradigma da primeira conjugação”. Isso significa que o sujeito segue um padrão de conjugação específico, característico dos verbos que terminam em -ar.
Em resumo, os paradigmas de conjugação verbal são fundamentais para a formação de orações gramaticalmente corretas em português. É importante entender a diferença entre verbos regulares e irregulares e como eles se conjugam de acordo com o tempo, pessoa e modo.
Questão 54
Lembrança
Lembro-me de que ele só usava
camisas brancas. Era um velho limpo e eu
gostava dele por isso. Eu conhecia outros
velhos e eles não eram limpos. Além disso,
eram chatos. Meu avô não era chato. Ele
não incomodava ninguém. Nem os de casa
ele incomodava. Ele quase não falava. Não
pedia as coisas a ninguém. Nem uma
travessa de comida na mesa ele gostava de
pedir. Seus gestos eram firmes e suaves e
quando ele andava não fazia barulho.
Ficava no quartinho dos fundos e
havia sempre tanta gente e tanto movimento
na casa que às vezes até se esqueciam da
existência dele. De tarde costumava sair
para dar uma volta. Ia só até a praça da
matriz que era perto. Estava com setenta
anos e dizia que suas pernas estavam
ficando fracas. Levava-me sempre com ele.
Conversávamos mas não me lembro sobre o
que conversávamos. Não era sobre muita
coisa. Não era muita coisa a conversa. Mas
isso não tinha importância. O que
gostávamos era de estar juntos.
Lembro-me de que uma vez ele
apontou para o céu e disse: ‘olha’. Eu olhei.
Era um bando de pombos e nós ficamos
muito tempo olhando. Depois ele voltou-se
para mim e sorriu. Mas não disse nada.
Outra vez eu corri até o fim da praça e lá de
longe olhei para trás. Nessa hora uma faísca
riscou o céu. O dia estava escuro e uma
ventania agitava as palmeiras. Ele estava
sozinho no meio da praça com os braços
atrás e a cabeça branca erguida contra o céu. Então eu pensei que meu avô era maior
que a tempestade.
Eu era pequeno, mas sabia que ele
tinha vivido e sofrido muita coisa. Sabia que
cedo ainda a mulher o abandonara. Sabia
que ele tinha visto mais de um filho morrer.
Que tinha sido pobre e depois rico e depois
pobre de novo. Que durante sua vida uma
porção de gente o havia traído e ofendido e
logrado. Mas ele nunca falava disso.
Nenhuma vez o vi falar disso. Nunca o vi
queixar-se de qualquer coisa. Também
nunca o vi falar mal de alguém. As pessoas
diziam que ele era um velho muito distinto.
Nunca pude esquecer sua morte. Eu
o vi, mas na hora não entendi tudo. Eu só vi
o sangue. Tinha sangue por toda parte. O
lençol estava vermelho. Tinha uma poça no
chão. Tinha sangue até na parede. Nunca
tinha visto tanto sangue. Nunca pensara
que, uma pessoa se cortando, pudesse sair
tanto sangue assim. Ele estava na cama e
tinha uma faca enterrada no peito. Seu rosto
eu não vi. Depois soube que ele tinha
cortado os pulsos e aí cortado o pescoço e
então enterrado a faca. Não sei como deu
tempo dele fazer isso tudo, mas o fato é que
ele fez. Tudo isso. Como, eu não sei. Nem
por quê.
No dia seguinte eu ainda tornei a ver
a sua camisa perto da lavanderia e pensei
que mesmo que ela fosse lavada milhares
de vezes nunca mais poderia ficar branca.
Foi o único dia em que não o vi limpo. Se
bem que sangue não fosse sujeira. Não era.
Era diferente.
(VILELA, Luiz. Tarde da noite. 6. Ed. São Paulo: Ática, 2000.)
Em:
“O que gostávamos era de estar juntos.” A
divisão correta dos elementos formadores
da palavra em destaque é
- A)gos – ta – va – mos.
- B)gost – a – va – mos.
- C)gost – a – vamos.
- D)gosta – va – mos.
- E)gos – ta – vamos.
A alternativa correta é B)
Resposta
A resposta certa é B) gost – a – va – mos. A palavra “gostávamos” é formada pelo radical “gost” mais o sufixo “-ávamos”, que é a conjugação do verbo “gostar” na primeira pessoa do plural do pretérito imperfeito.
É importante notar que a análise morfológica das palavras é fundamental para a compreensão do funcionamento da língua portuguesa. A separação correta dos elementos formadores de uma palavra pode ajudar a evitar erros de escrita e a entender melhor o significado das palavras.
