A Dirofilariose é uma zoonose causada por nematódeos do gênero Dirofilaria . Esse gênero apresenta dois subgêneros, Dirofilaria (Dirofilaria immitis) e Notchtiella (Dirofilaria tenuis, D. repens e D. ursi), e ambos possuem parasitas capazes de infectar o ser humano. O cão , ocasionalmente o gato e raramente o ser humano são hospedeiros definitivos de D. immitis. Os sinais clínicos da infecção maciça por Dirofilaria immitis em cães são:
apresenta dois subgêneros, Dirofilaria (Dirofilaria immitis) e Notchtiella (Dirofilaria tenuis, D.
repens e D. ursi), e ambos possuem parasitas capazes de infectar o ser humano. O cão ,
ocasionalmente o gato e raramente o ser humano são hospedeiros definitivos de D. immitis.
Os sinais clínicos da infecção maciça por Dirofilaria immitis em cães são:
- A)prurido, exsudato sero-sanguinolento, alopecia e úlcera crostosa.
- B)febre, letargia, dermatite, opacidade na córnea e ceratite esclerosante .
- C)intolerância ao exercício, tosse leve crônica, hemoptise e dispneia.
- D)inquietação, vômitos persistentes e estomatite recidivante.
Resposta:
A alternativa correta é C)
A Dirofilariose, também conhecida como doença do verme do coração, é uma zoonose de significativa importância na medicina veterinária e saúde pública. Causada por nematódeos do gênero Dirofilaria, esta parasitose apresenta particular interesse devido à sua capacidade de infectar tanto animais quanto seres humanos. O ciclo biológico do parasita envolve mosquitos vetores dos gêneros Culex, Aedes e Anopheles, que atuam como hospedeiros intermediários na transmissão da doença.
Entre as espécies de importância médica, destaca-se a Dirofilaria immitis, cujo hospedeiro definitivo primário é o cão. Esta espécie localiza-se preferencialmente no ventrículo direito do coração e artéria pulmonar, onde pode alcançar até 30 cm de comprimento. A manifestação clínica em cães varia desde infecções assintomáticas até quadros graves, sendo os sinais mais característicos a intolerância ao exercício, tosse leve crônica, hemoptise (expectoração com sangue) e dispneia (dificuldade respiratória). Estes sintomas resultam principalmente da obstrução mecânica do fluxo sanguíneo e da reação inflamatória desencadeada pelos parasitas adultos.
O diagnóstico baseia-se na detecção de microfilárias no sangue periférico, testes imunológicos para antígenos de adultos e métodos de imagem como ecocardiograma e radiografia torácica. O tratamento requer abordagem cuidadosa devido ao risco de embolização pulmonar maciça pela morte simultânea de numerosos parasitas. A prevenção constitui a medida mais eficaz, através do uso regular de preventivos mensais e controle do vetor.
A compreensão desta parasitose é fundamental para veterinários e profissionais de saúde, uma vez que representa não apenas uma ameaça ao bem-estar animal, mas também um potencial risco zoonótico para a população humana.

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