(MACK)
Brasil em 2020
Será, é claro, um Brasil diferente sob vários aspectos. A maior parte deles, imprevisível. Uma década é um período longo o suficiente para derrubar certezas absolutas (ninguém prediz uma Revolução Francesa, uma queda do Muro de Berlim ou um ataque às torres gêmeas de Nova York). Mas é também um período de maturação dos grandes fenômenos incipientes — dez anos antes da popularização da internet já era possível imaginar como ela mudaria o mundo. Da mesma forma, fenômenos detectáveis hoje terão seus efeitos mais fortes a partir de 2020.
David Cohen, Revista Época, 25/05/2009
Com base no enunciado, observe as afirmações abaixo, assinalando V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) A diminuição da fecundidade no Brasil deve-se às transformações econômicas e sociais que se acentuaram na primeira metade do século XX devido à intensa necessidade de mão de obra no campo, inclusive de mulheres, fato esse que elevou o país ao patamar de agrário-exportador.
( ) Devido à mudança do papel social da mulher do século XX, ela deixa de viver, exclusivamente, no núcleo familiar, ingressando no mercado de trabalho e passando a ter acesso ao planejamento familiar e a métodos contraceptivos. Esses aspectos, conjugados, explicam a diminuição vertiginosa das taxas de fecundidade no Brasil.
( ) As quedas nas taxas de natalidade de um país levam, ao longo do tempo, ao envelhecimento da população (realidade da maioria dos países desenvolvidos). Nesse sentido, verifica-se uma forte tendência a um mercado de trabalho menos competitivo e exigente, demandando menos custos do Estado com os aspectos sociais.
Dessa forma, a sequência correta, de cima para baixo, é:
- A). VVV.
- B). FVV.
- C). VVF.
- D). FVF.
- E). VFV.
Resposta:
Letra D
A demanda por mão de obra no meio rural brasileiro diminuiu na segunda metade do século XX em razão do processo de mecanização no campo;
O aumento da presença feminina no trabalho remunerado e a difusão de métodos contraceptivos são fatores relacionados com a queda da fecundidade no Brasil;
O envelhecimento da população não diminui necessariamente os investimentos do Estado em compromissos sociais; ao contrário, pode aumentar gastos com previdência e saúde.
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