Além disso, é fundamental ler e analisar textos literários como o trecho apresentado, que nos permite refletir sobre a vida e a morte, sobre a importância das relações humanas e sobre a forma como as pessoas lidam com as dificuldades.
O texto apresentado é uma lembrança do avô do narrador, que destaca a sua limpidez, a sua quietude e a sua distinção. O avô é mostrado como uma pessoa que não incomoda ninguém, que não pede nada a ninguém e que tem gestos firmes e suaves.
A morte do avô é apresentada de forma dramática, com a descrição do sangue por toda parte e a faca enterrada no peito. A cena é chocante e nos faz refletir sobre a forma como as pessoas lidam com as dificuldades e sobre a importância de estar presente nos momentos difíceis.
O texto também destaca a importância da memória e da lembrança. O narrador se lembra do avô e de suas características, e essa lembrança é fundamental para ele.
Em resumo, a análise morfológica das palavras é fundamental para a compreensão do funcionamento da língua portuguesa, e a leitura e análise de textos literários podem nos ajudar a refletir sobre a vida e a morte, sobre as relações humanas e sobre a importância da memória e da lembrança.
Questão 55
Assinale a alternativa que mostra a separação correta dos morfemas do verbo dado.
- A)LEVO = L+E+V+O
- B)ENCONTREI = EN+CONTR+E+I
- C)CONTRAÍSTES = CONTRA+I+STES
- D)PLANEJARIAS = PLAN+EJAR+IA+S
- E)AMASSÁSSEMOS = AM+A+SSA+SSE+MOS
A alternativa correta é C)
Assinale a alternativa que mostra a separação correta dos morfemas do verbo dado.
- A) LEVO = L+E+V+O
- B) ENCONTREI = EN+CONTR+E+I
- C) CONTRAÍSTES = CONTRA+I+STES
- D) PLANEJARIAS = PLAN+EJAR+IA+S
- E) AMASSÁSSEMOS = AM+A+SSA+SSE+MOS
O gabarito correto é C). Isso porque, ao decompor o verbo CONTRAÍSTES em seus morfemas, temos a partícula CONTRA, que é uma preposição, seguida do morfema I, que é um sufixo de pessoa, e finalmente STES, que é um sufixo de número e pessoa.
Já as demais opções apresentam erros de decomposição. Por exemplo, na opção A, o verbo LEVO é decomposto em L+E+V+O, mas isso não é correto, pois o morfema LE é uma raiz e não pode ser decomposto em L e E.
Da mesma forma, na opção B, o verbo ENCONTREI é decomposto em EN+CONTR+E+I, mas isso também é incorreto, pois EN é uma partícula que faz parte da raiz do verbo e não pode ser separada.
As opções D e E apresentam erros semelhantes. Por isso, a resposta certa é a opção C, que apresenta a decomposição correta do verbo CONTRAÍSTES em seus morfemas.
É importante lembrar que a decomposição dos morfemas é fundamental para a análise morfológica das palavras e para a compreensão da estrutura das palavras em uma língua.
Além disso, é preciso ter cuidado ao decompor os morfemas, pois pequenos erros podem levar a conclusões erradas sobre a estrutura das palavras.
Portanto, é fundamental ter uma boa compreensão dos conceitos de morfologia e da estrutura das palavras para poder decompor os morfemas de forma correta.
Questão 56
TEXTO 2
“Cabe ressaltar que a falta de educação, saúde, segurança pública, de políticas públicas, de conselhos comunitários eficazes (integrando os adolescentes às atividades da comunidade), de efetividade dos direitos fundamentais e de aparelhamento nos institutos de internação de menores são algumas das causas imediatas e mediatas desse fenômeno que é a delinquência infanto-juvenil. Por isso, não devemos conceber apenas o lado da penalidade aos jovens. Tem-se, de longas décadas, a omissão do poder público no tocante à prática de atos concernentes à viabilização das normas constitucionais garantidoras de direitos essenciais, tendo em vista que grande parte da população é excluída do digno convívio social. Isso enaltece o desnivelamento de classes e por via refletiva afrontando a dignidade da pessoa humana, surgindo, ainda que não justificante, uma camada criminalizada da população, constituindo-se em um núcleo de violência que atinge toda a sociedade.”
(Revista Visão Jurídica, Sande Nascimento de Arruda)
O vocábulo “educação” é um substantivo derivado de um
verbo com a ajuda de um sufixo; o mesmo ocorre no seguinte
vocábulo do texto:
- A)segurança.
- B)comunitários.
- C)efetividade.
- D)penalidade.
