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(PUCCamp SP/2017) As colônias que se formaram na América portuguesa tiveram, desde o século XVI, o caráter de sociedades escravistas. Com o passar do tempo, consolidaram-se em todas elas algumas práticas relacionadas à escravidão que ajudaram a cimentar a unidade e a própria identidade dos colonos luso-brasileiros. Dentre essas práticas, ressalta-se a combinação entre um avultado tráfico negreiro gerido a partir dos portos brasileiros e altas taxas de alforria.

BERBEL, Márcia; MARQUESE, Rafael e PARRON, Tâmis. Escravidão e política. Brasil e Cuba, c. 1790-1850. São Paulo: Hucitec/Fapesp. 2010.

Segundo o texto e seus conhecimentos sobre a história da escravidão na América Portuguesa, a sociedade escravista que nela se constituiu apresentava a

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Resposta:

A alternativa correta é letra A.

O texto mostra que as colônias da América portuguesa eram sociedades escravistas, que se baseavam na exploração do trabalho dos africanos e seus descendentes. No entanto, nessas sociedades, também havia uma grande presença de alforriados, ou seja, de escravos que conseguiram obter sua liberdade, seja por compra, por doação, por testamento ou por outros meios. Essa combinação entre um intenso tráfico negreiro e altas taxas de alforria era uma característica das sociedades escravistas da América portuguesa, que contribuía para a formação da identidade dos colonos luso-brasileiros, que se diferenciavam dos colonos de outras regiões da América.

As alternativas B, C, D e E estão incorretas porque:

  • A dissociação entre tráfico negreiro e alforria não era uma característica das sociedades escravistas da América portuguesa, mas sim uma combinação entre essas duas práticas. Além disso, essa combinação não gerava uma pluralidade de identidades, mas sim uma unidade e uma identidade dos colonos luso-brasileiros.
  • A tensão entre práticas de alforria e medidas de estímulo ao tráfico negreiro não era uma característica das sociedades escravistas da América portuguesa, mas sim uma combinação entre essas duas práticas. Além disso, essa combinação não expressava projetos diferentes de sociedade escravista, mas sim uma adaptação às circunstâncias históricas.
  • A interação patriarcal entre colonos luso-brasileiros e escravos não era uma característica das sociedades escravistas da América portuguesa, mas sim uma forma de dominação e de exploração. Além disso, essa interação não implicava na adoção de práticas de alforria, mas sim na manutenção do sistema escravista.
  • A contradição entre práticas escravistas e propostas abolicionistas não era uma característica das sociedades escravistas da América portuguesa, mas sim uma oposição entre dois projetos antagônicos de sociedade. Além disso, essa contradição não envolvia os traficantes portugueses e os colonos luso-brasileiros, mas sim os escravistas e os abolicionistas.
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