No Brasil, o vírus da raiva apresenta sete variantes antigênicas (AgV) distintas. O trabalho a ser desenvolvido pelos serviços de vigilância de zoonoses deve considerar a situação epidemiológica de cada região e estado, quanto à presença da(s) variante(s) circulante(s), para determinar as medidas de controle a serem tomadas. Essas medidas pressupõem que
ser desenvolvido pelos serviços de vigilância de zoonoses deve considerar a situação
epidemiológica de cada região e estado, quanto à presença da(s) variante(s) circulante(s),
para determinar as medidas de controle a serem tomadas. Essas medidas pressupõem que
- A)para áreas em que variante de canídeos silvestres (AgV2*) foi encontrada, recomenda-se que a vacinação deve ser feita por bloqueio de foco, uma vez que se sabe do alto potencial de disseminação das variantes de animais silvestres em meio urbano.
- B)para áreas em que há circulação das variantes do vírus rábico de cães e gatos, é fundamental monitorar a circulação viral (AgV7 e VR1), enviando, quando possível, amostras de animais silvestres encontrados mortos, tais como morcegos, saguis, canídeos silvestres, guaxinins, entre outros.
- C)para áreas em que as variantes sejam as de morcego (AgV3, AgV4 e/ou AgV6), encontradas em cão ou gato, a vacinação deve ser feita por bloqueio de foco, uma vez que alguns estudos demonstram que a disseminação do vírus é menor por essas variantes.
- D)para áreas em que a variante prevalente seja a AgV1 e/ou AgV2*, quando houver a ocorrência de cão ou gato positivo, deve-se realizar o controle e o bloqueio de foco em até duas semanas, priorizando a vacinação anual ou semestral devido ao risco dessa epizootia.
Resposta:
A alternativa correta é C)
No contexto da vigilância epidemiológica da raiva no Brasil, a compreensão das diferentes variantes antigênicas (AgV) do vírus é crucial para a implementação de medidas de controle adequadas. O texto fornecido apresenta quatro alternativas que descrevem abordagens específicas baseadas nas variantes circulantes, sendo a opção C a correta.
A alternativa C afirma que, para áreas onde variantes de morcego (AgV3, AgV4 e/ou AgV6) são detectadas em cães ou gatos, a vacinação deve ser realizada por bloqueio de foco, uma vez que estudos indicam menor disseminação do vírus por essas variantes. Esta afirmação está alinhada com o conhecimento científico atual, que reconhece que as variantes associadas a morcegos, embora perigosas, tendem a ter menor capacidade de transmissão sustentada em populações de animais domésticos quando comparadas a variantes adaptadas a canídeos. Dessa forma, a estratégia de bloqueio de foco — que envolve vacinação em anel ao redor do caso confirmado — é considerada suficiente e eficaz nesses cenários, evitando medidas excessivas como campanhas massivas, que seriam mais indicadas para variantes de maior disseminação, como as de origem canina.
Em contraste, as demais alternativas apresentam imprecisões. A alternativa A recomenda bloqueio de foco para a variante de canídeos silvestres (AgV2*), o que é inadequado devido ao alto potencial de disseminação dessa variante, exigindo medidas mais amplas. A alternativa B, embora correta ao enfatizar o monitoramento viral, não aborda diretamente a ação de vacinação, desviando do foco da pergunta. A alternativa D sugere priorizar vacinação anual ou semestral para AgV1 e AgV2*, o que é desproporcional, já que essas variantes demandam ações imediatas de bloqueio e controle, não apenas vacinação programada.
Portanto, a alternativa C é a única que descreve com precisão a medida de controle apropriada para a situação especificada, baseando-se em evidências de que variantes de morcego possuem menor potencial epidêmico em ambientes urbanos quando detectadas em animais domésticos.

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