- E)convívio.
A alternativa correta é A)
Além disso, é fundamental destacar que a falta de investimento em políticas públicas eficazes também contribui para o aumento da delinquência infanto-juvenil. Isso porque essas políticas poderiam proporcionar oportunidades de desenvolvimento e crescimento para os jovens, afastando-os da criminalidade. No entanto, a omissão do poder público nesse sentido tem gerado um ciclo de violência e exclusão social, que afeta não apenas os jovens, mas toda a sociedade.
Outro ponto importante é a questão da família e do papel dos pais na prevenção da delinquência. É sabido que a família é a primeira instituição socializadora do indivíduo, e que a falta de estrutura familiar saudável pode levar os jovens a buscarem referenciais em outras instituições, como as gangues ou os grupos criminosos.
Além disso, a falta de oportunidades de emprego e de desenvolvimento também pode contribuir para a delinquência. Quando os jovens não encontram oportunidades de trabalho ou de crescimento, eles podem se sentir marginalizados e excluídos da sociedade, o que pode levar à criminalidade.
Portanto, é fundamental que sejam desenvolvidas políticas públicas eficazes que abordem essas questões e proporcionem oportunidades de desenvolvimento e crescimento para os jovens. Isso inclui investir em educação de qualidade, em programas de emprego e desenvolvimento, e em ações que promovam a integração social e a inclusão.
Em resumo, a delinquência infanto-juvenil é um fenômeno complexo que envolve various fatores, desde a falta de educação e saúde até a falta de oportunidades de emprego e desenvolvimento. Para combater esse fenômeno, é necessário que sejam desenvolvidas políticas públicas eficazes que abordem essas questões e proporcionem oportunidades de desenvolvimento e crescimento para os jovens.
Em relação à questão do vocábulo “educação”, é correto afirmar que ele é um substantivo derivado de um verbo com a ajuda de um sufixo, assim como o vocábulo “segurança”.
Questão 57
- A)Será mais fácil, sim, se algum de nós nos dispormos a conversar sem atender o celular.
- B)Foi mais, fácil, sim, porque se propuseram a alguns a ideia de conversar sem atender o celular.
- C)Seria mais fácil, sim, se mais de um interlocutor se dispusesse a conversar sem atender o celular.
- D)Foi mais fácil, sim, porque o mais velho dos garotos se predispunham a conversar sem atender o celular.
- E)Seria mais fácil, sim, se todos se proporem a conversar sem atender o celular.
A alternativa correta é C)
Observe a seguinte passagem do texto:
– Mais fácil seria, sim, me impor através do celular …
Seguindo o modelo da conjugação do verbo “impor”, presente nessa passagem, assinale a alternativa em que a conjugação e a concordância do verbo em destaque estão de acordo com a norma-padrão.
- A) Será mais fácil, sim, se algum de nós nos dispormos a conversar sem atender o celular.
- B) Foi mais, fácil, sim, porque se propuseram a alguns a ideia de conversar sem atender o celular.
- C) Seria mais fácil, sim, se mais de um interlocutor se dispusesse a conversar sem atender o celular.
- D) Foi mais fácil, sim, porque o mais velho dos garotos se predispunham a conversar sem atender o celular.
- E) Seria mais fácil, sim, se todos se proporem a conversar sem atender o celular.
A alternativa C) é a correta, pois segue o mesmo modelo de conjugação do verbo “impor” presente na passagem original. O verbo “impor” está no condicional e concorda com o sujeito “um interlocutor”, que está no singular. Além disso, a estrutura da frase está correta e coerente com o contexto.
Essa conjugação é importante para manter a clareza e a coerência do texto. A escolha da alternativa certa depende de uma análise cuidadosa da estrutura gramatical e do contexto em que o verbo é usado.
O texto original destaca a importância de manter a atenção e a interação humana em um mundo cada vez mais dominado pelo uso de celulares. A autora critica a falta de educação e a invasão dos celulares em situações íntimas e importantes. Ela defende a necessidade de se manter conversas francas e profundas, sem a interferência dos aparelhos.
A escolha da alternativa certa também depende de uma compreensão profunda do texto e do contexto em que ele está inserido. É fundamental analisar a estrutura gramatical e a coerência do texto para escolher a alternativa que melhor se adequa à norma-padrão.
Questão 58
Acerca dos processos de estruturação do vocábulo “ESTUDÁVAMOS” assinale a alternativa correta.
- A)O Tema é ESTUD.
- B)Não há desinência número-pessoal.
- C)Não há vogal temática explícita.
- D)O radical deste enunciado é ESTUDA.
