TEXTO 01 O texto abaixo servirá de base para responder a questão. ESCOLHA O SEU SONHO(1º§) Devíamos poder preparar os nossos sonhos como os artistas, as suas composições. Com a matéria sutil da noite e da nossa alma, devíamos poder construir essas pequenas obras-primas incomunicáveis, que, ainda menos que a rosa, duram apenas o instante em que vão sendo sonhadas, e logo se apagam sem outro vestígio que a nossa memória. (2º§) Assim, tudo seria como quem resolve uma viagem. Portanto, devíamos poder escolher essas excursões sem veículos nem companhia – por mares, grutas, neves, montanhas, e até pelos astros, onde moram desde sempre heróis e deuses de todas as mitologias, e os fabulosos animais do Zodíaco. E estaríamos abstraindo de um mundo de problemas, contemplando sempre a nossa imaginação.(3º§) Devíamos, à vontade, passear pelas margens do Paraíba, lá onde suas espumas crespas correm com o luar por entre as pedras, ao mesmo tempo cantando e chorando. – Ou habitar uma tarde prateada de Florença, e ir sorrindo para cada estátua dos palácios e das ruas, como quem saúda muitas famílias de mármore… – Ou contemplar nos Açores hortênsias da altura de uma casa, lago de duas cores, e cestos de vime nascendo entre fontes, com águas frias de um lado e, do outro, quentes… – Ou chegar a Ouro Preto e continuar a ouvir aquela menina que estuda piano há duzentos anos, hesitante e invisível – enquanto o cavalo branco escolhe, de olhos baixos, o trevo de quatro folhas que vai comer… (4º§) Quantos lugares, meu Deus, para essas excursões! Lugares recordados ou apenas imaginados. Campos orientais atravessados por nuvens de pavões. Ruas amarelas de pó, amarelas de sol, onde os camelos de perfil de gôndola estacionam, com seus carros. Avenidas cor-de-rosa, por onde cavalinhos emplumados, de rosa na testa e colar ao pescoço, conduzem leves e elegantes coches policromos… E lugares inventados, feitos ao nosso gosto; jardins no meio do mar; pianos brancos que tocam sozinhos; livros que se desarmam, transformados em música… Rios que vão subindo por cima das ilhas… meninos transparentes, que deixam ver a luz do sol do outro lado do corpo… gente com cabeça de pássaro… flechas voando atrás de sombras velozes… moças que se transformam em guaribas… canoas… serras… bando de beija-flores e borboletas que trazem mel para a criança que tem fome e a levantam em suas asas… (5º§) Devíamos poder sonhar com as criaturas que nunca vimos e gostaríamos de ter visto: Alexandre, o Grande; São João Batista; o Rei Davi, a cantar; o Príncipe Gautama. Este vultos foram notáveis para toda a humanidade, logo, merecem ser lembrados em nossos sonhos!!! (6º§) E sonhar com os que amamos e conhecemos, e estão perto ou longe, vivos ou mortos… Sonhar com eles no seu melhor momento, quando foram mais merecedores de amor imortal. Você pode e dever ser sonhador, assim sendo, deve merecer bons sonhos. (7º§) Ah! Sabemos que sonhar faz parte da vida, portanto sonhe, sonhe e sonhe sempre. Valorize o que aparece no seu sonho. A propósito, você gostaria de sonhar o que esta noite? (Cecília Meireles) Sobre os componentes linguísticos existentes do (7º§), marca a alternativa incorreta.
como os artistas, as suas composições. Com a
matéria sutil da noite e da nossa alma, devíamos
poder construir essas pequenas obras-primas
incomunicáveis, que, ainda menos que a rosa,
duram apenas o instante em que vão sendo
sonhadas, e logo se apagam sem outro vestígio que
a nossa memória.
viagem. Portanto, devíamos poder escolher essas
excursões sem veículos nem companhia – por
mares, grutas, neves, montanhas, e até pelos astros,
onde moram desde sempre heróis e deuses de todas
as mitologias, e os fabulosos animais do Zodíaco. E
estaríamos abstraindo de um mundo de problemas,
contemplando sempre a nossa imaginação.
do Paraíba, lá onde suas espumas crespas correm
com o luar por entre as pedras, ao mesmo tempo
cantando e chorando. – Ou habitar uma tarde
prateada de Florença, e ir sorrindo para cada estátua
dos palácios e das ruas, como quem saúda muitas
famílias de mármore… – Ou contemplar nos Açores
hortênsias da altura de uma casa, lago de duas
cores, e cestos de vime nascendo entre fontes, com
águas frias de um lado e, do outro, quentes… – Ou
chegar a Ouro Preto e continuar a ouvir aquela
menina que estuda piano há duzentos anos,
hesitante e invisível – enquanto o cavalo branco
escolhe, de olhos baixos, o trevo de quatro folhas
que vai comer…
excursões! Lugares recordados ou apenas
imaginados. Campos orientais atravessados por
nuvens de pavões. Ruas amarelas de pó, amarelas
de sol, onde os camelos de perfil de gôndola
estacionam, com seus carros. Avenidas cor-de-rosa,
por onde cavalinhos emplumados, de rosa na testa e
colar ao pescoço, conduzem leves e elegantes
coches policromos… E lugares inventados, feitos ao
nosso gosto; jardins no meio do mar; pianos brancos
que tocam sozinhos; livros que se desarmam,
transformados em música… Rios que vão subindo
por cima das ilhas… meninos transparentes, que
deixam ver a luz do sol do outro lado do corpo…
gente com cabeça de pássaro… flechas voando
atrás de sombras velozes… moças que se transformam em guaribas… canoas… serras… bando
de beija-flores e borboletas que trazem mel para a
criança que tem fome e a levantam em suas asas…
nunca vimos e gostaríamos de ter visto: Alexandre, o
Grande; São João Batista; o Rei Davi, a cantar; o
Príncipe Gautama. Este vultos foram notáveis para
toda a humanidade, logo, merecem ser lembrados
em nossos sonhos!!!
e estão perto ou longe, vivos ou mortos… Sonhar
com eles no seu melhor momento, quando foram
mais merecedores de amor imortal. Você pode e
dever ser sonhador, assim sendo, deve merecer
bons sonhos.
portanto sonhe, sonhe e sonhe sempre. Valorize o
que aparece no seu sonho. A propósito, você
gostaria de sonhar o que esta noite?
- A)No período: “portanto sonhe, sonhe e sonhe sempre”. – predomina a função apelativa.
- B)A vírgula de: “A propósito, você gostaria de sonhar o que esta noite?” – separa expressão anteposta ao núcleo do sujeito simples.
- C)Uma expressão: “Ah!” é interjeição com pontuação exclamativa.
- D)O verbo “sabemos” identifica o sujeito elíptico pela desinência “mos”.
- E)O termo: ” que ” pertence à mesma classe gramatical de ” sempre “.
Resposta:
A alternativa correta é E)
Let’s analyze the options:
This option is correct. The repetition of “sonhe” and the use of “portanto” (therefore) create an emphatic tone, typical of an appeal.
This option is correct. The comma separates the introductory phrase “A propósito” (by the way) from the main clause.
This option is correct. “Ah!” is an interjection, and the exclamation mark indicates strong emotions or feelings.
This option is correct. The verb “sabemos” (we know) is in the first person plural form, indicating that the subject is “we” (nós), which is implicit.
This option is incorrect. “Que” is a conjunction, while “sempre” is an adverb. They belong to different grammatical classes.
Therefore, the correct answer is E) O termo: “que” pertence à mesma classe gramatical de “sempre”.
Deixe um comentário