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(FGV-SP) “O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros. O que se crê senhor dos demais, não deixa de ser mais escravo do que eles (…) A ordem social é um direito sagrado que serve de base a todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções.”

J.J. Rousseau, Do contrato social. in: Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978, p. 22.

A respeito da citação de Rousseau, é correto afirmar:

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Resposta:

A alternativa correta é a letra E) Aproxima-se do pensamento iluminista, ao conceber a ordem social como um direito sagrado que deve garantir a liberdade e a autonomia dos homens.

Rousseau foi um dos principais filósofos do iluminismo, um movimento cultural que defendia a razão, a liberdade e o progresso. Em sua obra O Contrato Social, publicada em 1762, ele propôs uma teoria política baseada na ideia de que os homens, ao saírem do estado de natureza, fizeram um pacto para formar uma sociedade civil e um governo legítimo.

Segundo Rousseau, o contrato social seria uma forma de preservar a liberdade natural dos homens, que seria perdida com a instituição da propriedade privada e da desigualdade social. Para isso, os homens deveriam se submeter à vontade geral, que seria a expressão da soberania popular e do bem comum.

Assim, Rousseau concebia a ordem social como um direito sagrado que servia de base para todos os outros direitos civis e políticos. Ele também afirmava que esse direito não se originava da natureza, mas de convenções, ou seja, de acordos feitos entre os homens para garantir sua liberdade e sua autonomia.

As outras alternativas não correspondem ao pensamento de Rousseau. Ele não se aproximava do pensamento absolutista (A), pois criticava o poder arbitrário dos reis e defendia a soberania do povo. Ele também não se filiava ao pensamento cristão (B), pois questionava a influência da religião sobre a política e defendia a tolerância religiosa. Ele também não se filiava ao pensamento abolicionista (C), pois não denunciava especificamente a escravidão praticada na América, embora fosse contrário à escravidão em geral. Ele também não se aproximava do pensamento anarquista (D), pois não defendia a abolição do Estado, mas sim a sua reforma para se adequar à vontade geral.

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