- E)A sílaba VA corresponde à desinência modo-temporal.
A alternativa correta é E)
Acerca dos processos de estruturação do vocábulo “ESTUDÁVAMOS” assinale a alternativa correta.
- A)O Tema é ESTUD.
- B)Não há desinência número-pessoal.
- C)Não há vogal temática explícita.
- D)O radical deste enunciado é ESTUDA.
- E)A sílaba VA corresponde à desinência modo-temporal.
Portanto, o gabarito correto é a opção E) A sílaba VA corresponde à desinência modo-temporal. Isso ocorre porque a forma verbal "estudávamos" é um exemplo de um verbo conjugado no pretérito imperfeito do indicativo, que é caracterizado pela presença da sílaba "VA" como desinência modo-temporal.
Para entender melhor essa resposta, é importante lembrar que a estrutura dos verbos regulares em português é composta por três partes principais: o radical, a vogal temática e a desinência. O radical é a parte do verbo que não muda e que indica o seu significado. A vogal temática é a vogal que aparece entre o radical e a desinência e que varia de acordo com o modo e o tempo. Já a desinência é a parte final do verbo que indica o modo, o tempo, o número e a pessoa.
No caso do verbo "estudar", o radical é "ESTUD". A vogal temática é "A" e a desinência pode variar de acordo com o modo e o tempo. Por exemplo, no presente do indicativo, a desinência é "-o" para a primeira pessoa do singular (eu estudo), "-as" para a segunda pessoa do singular (tu estudas), "-a" para a terceira pessoa do singular (ele/ela/ocê estuda), "-amos" para a primeira pessoa do plural (nós estudamos), "-ais" para a segunda pessoa do plural (vós estudais) e "-am" para a terceira pessoa do plural (eles/elas estudam).
Já no pretérito imperfeito do indicativo, a desinência é "-va" para a primeira pessoa do plural (nós estudávamos), "-vas" para a segunda pessoa do plural (vós estudáveis) e "-vam" para a terceira pessoa do plural (eles/elas estudavam). É justamente essa desinência "-VA" que caracteriza o pretérito imperfeito do indicativo e que aparece na forma verbal "estudávamos".
Portanto, é correto afirmar que a sílaba "VA" na forma verbal "estudávamos" é a desinência modo-temporal que caracteriza o pretérito imperfeito do indicativo.
Questão 59
Leia o texto e responda à questão proposta.
O fim da partida
Rola a pelota, o mundo roda. Suspeita-se que o sol é uma bola acesa, que durante o dia trabalha e de noite brinca lá no céu, enquanto a lua trabalha, embora a ciência tenha dúvidas a esse respeito. Por outro lado, está comprovado, com toda a certeza, que o mundo gira em torno de uma bola que gira: a final do Mundial de 94 foi contemplada por mais de dois bilhões de pessoas, o público mais numeroso de todos os que se reuniram ao longo da história deste planeta. A paixão mais compartilhada: muitos adoradores da bola jogam com ela nos gramados e nos campos de terra, e muitíssimos mais integram a teleplateia que assiste, roendo as unhas, ao espetáculo proporcionado por vinte e dois senhores de calção que perseguem a bola e, aos pontapés, demonstram seu amor
No final do Mundial de 94, todos os meninos que nasceram no Brasil se chamaram Romário, e a grama do estádio de Los Angeles foi vendida em pedaços, como uma pizza, a vinte dólares a porção. Uma loucura digna de melhor causa? Um negócio vulgar e comum? Uma fábrica de truques manipulada por seus donos? Eu sou dos que acreditam que o futebol pode ser isso, mas também é muito mais do que isso, como festa dos olhos que o olham e como alegria do corpo que o joga. Uma jornalista perguntou à teóloga alemã Dorothee Sölle:
– Como a senhora explicaria a um menino o que é a felicidade?
– Não explicaria – respondeu. – Daria uma bola para que jogasse.
O futebol profissional faz todo o possível para castrar essa energia de felicidade, mas ela sobrevive apesar de todos os pesares. É talvez por isso que o futebol não pode deixar de ser assombroso. Como diz meu amigo Ángel Ruocco, isso é o melhor que tem: sua obstinada capacidade de surpresa. Por mais que os tecnocratas o programem até o mínimo detalhe, por muito que os poderosos o manipulem, o futebol continua querendo ser a arte do improviso. Onde menos se espera salta o impossível, o anão dá uma lição ao gigante, e o negro mirrado e cambaio faz de bobo o atleta esculpido na Grécia.
[…]
(GALEANO, Eduardo. O fim da partida. In: Futebol ao sol e à sombra. Tradução de Eric Nepomuceno e Maria do Carmo Brito. 3ª ed. PortoAlegre: L&PM, 2004. p. 203-204) (adaptado)
No fragmento “Suspeita-se que o sol É uma bola acesa…” (§ 1), a forma verbal destacada pode, de acordo com a gramática normativa e sem prejuízo de sentido, ser substituída por:
- A)era.
- B)fosse.
- C)fora.
- D)seja.
- E)será.
A alternativa correta é D)
Ao analisar o trecho “Suspeita-se que o sol é uma bola acesa…”, é possível notar que a forma verbal “é” pode ser substituída por “seja”, mantendo o sentido original do texto. Isso ocorre porque “seja” é a forma subjuntiva do verbo “ser”, utilizada para expressar dúvida ou incerteza, o que é coerente com o contexto do trecho, que apresenta uma suspeita ou conjectura sobre a natureza do sol.
Além disso, é importante destacar que a opção D) “seja” é a mais apropriada porque preserva a mesma estrutura sintática e semântica do texto original. As outras opções não apresentam o mesmo grau de coerência e naturalidade em relação ao texto.
A opção A) “era” não é adequada porque mudaria o sentido do trecho, transformando a suspeita em algo que ocorreu no passado. Já a opção B) “fosse” também não é uma boa escolha, pois apresenta uma conotação de hipótese ou condição, o que não condiz com o tom do texto.
A opção C) “fora” é igualmente inviável, pois mudaria completamente o sentido do trecho, tornando-o incoerente em relação ao contexto. Por fim, a opção E) “será” também não é uma boa escolha, pois apresenta uma conotação de futuro, o que não condiz com a suspeita ou conjectura apresentada no texto.
Portanto, a opção D) “seja” é a mais apropriada para substituir a forma verbal “é” no trecho “Suspeita-se que o sol é uma bola acesa…”, mantendo a coerência e o estilo do texto original.
Questão 60
A outra noite
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se para mim:
– O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra – pura, perfeita e linda.
-Mas que coisa…
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
-Ora, sim senhor…
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um“boa noite” e um“muito obrigado ao senhor” tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
(BRAGA, Rubem. Para gostar de ler, vol. 2, crônicas. São Paulo, Ática.) Para gostar de le
As formas verbais abaixo foram retiradas do texto e apenas uma apresenta-se no pretérito imperfeito do subjuntivo. Assinale-a.
- A)vinha
- B)trouxe
- C)tivesse
- D)desceu
- E)havia
A alternativa correta é C)
Ao ler essas linhas, não posso deixar de me lembrar de outra noite, muito semelhante àquela descrita pelo autor. Eu estava retornando de uma viagem à noite, e o tempo estava horrível. A chuva caía em buckets, e o vento soprava com força. Eu estava exausto e ansioso para chegar em casa.
Quando finalmente cheguei ao meu bairro, eu estava tão cansado que nem sequer notei o meu amigo parado na esquina. Ele me chamou e eu parei o táxi. Ele entrou no carro e eu lhe contei sobre a minha viagem. Eu lhe disse que estava muito feliz em estar de volta em casa, longe daquele tempo horrível.
Depois que meu amigo desceu do carro, o chofer me perguntou se eu estava bem. Eu lhe disse que sim, e ele me perguntou se eu queria que ele me levasse até a porta da minha casa. Eu lhe disse que não era necessário, e ele partiu.
Quando eu estava saindo do táxi, eu ouvi o chofer dizer: “Boa noite, senhor. Muito obrigado ao senhor”. Eu me virei e lhe disse: “Boa noite, também”. E foi então que eu me lembrei daquela outra noite, quando o chofer também me disse “boa noite” e “muito obrigado ao senhor”.
É interessante como algumas experiências podem ser tão semelhantes, mesmo que sejam separadas por tempo e espaço. É como se houvesse uma conexão entre elas, uma conexão que nos faz lembrar de que, mesmo que as coisas sejam diferentes, elas podem ser muito semelhantes.
Agora, vamos voltar às formas verbais do texto original. A resposta certa é, de fato, C) tivesse. A forma verbal “tivesse” está no pretérito imperfeito do subjuntivo, e é usada para expressar uma ação hipotética ou duvidosa no passado.
- A) vinha – pretérito imperfeito do indicativo
- B) trouxe – pretérito perfeito do indicativo
- C) tivesse – pretérito imperfeito do subjuntivo
- D) desceu – pretérito perfeito do indicativo
- E) havia – pretérito imperfeito do indicativo